Pequenas receitas culinárias

Posted in Tutoriais on 30/05/2014 by Allan Taborda

Mousse de algum sabor qualquer:

- 395g de leite condensado, de preferência, aqueles de caixinha;
– 400g de creme de leite, de preferência, aqueles de caixinha, com duas caixinhas de 200g cada;
– 1 pacote de suco em pó, preferencialmente da marca Nutrinho (pode ser misturado também ao leite, por isso usei essa marca, não sei se funciona com suco em pó de outra marca) de algum sabor qualquer;
– 2 pacotes de gelatina em pó incolor e sem sabor, ou uma quantidade que seja suficiente para 1 litro segundo descrito na embalagem (a gelatina em pó que eu usei diz que um pacote é suficiente para meio litro);
– Um pouco de leite, o suficiente para tudo der 1 litro de líquido, uma caixinha da medida do leite condensado acho que dá;
– 1 liquidificador com capacidade mínima de 1 litro e com graduação para saber quanto líquido tem dentro;

Taca tudo no liquidificador, menos o leite, a gelatina em pó e o liquidificador, até porque não tem como botar uma coisa dentro dela mesma. Bata tudo durante alguns segundos (não contei quantos eram, acho que eram uns 60 ou 90). Prepare a gelatina em pó segundo as instruções da embalagem da mesma, adicione a gelatina preparada e o leite até dar 1 litro (confesso que botei a olho e deu 1 litro) e bata tudo de novo. Adicione em formas até acabar o líquido, e se acabarem as formas, improvise com copos pequenos, que foi o que eu fiz. Ponha tudo na geladeira e deixe endurecer, acho que em 4 horas está pronto o bagulho. Aí, já pode comer.

Observação: o fabricante do suco em pó Nutrinho não patrocinou este post.

Pipoca comum no micro-ondas:

- Meia xícara (ou meio copo daqueles baixinhos, caso não tenha uma xícara) de milho para pipoca;
– 1 tampa para micro-ondas;
– 1 micro-ondas;
– 1 recipiente grande que possa ir ao micro-ondas;
– Sal;
– Um pouco de óleo;

Coloque o milho no recipiente junto com um pouco de óleo, tampe com a tampa e aqueça no micro-ondas utilizando a função “pipoca” de seu aparelho (no meu, o tempo é de 3 minutos e 30 segundos, programe esse tempo caso seu aparelho não tenha essa função). Coloque sal e coma as pipocas.

Observação: não jogue fora os milhos que não estouraram. Após comer as pipocas, reaqueça os milhos no micro-ondas, com um pouco de óleo, e pare imediatamente o aquecimento ao perceber que os estouros pararam.

Ovo cozido no micro-ondas:

- 1 ovo;
– 1 micro-ondas;
– 1 garfo;
– 1 xícara, copo ou prato;
– 1 tampa para micro-ondas;
– Sal;

Quebre o ovo dentro da xícara, do copo ou do prato, fure a gema com o garfo e adicione um pouco de sal. Cozinhe o ovo no micro-ondas por 1 minuto, utilizando uma tampa para micro-ondas, e depois coma com o garfo.

Observação: o ovo terá aparência de um ovo frito, todavia, como não houve fritura no óleo, tecnicamente é considerado um ovo cozido, ainda que muito diferente do ovo cozido tradicional. Apesar que a fritura também é um tipo de cozimento, logo, ovos fritos também são tecnicamente ovos cozidos.

Sanduíche de hambúrguer com ovos:

- 4 fatias de pão de forma;
– 2 ovos;
– 1 hambúrguer;
– 1 frigideira;
– Um pouco de óleo para a fritura;

Em uma frigideira, frite o hambúrguer e depois os dois ovos. Após isso, monte o sanduíche, colocando uma fatia de pão, um dos ovos fritos, outra fatia de pão, o hambúrguer, mais uma fatia de pão, o outro ovo frito e a última fatia de pão. Agora é só comer o sanduíche antes que o mesmo esfrie.

Observação: os ovos podem ser preparados no micro-ondas, de acordo com a receita anterior, todavia, como o hambúrguer vai ser frito de qualquer jeito, eu aconselho a aproveitar a frigideira e fritar os ovos.

Caso não tenha visto, eu postei em 2010 uma receita de banana com aveia aqui no blog, que pode ser acessada através do link neste parágrafo.

O paradoxo da carne moída

Posted in Idiotices on 31/12/2013 by Allan Taborda

A matemática tem suas bizarrices, incluindo seus conjuntos numéricos. Algumas das bizarrices a maioria das pessoas nem sabe para que serve, apesar de que tudo na matemática possui alguma aplicação, por mais bizarro que a bizarrice possa parecer. Entretanto, algumas bizarrices acarretam em alguns paradoxos igualmente bizarros, como o famigerado da divisão por zero e o paradoxo da carne moída, que irei explicar neste post, e que na verdade é um conjunto de paradoxos, considerando cada exemplo.

Conjuntos numéricos são conjuntos de números que possuem uma determinada particularidade, como o conjunto dos números naturais, que são inteiros e representam quantidades positivas e também inclui o zero (isso por si só já é um paradoxo, pois se o zero é um número natural, ele deveria ser positivo, mas como ele é zero e está situado no meio da reta numérica, ele não é um número positivo e não deveria ser um número natural, mas ele é um número natural), o conjunto dos números inteiros, que é o conjunto dos números naturais mais os números negativos, o conjunto dos números racionais, que são os inteiros mais os fracionados, o conjunto dos números irracionais, que são como os racionais, só que piores, o conjunto dos números complexos, que têm bagulho de raiz quadrada de -1 no meio (e a própria raiz quadrada de -1 também é um paradoxo, pois não há nenhum número que elevado ao quadrado dá -1, entretanto já foi provado que ele existe, logo, deveria existir um número que elevado ao quadrado dá -1, mas o mesmo não existe, apesar de existir esse número), e por aí vai. Os números dos conjuntos numéricos exprimem uma determinada quantidade que existe no mundo real, por mais bizarra que essa quantidade seja.

Agora imagine um açougue que vende, dentre outras carnes, carne moída, que é uma carne que pode ser fracionada em quantidades teoricamente mínimas, e vamos supor, ainda que isso não seja possível no mundo real, que o açougue tenha uma tecnologia de moagem que permita moer a carne até um tamanho não maior do que a constante de Avogadro (menor que isso faria os átomos da carne se quebrarem, fazendo o bagulho deixar de ser carne e virar outra coisa que não tem nada a ver), podendo a carne moída representar qualquer número que exista no mundo real, e imagine também que o açougue permite a venda de qualquer quantidade de carne moída que exista no mundo real, qualquer mesmo. Além disso, imagine também um freguês sacana que adora pedir quantidades bizarras de carne moída.

Aí o freguês sacana vai no estabelecimento e pede uma quantidade negativa de carne moída. Até que isto não chega a ser muito bizarro, pois o cara pode entregar carne moída no açougue e, na hora de pagar, receber dinheiro. Isso pelo menos na teoria, já que o açougue em questão permite a venda de qualquer quantidade de carne moída, na prática, quero ver você entregar carne moída no açougue e esperar receber dinheiro na hora de “pagar”. O açougueiro vai é te mandar engolir a carne moída, isto sim.

No outro dia, o freguês vai e sacaneia novamente o açougueiro, pedindo o número Pi em quilos de carne moída, ou então a raiz quadrada de 2 em quilos de carne moída. A quantidade, ao contrário da do dia anterior, é uma quantidade positiva, mas aí o sacana diz assim: “Olha, não pode errar uma única casa decimal sequer, entendeu?”, deixando o proletário emputecido e fazendo-o moer uma grande quantidade de gordura junto com a carne só de raiva, moendo não carne de segunda, mas de quinta. Só que, ainda que o infeliz açougueiro e o freguês sacana sejam imortais e que a carne não apodreça nunca (sei lá de que jeito, talvez o cara do açougue botou de pirraça formol no bagulho), o pedido bizarro nunca será concluído (ou seja, o Sol se apagará, o mundo acabará e o universo se colapsará, formando um novo Big Bang, antes do açougueiro terminar de atender o pedido), uma vez que o número Pi e a raiz quadrada de 2 são números irracionais, com infinitas casas decimais, sendo uma diferente da outra. Para piorar a situação, o açougueiro bizarro, na tentativa igualmente bizarra de tentar computar a quantidade de carne exata para atender ao pedido também bizarro do freguês sacana, ao computar uma enésima casa decimal do número irracional (que também é bizarro), irá fatalmente esbarrar na bendita constante de Avogadro, não podendo dividir a carne além disso (e mesmo que ele quebre os átomos da carne utilizando um reator de fissão nuclear ou um acelerador de partículas tipo LHC devidamente instalado no açougue, uma hora não será mais possível a divisão), acarretando no não atendimento correto do pedido, uma vez que não é possível representar correta e fielmente um número irracional, ainda que o mesmo represente uma quantidade do mundo real.

No outro dia após o pedido anterior ter sido atendido (incorretamente, visto a explicação acima), o freguês filho de uma boa prostituta vai lá no açougue e faz outro pedido sacana: ele pede um número complexo de quilos de carne moída (na verdade, todo número real é também complexo, visto que o coeficiente da parte imaginária é igual a zero, mas nesse exemplo em específico, o número de quilos é especificado com a parte imaginária diferente de zero). O problema ocorre na hora que o cara que mói carne precisa saber quanto é uma quantidade imaginária a fim de multiplicar essa quantidade imaginária pelo seu coeficiente (se o coeficiente fosse zero, seria mais fácil, pois todo número multiplicado por zero é igual a zero, mas a porqueira é diferente de zero) e então somar essa quantidade com a parte real do número da quantidade de quilos de carne moída do pedido. Visto que a unidade imaginária é igual à raiz quadrada de -1, o problema cai naquele paradoxo da raiz de -1 que citei no começo do post.

Ou pior, vamos supor que o safado fez três pedidos em separado, A, B e C, sendo que A é igual a B e C é diferente dos outros dois, e os três pedidos sejam de uma quantidade complexa de quilos de carne moída, com os coeficientes das partes complexas sendo diferentes de zero. Supondo que o açougueiro tenha heroicamente conseguido atender os três pedidos, o freguês paga os mesmos com uma quantidade provavelmente complexa de reais (imagine tal quantia sendo contabilizada) e vai para casa. Lá, ele resolve pesar os pedidos utilizando uma balança daquelas que têm dois pratos em cada lado e que compara se algo de um lado é mais pesado, menos pesado ou tem o mesmo peso do que o que foi posto do outro lado. Aí ele coloca os pedidos A e B cada um em um lado da balança, e então a mesma indica que ambos os pedidos têm o mesmo peso. O problema ocorre quando o sujeito resolve colocar o pedido C no lugar do pedido A (ou no lugar do B, que acaba dando na mesma). Visto que os números complexos não podem ser comparados se um é maior ou menos que o outro (exceto se todos os coeficientes da parte imaginária forem zero), podendo apenas comparar se um é igual ao outro, a balança não será capaz de determinar qual pedido contém mais carne. A situação se complica quando A e B são colocados cada um em um lado da balança e C ser colocado junto com A (ou junto com B, que acaba  dando na mesma). Ainda que A e B sejam iguais, a balança permanecerá sem determinar qual lado possui mais carne. A situação fica ainda mais complexa quando um dos lados da balança fica sem nenhuma carne e o outro lado fica com A, B, C ou uma combinação qualquer desses pedidos somados, permanecendo a indefinição de qual lado tem mais carne, ainda que um dos lados esteja vazio, exceto se o peso do pedido A (ou B, tanto faz) for o oposto ou o conjugado (ou qualquer outro número complexo com a parte complexa oposta) do peso do pedido C, o que aniquilará a parte complexa e fará a soma do peso das carnes moídas ser um número real, podendo assim determinar se o lado vazio possui mais ou menos carne do que a soma dos dois pacotes de carne do outro lado, ou a mesma quantidade de carne (ou seja, zero). Caso o peso dos pacotes A ou B seja o oposto do peso do pacote C, a soma dos pacotes será igual a zero, ainda que a parte real do número do peso tenha sinal oposto da parte imaginária do mesmo número (ou seja, o número é em parte positivo e em parte negativo).

Se tudo isso já é difícil de imaginar, agora imagine o sacana do freguês pedindo um número ainda mais complexo de quilos de carne moída, como por exemplo, um número quaternião, ou um número octonião, ou um número sedenião (o pior de todos, pois possui 16 dimensões (mais que o universo, que tem 11 dimensões segundo a teoria das cordas) e uma série de peculiaridades e regras bizarras para cálculos envolvendo tais números), ou ainda um complexo hiperbólico, um quaternião hiperbólico, um bicomplexo, um biquartenião, um coquartenião, um tessarino ou qualquer tipo de número mais complexo do que os complexos “normais” (se é que eles podem ser considerados normais). O açougueiro vai ter que fazer faculdade de matemática para poder moer a carne para o homem!

Daí o açougueiro se enche e resolve impor uma regra: somente serão aceitos pedidos de números racionais positivos de quilos de carne, e dízimas periódicas serão arredondadas para no máximo tantas casas decimais (não citei as dízimas periódicas, mas as mesmas caem no mesmo problema dos números irracionais que eu citei neste post, principalmente se pensarmos num caso em que o freguês pede um terço de quilos de carne moída e a quantidade de unidades resultantes da divisão até a constante de Avogadro presentes em um quilo exato de carne moída não é um número múltiplo de 3). Daí o freguês discípulo do Marquês de Sade e do Príncipe Sado vem e faz mais um pedido sádico: pede uma quantidade vertiginosamente elevada, por exemplo, um googolplex de quilos de carne. Independente de tal quantidade vertiginosamente gigantesca existir (e não existe no mundo real, ainda que fosse possível transformar toda a matéria do universo em carne), o açougueiro, como num ato de vingança, pede para o freguês escrever o número num papel. Ainda que o papel seja infinito e o número comece a ser escrito no momento do Big Bang, mesmo quando o Sol já ter esfriado o número ainda não teria sido escrito, ainda que o papel e lápis (ou seja lá o que tenha sido usado para escrever) sejam substituídos por um computador e o freguês tenha tuchado o dedo no botão do zero no teclado. E, considerando que a tentativa de se escrever o número enorme tenha sido feita com papel e caneta (ou outra coisa usada para escrever), ainda se toda a matéria do universo for convertida em tinta (ou grafite no caso de ser usado um lápis), a tinta (ou grafite) acabará antes do número ter sido escrito por completo.

Conclusão: ainda que todos os números expressem quantidades que existem no mundo real, nem todas as quantidades podem ser representadas com precisão, seja em quilos de carne moída ou qualquer outra unidade de medida.

Bônus: mais um paradoxo envolvendo os nossos dois personagens no mesmo estabelecimento que vende carne moída, ainda que este paradoxo seja na verdade uma idiotice minha (como se o post inteiro já não fosse). O freguês pede toda a quantidade de carne existente no mundo, sendo essa carne toda moída. Vamos supor que seja possível atender mais esse pedido, que é atendido. Considerando que, tanto o açougueiro quanto o freguês possuem carne em seus respectivos corpos, após o atendimento do pedido, ambos os personagens tiveram suas carnes moídas no processo. Sendo assim, presumivelmente, ambos morreram no processo. Neste caso, como foi possível o açougueiro entregar o pedido, e como foi possível o freguês receber o pedido? Como foi possível concluir o pedido, visto que a mão do açougueiro é que manipulava o moedor de carne e a mesma mão possui carne?

O post, postado a poucos minutos da virada do ano, termina aqui, e Feliz Ano Novo para todos!

Allan encontra Lena Katina (e vai ao show da mesma)

Posted in História, Música on 25/11/2013 by Allan Taborda

Após mais de cinco meses sem nenhum assunto interessante para postar, hoje relatarei o meu encontro com a cantora russa Lena Katina, ex-integrante da dupla t.A.T.u. (ou não tão ex-integrante assim, visto que ela ainda faz alguns shows com a Yulia Volkova, a outra integrante da dupla), em um jantar no hotel onde a mesma se hospedou, bem como o show feito por ela no feriado da proclamação da república.

Tudo começou no final do mês de Julho, quando teve início o financiamento coletivo de um show da Lena Katina em São Paulo no Queremos, um site de financiamentos coletivos de shows musicais. O site funciona da seguinte maneira: um determinado show musical é agendado para uma data futura, mas não é confirmado de imediato seu acontecimento. Para que um show seja confirmado, um determinado número de cotas pré-estabelecido precisa ser vendido e, somente após esse número de cotas ser completamente vendido, o show é confirmado e acontece na data marcada, caso contrário, é cancelado e o dinheiro arrecadado é devolvido.

Cada cota vendida, geralmente, dá direito a um ingresso e, dependendo do show, caso o “empolgado” (como é chamado quem compra cotas no site Queremos) compre duas ou mais cotas, este tem direto a algum benefício pré-estabelecido referente ao show, como conhecer o artista pessoalmente. Pelo mesmo site, é possível pedir um show de um determinado artista ou banda em uma determinada cidade, o que dá a ideia acerca da demanda de um show de algum artista ou banda em uma determinada cidade.

Para o show da Lena, agendado para o dia 15 de Novembro, eram necessárias 400 cotas a serem vendidas, cada uma a 70 reais, e caso o “empolgado” comprasse duas cotas, poderia conhecer a cantora pessoalmente, tirar foto com ela, obter um autógrafo dela e falar alguma coisa rápida com a mesma, e tal encontro era chamado de “meet & greet” (algo como “encontre e cumprimente”).

O prazo para o financiamento coletivo encerrar era de 20 dias, entretanto, as vendas não estavam alavancando e, após 10 dias do início do prazo, cerca de 100 cotas haviam sido vendidas apenas. A fim de alavancar a venda de cotas, a organização do show lançou uma promoção: os primeiros cinco “empolgados” que comprassem 10 cotas ganhavam um jantar exclusivo com a Lena Katina, realizado um dia antes do show, no dia 14.

Após ficar sabendo acerca do financiamento coletivo do show da Lena e da promoção do jantar com a mesma, eu, que sou muito fã do t.A.T.u. e consequentemente da Lena, após pensar durante alguns dias e vendo que eu tinha um dinheiro guardado, comprei as 10 cotas, (comprei primeiro 4, e depois que a fatura do cartão de crédito fechou e a mesma foi paga, mais 6, uma vez que meu limite não é muito alto). Além de mim, uma moça chamada Thamiris também comprou 10 cotas. Mais ninguém comprou as 10 cotas além de nós dois.

De maneira dramática, as cotas foram sendo vendidas, e alguns patrocinadores compraram algumas cotas e estamparam seus logotipos no mosaico de cotas da página do site Queremos referente ao show da Lena Katina. Faltando menos de dois dias, todas as 400 cotas foram vendidas e o show foi confirmado. Fiquei extremamente feliz com a confirmação do show e vibrei muito, pois iria ver uma das minhas cantoras favoritas pessoalmente e iria ainda jantar com a mesma.

Algum tempo depois, quando a minha mãe veio me visitar aqui em São Paulo, eu contei para ela acerca do show da Lena Katina, que eu ia no show, e também sobre o jantar que eu ia ter com ela um dia antes do show. Minha mãe detestou a ideia e disse para eu não ir no show, pois lá ia ter um monte de usuários de drogas fazendo uso das mesmas e poderia ser perigoso andar à noite, além de eu acabar ficando no meio da multidão. Eu respondi que não ia acontecer nada disso e que não ia ter tanta gente no show (e de fato não teve, se comparar o show da Lena com outros de maior tamanho, que ocorrem em casas de shows maiores do que o Hangar 110, que é uma casa de shows relativamente pequena, onde geralmente são realizados shows de bandas de rock alternativas).

O tempo passou e eis que chegou o dia do jantar com a Lena Katina. Dias antes, perguntei aos organizadores do evento onde e que horas iria ser o jantar, e me responderam que iria ser no hotel onde a Lena estava hospedada (me deram o endereço do hotel), às 21 horas (no dia, alteraram o horário para as 19 horas, o que foi até bom, pois eu não iria mais precisar forrar o estômago com alguma coisa para não ficar azul de fome até lá e nem precisaria matar o tempo em algum outro lugar).

Saí do serviço morrendo de ansiedade, peguei o metrô e fui até o hotel onde a Lena estava hospedada, a 10 minutos a pé da estação Trianon-Masp. Chegando lá, perguntei sobre o jantar e me pediram para aguardar num sofá que havia na recepção do hotel, pois eu havia chegado com uns minutos de antecedência. No sofá, estavam sentados uns repórteres da MTV que vieram para entrevistar a cantora russa.

Acabei puxando assunto com o pessoal (nem sabia que eram da MTV, depois que eles me falaram), a repórter (Talita Alves, do programa Coletivation, e que também é cantora) disse que ia entrevistar ela e tal, e depois de uns minutos, um rapaz chamado Jonathan (conhecido como Johnny, que era um dos organizadores do jantar e também fã da Lena) me chamou e me levou até o restaurante do hotel. Vieram junto comigo, além do Johnny, a Thamiris e a equipe da MTV.

Eu, o Johnny e a Thamiris nos acomodamos em uma mesa que acabou não sendo a mesa onde ocorreu o jantar, ficamos lá mais para esperar a Lena chegar. Aguardamos um pouco e então chegou a Lena. Eu estava muito ansioso desde que saí do serviço, e até aquele momento eu estava bem ansioso, mas como a Lena foi chegando “aos poucos”, consegui controlar a ansiedade. Primeiro avistei-a de longe enquanto ela falava com não sei quem, posteriormente ela caminhou até o fundo do restaurante, onde concedeu a entrevista à equipe da MTV. No caminho, a Lena me cumprimentou dizendo “Hi”, eu respondi “priviet”, (“olá” em russo), e ela respondeu de volta “priviet” e pegou na minha mão.

Durante a entrevista com a MTV, eu, que tinha levado uma câmera fotográfica digital, tirei uma foto de longe da Lena Katina sendo entrevistada, aí o Johnny me chamou atenção, pois fotos com flash poderiam prejudicar a entrevista. Depois chegou a equipe da Rede TV! que também entrevistou a Lena, em um local ligeiramente diferente.

Durante a entrevista com a Rede TV!, falei um pouco com o Sven Martin (o músico que trabalha com a Lena e que também veio para o jantar) arriscando algumas palavras em inglês (basicamente me apresentei e disse que eu trabalhava como programador), e depois tirei uma foto ao lado dele. Aproveitei e tirei também uma foto com a Talita Alves da MTV. Ambas as fotos foram tiradas com a minha câmera digital. Também saí de papagaio de pirata na foto de não sei quem. Nesse meio tempo, um dos garçons do local me perguntou quem era a moça que estava sendo entrevistada e eu respondi a ele que era a Lena Katina, fazendo uma breve explicação da carreira da cantora.

Depois das entrevistas, aí sim, fomos jantar, numa outra mesa, mais no interior do restaurante. A Lena sentou-se na ponta da mesa, o Sven se sentou à esquerda da Lena, o Johnny se sentou á direita, a Thamiris se sentou ao lado do Sven e eu me sentei ao lado do Johnny.

Aí eu me apresentei à Lena, disse “Menya Zovut Allan Taborda dos Santos” (“Meu nome é Allan Taborda dos Santos” em russo) e ela me respondeu “Prazer em conhecê-lo” em russo, que agora não me lembro as palavras dela, pois não aprendi a falar “Prazer em conhecê-lo” em russo, visto que eu estou no começo do aprendizado do idioma, aí o Johnny teve que traduzir para mim a partir da tradução da Lena para o inglês.

Aí a gente ficou conversando, mas a Lena falava mais do que o resto, até porque ela tinha mais assuntos. Me lembro que conversamos sobre a cidade de São Paulo, os lugares que tinham aqui, eu falei que eu estava gostando muito de morar aqui, eu comentei que eu morei na maior parte da minha vida em Praia Grande e antes eu morei em Curitiba, depois ela falou sobre a Rússia, falou sobre a KGB (acho que era sobre um livro que ela leu, que na KGB ninguém confiava em ninguém e mais não sei o quê), sobre a vida pessoal dela e do Sven, falamos sobre a comida também, além de outros assuntos, em mais ou menos umas duas horas de jantar.

Eu era o único que não sabia falar inglês, apesar de saber mais ou menos ler e escrever nesse idioma, mas eu entendia algumas coisas que eles conversavam. Outras eu pedia para o Johnny traduzir e, quando eu falava algo, o Johnny traduzia para o inglês. Não falei muito com ela, mas eu falei o mesmo que eu costumo falar quando eu converso com outras pessoas.

Na mesa ao lado, estava o ator Oscar Magrini e mais umas pessoas que o acompanhavam, todavia não chegamos a falar com ele, mas comentamos com a Lena sobre o ator.

Jantei uma carne enorme com uma batata recheada com queijo dentro e uns tomates com um outro queijo em cima. A Lena pediu a mesma coisa, a Thamires também, e o Johnny pediu um negócio que eu não entendi bem o que era, só sei que tinha alface. Era alface com umas tiras de não sei o que em cima. não me lembro o que o Sven pediu (acho que eu nem vi o que ele pediu). Para beber, pedi uma água de coco de caixinha (me embananei todo para abrir o bagulho), a Lena pediu chá, a Thamiris pediu suco, o Sven uma bebida aparentemente alcoólica que eu não sei qual era e o Johnny pediu guaraná.

As bebidas chegaram primeiro que as comidas, aí, quando eu consegui abrir a água de coco, eu ofereci à Lena, entretanto, ela entendeu que eu tinha proposto um brinde. Aí fizemos tintim, mas a bebida da Thamiris ainda não tinha chegado e o Sven deu um pouco da bebida dele para ela, aí ela acabou tomando duas bebidas.

Depois do prato principal (no qual após eu terminar de comer, eu disse ao garçom, no momento que este recolheu o prato, que o jantar estava ótimo), veio a sobremesa, que era sorvete. Tinha três opções de sabor, todo mundo (menos o Johnny, que me parece que não pediu sorvete) escolheu o de jabuticaba (não me lembro quais eram os outros sabores), que inclusive era rosa (nem sabia que sorvete de jabuticaba era dessa cor). Acho que foi o melhor sorvete que eu já tomei na vida. E ainda a porção de sorvete era generosa.

Sobre o cardápio, o mesmo não era muito vasto, mas havia opções boas de jantar e de bebidas. Apesar do custo do jantar já estar incluído no valor das 10 cotas que eu comprei (ou seja, não precisei pagar a consumação), no cardápio, constava o valor de cada pedido. O prato que eu pedi estava saindo 54 reais mais ou menos, e a água de coco uns 8 reais. O sorvete eu não vi o preço, pois o garçom ofereceu os sabores sem mostrar o cardápio.

Terminado o sorvete, foi a hora de tirar fotos. Com a minha câmera, foi tirada uma foto comigo entre a Lena e o Sven e uma com a Lena e comigo do lado (eu já tinha tirado uma ao lado do Sven). Também foi tirada uma da mesa com todo mundo em seus respectivos lugares. Ou melhor, duas da mesa, uma com a minha câmera e outra com o celular do Johnny, celular este que tirou outras fotos, como a com a Lena, a Thamiris e o Sven.

Nessa hora, também foram dados autógrafos. A Lena me deu um autógrafo em um papel que eu tinha levado (e o Sven também, embaixo do da Lena). A Thamiris levou um CD do t.A.T.u., acho que era a edição de aniversário de 10 anos do primeiro álbum da dupla.

Após terminado o jantar, foi todo mundo (inclusive a Lena) para a porta do hotel onde ficamos conversando mais um pouco. Alguns (inclusive a Lena) acenderam cigarros, entretanto, a cantora disse que pretendia parar de fumar para preparar o corpo para a maternidade, pois estava pensando em ter um filho. Ela também comentou que estava meio frio, então eu comentei que há pouco tempo atrás havia feito 33 graus na capital paulista. Falamos também outras coisas além disso.

Por fim, nos despedimos. Cumprimentei todo mundo, inclusive a Lena, que me abraçou e então eu beijei o rosto da cantora. Então fomos embora e a Lena e o Sven entraram novamente no hotel. Retornei para casa feliz da vida.

Na volta, voltei de metrô e a linha vermelha deu problema e fiquei esperando vários minutos pelo trem chegar. Aí lotou a composição, e o pior é que tinha um monte de torcedor do Santos comemorando a vitória do time naquele dia, aí o pessoal meio que ficou cantando dentro do trem.

Após terem sido feitas todas as fotos, eu removi o cartão de memória da câmera e guardei por precaução, para o caso de roubarem a câmera no caminho de volta, não perder as fotos que tirei. Aí, chegando na estação próxima ao local onde moro, me certifiquei se o cartão de memória com as fotos estava no meu bolso, aí eu vi que não estava. Procurei na minha bolsa e não achei. Já começando a achar que eu tinha perdido as fotos, procurei no compartimento da bolsa onde eu havia guardado a câmera e lá estava o cartão. Na pressa de remover o cartão, acabei por guardá-lo junto à câmera. Aliviado, pus o cartão de memória no bolso e caminhei até o local onde moro, e tão logo eu cheguei, publiquei as fotos no meu Facebook.

Como eu disse anteriormente, cada cota do financiamento coletivo do Queremos comprada dá direito a um ingresso. Como eu comprei 10 cotas mais por causa do jantar, então eu fiquei com 9 ingressos sobrando. Sem saber o que fazer com tanto ingresso, ainda no dia 14 resolvi postar no evento do Facebook relativo ao show da Lena Katina que eu tinha ingressos sobrando. Alguns me contataram e combinamos de nos encontrar próximos ao Hangar 110, casa de shows onde ocorreu o show e o meet & greet.

No início, antes de vir para o show, eu pensava em vender os ingressos, posteriormente eu passei a cobrar apenas pelos ingressos com direito a meet & greet o mesmo valor que eu paguei e os demais eu daria em troca de uma gratificação não obrigatória qualquer, mas eu acabei dando todos e recebendo algumas gratificações.

No dia seguinte, 15 de Novembro, foi o dia do show, que estava marcado para às 19 horas. O período do meet & greet foi das 14 às 17 horas. Eu estava me programando para chegar lá às 14 horas, mas me atrasei um pouco por causa do almoço e também devido a eu ter me embananado para chegar ao local do show, partindo da estação Armênia do metrô, pois não sabia por qual saída da estação eu deveria sair.

Chegando lá, havia uma fila um pouco grande, mas não de virar o quarteirão, que era a fila para o meet & greet com a Lena. Informei-me como eu devera fazer para retirar meus ingressos, uma vez que quem comprou as cotas no site Queremos deve retirá-los no dia e local do show, e então me informaram que a fila dos ingressos era a mesma da do meet & greet e que a pessoa já pegava o ingresso e já entrava para ver Lena.

Após ir para o fim da fila, contatei as pessoas que combinaram comigo de pegar ingressos por meio de torpedos SMS, a maioria já estava na fila e um estava do meu lado. Uma perguntou por SMS como eu estava e eu respondi que estava bem e que estava no fim da fila, aí ela enviou outro SMS dizendo que tinha perguntado como eu estava vestido e depois eu respondi que estava de camisa regata azul. Aí eu me encontrei com o pessoal, incluindo uma adolescente de 17 anos conhecida como Jenny (que até tinha ingresso para ela, mas ela ia pegar para uma amiga dela que não pôde comprar), que me acompanhou até o fim do show e ainda tiramos fotos juntos posteriormente. Junto com a Jenny, viram alguns amigos dela também.

Depois de um tempo na fila e tomando uma boa quantidade de sol que me deixou um pouco queimado, chegou a hora de eu pegar os meus ingressos e eu os peguei, mas deixei a Jenny passar na minha frente, mas teve um problema com o ingresso que ela ia pegar porque ela comprou o ingresso dela de segunda mão de uma outra pessoa e para pegar o mesmo, tinha que ser a pessoa que comprou originalmente o ingresso, aí eu peguei os meus ingressos, mas não fui direto para o meet & greet (tinha essa opção, mas aí, para ir ver a Lena novamente, tinha que pegar a fila novamente). Algum tempo depois, chegou a pessoa que vendeu os ingressos à Jenny e nesse meio tempo, eu passei para frente alguns dos ingressos para alguns que haviam combinado comigo de pegá-los.

Quando a gente voltou para a fila, ela já não estava tão grande e não precisamos esperar tanto para nos encontrarmos com a Lena Katina no meet & greet. Novamente, deixei a Jenny ir na frente, aí o rapaz da bilheteria carimbou nossos ingressos e fomos ver a Lena. A organização do evento liberava a entrada de um grupo de três ou quatro pessoas por vez (acredito eu), mas cada pessoa era atendida individualmente pela cantora, que autografava algo levado pelo fã e tirava uma foto com o mesmo (ou melhor, quem tirava a foto do fã e da Lena era uma fotógrafa que havia lá, parece que era a Patrícia Devoraes). Na entrada, uma moça que fazia parte da organização relembrava que não era permitido gritar, abraçar, beijar, agarrar ou puxar a Lena, caso contrário, o infrator seria posto para fora sem direito a retorno.

Enquanto a Lena atendia uma outra pessoa, eu dei um “oi” para Sven Martin (que estava acompanhando o evento) e falei para a Jenny que aquele era o Sven, o músico da Lena. Mas a menina parecia que estava hipnotizada e só olhava atônita para a cantora, como se não acreditasse no que via e eu acho que nem escutou o que eu falei. Ela levou umas fotos da Lena para serem autografadas, falou algo com ela e tiraram uma foto juntas. Chegando a minha vez, a Lena me reconheceu do jantar. Como eu já tinha pedido autógrafo no jantar, eu não trouxe nada para ser autografado, então ela pegou os ingressos que eu estava segurando e autografou todos. Não me lembro o que eu falei para a Lena naquele momento. Tiramos a foto e saí (o meet & greet foi rápido, cerca de um minuto), me encontrando novamente com a Jenny do lado de fora.

Depois, eu, a Jenny mais uns amigos dela fomos ao shopping D, que fica próximo do local. Ficamos um tempo lá, conversamos um pouco (falei bem pouco, menos do que no jantar), o pessoal comprou algumas coisas para comer e beber (eu não comprei nada por não estar com fome naquele momento), compraram mais não sei o que, e lá para umas 18 horas retornamos ao Hangar 110, onde fomos para a fila para entrar no show, de tamanho semelhante à fila anterior, e onde me livrei dos demais ingressos que eu ainda tinha comigo.

Um pouco tempo depois que a gente chegou na fila, flagramos a Lena Katina saindo da casa de shows pela porta da frente e entrando num carro. O carro deve ter levado-a de volta ao hotel para a cantora se arrumar para o show.

Apesar de no ingresso constar que a abertura da casa era às 19 horas e que o início do show era às 20 horas e 30 minutos, a casa abriu quase umas 20 horas. Um pouco antes, tirei algumas fotos com o pessoal (foi aí que eu percebi que a câmera digital que eu havia levado estava sem cartão de memória, pois quando eu removi o cartão no dia do jantar, eu acabei o substituindo por um adaptador microSD vazio, mas eu acabei usando o celular para fazer as fotos), além disso, fiquei com fome (eu estava sem comer a algum tempo) e comprei um cachorro quente de um vendedor que lá havia.

Na entrada, dois seguranças, um homem e uma mulher, revistavam todos os que entravam, com o homem revistando o homens e a mulher revistando as mulheres. Na hora de me revistar, o homem achou que meu celular fosse algo estranho e me pediu para mostrar o mesmo, apesar disso, não pediu para ver a câmera digital que estava no outro bolso, ele viu também o meu RG e depois me liberou para entrar. No caso da Jenny, demorou um pouco mais para ela entrar, pois ela estava com uma bolsa, aí tinha um suco que ela trouxe e não podia trazer nada de fora para consumir e ela teve que beber o bagulho antes de entrar no local, então eu fiquei esperando a Jenny enquanto a música eletrônica de antes do show tocava. Algum tempo depois, ela entrou e ficamos mais ou menos próximos do palco onde a Lena posteriormente se apresentou.

O interior do lugar não era muito grande (como acredito que devem ser outras casas de show), mas era suficientemente grande para acomodar as pessoas que ali estavam. Basicamente era uma pista onde todo mundo ficava em pé com um palco no fundo e uma área onde era possível comprar bebidas (mais detalhes nas fotos ao fim deste post).

O início do show demorou a ocorrer e se deu mais de uma hora e meia depois de entrarmos na casa de shows (acho que o relógio do Hangar 110 no qual se basearam os horários estava errado). Em alguns momentos, parecia que o show ia começar, mas não começava e outra música eletrônica tocava. Nesse meio tempo, deu tempo da Jenny ir comprar algo para beber e ir ao banheiro. Também nesse meio tempo, a produção do evento ajustou algumas coisas, como câmeras e uma bandeira do Brasil na parte de cima do lugar, que era restrita ao público. Nessa parte de cima com acesso restrito, a Lena Katina foi vista andando de um lado a outro, apesar de que a grande maioria dos que lá estavam não viram (e nem eu vi, fiquei sabendo por uma amiga da Jenny).

Depois de muita demora e do povo começar a pedir o início do show, gritando “Lena! Lena! Lena! Lena!”, eis que as cortinas do palco se abrem e o show começa com a Lena Katina, agora com cabelos mais loiros, cantando uma versão remix de Never Forget You (remix até pelo fato da Lena não estar com a banda completa, com apenas o Sven tocando).

A partir daí, ninguém ficou parado durante mais ou menos uma hora de show, onde a Lena Katina cantou suas músicas de sua carreira solo e alguns sucessos do t.A.T.u., com destaques para All The Things She Said (onde em um determinado momento da música, vários casais homossexuais que ali estavam se beijaram), Polchasa (versão em russo de 30 Minutes, inclusive o povo pediu para a Lena cantar uma música em russo) e Lift Me Up (onde vários balões vermelhos e brancos surgiram, uma ideia da equipe da casa de shows).

Ao final do show, eu e o grupo da Jenny ficamos mais um pouco no local e, depois das 23 horas, me despedi do pessoal e saí do Hangar 110 (tive que ir embora até porque eu tinha que pegar metrô e o mesmo fecha meia-noite). Nesse meio tempo, minha mãe me ligou para saber se estava tudo bem comigo. Na saída do estabelecimento, perguntei a uma moça que ali se encontrava e que se chamava Bianca o caminho até a estação Armênia do metrô e, para a minha surpresa, ela me informou que o caminho era uma linha reta (se eu soubesse disso antes, eu não teria me embananado tanto para chegar ao local). Reparei que ela pensou que eu fosse de outro país, provavelmente pela minha fala peculiar de Asperger. Agradeci a informação e fui embora, pegando um metrô tranquilo. A Jenny e seus amigos ficaram mais tempo e conseguiram ver a Lena novamente, saindo da casa de shows, e voltaram para casa de madrugada.

No dia seguinte, fiquei num estado que eu não sei descrever direito, seria tipo meio cansado, uma espécie de ressaca (embora eu não tenha bebido), sei lá, provavelmente devido a eu ter tido uma interação social intensa na qual eu não estou acostumado. Nesse mesmo dia, a Lena e o Sven participaram de um “meeting”, um evento de duas horas mais ou menos onde fãs faziam perguntas a ambos, evento este que eu não participei, pois custava 250 reais e eu já estava satisfeito em ter jantado com a Lena.

E acaba aqui o meu relato acerca da vinda da Lena Katina ao Brasil. Abaixo, seguem as fotos que eu tirei do jantar e do show:

https://www.flickr.com/photos/109691496@N07/sets/72157638009598275/

Aqui, um vídeo do show completo feito por uma outra pessoa (acho que foi feito pela organização do show, mas não tenho certeza):

Pesquisando no Youtube por “Lena Hangar 110″, há outros vídeos do show além deste.

Então é isso, pessoal, até o próximo post, que será feito quando eu tiver um assunto relevante no qual eu queira relatar neste blog.

Bônus: O vídeo a seguir não é de minha autoria, é de uma adolescente que inclusive eu vi na fila do meet & greet e no show chamada Myrella, é um vídeo feito um tempo antes do show e que eu quase chorei vendo o mesmo, e acredito que a autora do vídeo não vá se importar se eu divulgá-lo aqui:

Atualização: Depois de alguns dias de espera, finalmente saíram as fotos do meet & greet do show da Lena Katina, que podem ser conferidas nesse link (eu apareço na oitava foto):

http://www.flickr.com/photos/pixelpatricia/sets/72157638101383135/

Tutorial de atualização do Debian 6.0 para a versão 7.0

Posted in Tutoriais on 10/06/2013 by Allan Taborda

Em março de 2011, fiz um post com um tutorial de atualização do Debian 5.0 (codinome Lenny) para a versão 6.0 (codinome Squeeze). Neste post, sintetizarei o processo de atualização do Debian 6.0 para a versão 7.0 (codinome Wheezy), em uma versão simplificada do tutorial original, que é mais extenso e tem outros detalhes. Baseei-me nas instruções contidas no próprio site do Debian, que podem ser acessadas em http://www.debian.org/releases/stable/amd64/release-notes/ seções 4 e 5. Este tutorial foi testado nas versões 32 (i386) e 64 bits (amd64) do Debian GNU/Linux. Não foi testado no Debian GNU/kFreeBSD, mas creio que deva funcionar também para o mesmo, fazendo apenas uma adaptação com relação ao nome do pacote do kernel (onde está escrito linux-image, substitui-se por kfreebsd-image). Todos os comandos devem ser executados como root e recomenda-se, assim como na atualização da versão 5.0 para a 6.0, não usar o aptitude no lugar do apt-get para rodar os comandos (isso consta no tutorial do site do Debian).

1) Tecle Ctrl+Alt+F1 para ir para o console em modo texto e logue-se como root.

2) Instale todas as atualizações lançadas para a versão 6.0 pelo menos até a versão 6.0.7:

apt-get update
apt-get upgrade

3) (Opcional) Caso possua um conjunto de DVDs do Debian (dez, no total), insira um dos DVDs no leitor de DVDs e use o comando abaixo para adicioná-lo à lista de repositórios:

apt-cdrom add

Repita o processo para todos os DVDs.

4) Edite o arquivo /etc/apt/sources.list com um editor de texto, alterando todas as referências a “squeeze” para “wheezy”. Eu usei o nano como editor de texto.

5) Mate o modo gráfico (não sei sei isso é realmente necessário, mas o seguro morreu de velho):

killall gdm3

Se estiver usando outro gerenciador de login ao invés do GDM, altere a linha acima para matar o gerenciador que estiver usando (por exemplo, o KDM).

6) Atualize os pacotes para os do Wheezy (isto não atualizará todos os pacotes, mas é assim mesmo):

apt-get update
apt-get upgrade

7) Instale o kernel do Debian Wheezy:

apt-get install linux-image-3.2.0-4-amd64

A linha acima é específica para a versão 64 bits do Debian. Para a versão 32 bits, a linha seria:

apt-get install linux-image-3.2.0-4-686-pae

Caso esteja em dúvida e queira verificar o nome correto do pacote a ser instalado, use o comando:

apt-cache search linux-image

E instale a versão com nome semelhante à versão que já está instalada no sistema, que irá aparecer no comando acima também. Observação: na versão 32 bits, não há pacote de kernel 686 sem suporte PAE. Caso faça muita questão de não ter um kernel com suporte a PAE, sugiro instalar a versão 486 no lugar da 686.

8) (Opcional) Caso possua instalado o pacote ia32-libs ou deseje futuramente instalar pacotes 32 bits sendo a versão instalada do Debian a de 64 bits, execute os comandos abaixo:

apt-get install dpkg
dpkg –add-architecture i386
apt-get update

O primeiro comando instala a nova versão do DPKG, que possui suporte a multi-arquitetura. Substitua nos comandos acima i386 por amd64 se desejar instalar pacotes 64 bits sendo a versão instalada do Debian a de 32 bits (o kernel em execução deve ser a versão 64 bits quando for executar programas 64 bits). Caso não execute esse passo, o DPKG será atualizado normalmente junto com outros pacotes.

9) Rode o comando abaixo, que irá, de fato, atualizar o Debian para a versão 7.0:

apt-get dist-upgrade

10) Aproveite para remover pacotes inúteis, que eram dependências de outros pacotes mas que agora não são mais necessários, e, novamente, verifique (antes e depois de remover os pacotes inúteis) se não há mais nenhum pacote a ser atualizado:

apt-get upgrade
apt-get autoremove
apt-get upgrade

11) Reinicie o sistema, com o comando “reboot”.

12) Repita o passo 1 e rode o comando abaixo para remover o antigo kernel da versão 6.0 do Debian:

apt-get remove linux-image-2.6.32-5-amd64

A linha acima é específica para a versão 64 bits do Debian. Para verificar o nome correto do pacote a ser removido, use o comando:

apt-cache search linux-image-2.6

E isso é tudo. Caso deseje consultar um tutorial mais detalhado acerca da atualização do Debian para a versão 7.0, consulte o manual oficial no link do início deste post, que é bem maior e tem outros detalhes.

Como a mediunidade poderia ser provada cientificamente

Posted in Temas polêmicos on 27/05/2013 by Allan Taborda

Há quem acredite e há quem não acredite em vida após a morte, mediunidade, espiritualidade, tratamentos médicos espirituais e uma série de temas correlatos. Quem acredita em espiritualidade, costuma defender sua existência, inclusive citando ocorridos envolvendo comunicações entre mortos e vivos, sendo esses últimos denominados médiuns. Por outro lado, quem não acredita argumenta de diversas formas, como apontando falhas nas doutrinas espiritualistas (tanto na parte dita “científica” quanto na parte ideológica), argumentando que não há indícios e/ou provas científicas da vida após a morte, apontando explicações científicas para fenômenos mediúnicos, e por aí vai.

Este post não tem como objetivo tomar partido para um lado ou para o outro lado da discussão, mas apontar uma forma de acabar de uma vez por todas com a dúvida de se é verdade ou não a possibilidade de contatos com espíritos por meio da mediunidade. Essa forma se daria através de um teste científico e isento de interferências externas que poderiam prejudicar sua credibilidade, não restando dúvidas de que existe mesmo comunicação entre mortos e mediunidade caso o teste seja bem-sucedido, e derrubando tais crenças caso contrário.

Segue o teste: dois médiuns, de preferência que não se conheçam, ficam cada um em uma sala, e cada uma dessas salas devem estar a pelo menos 200 metros de distância uma da outra, de modo que nenhum som proveniente de uma sala ou de algum lugar próximo a essa sala pudesse ser ouvido a partir das proximidades da outra. Para garantir que nenhum som se propague entre as duas salas, ambas devem ter isolamento acústico.

Em cada sala, além do respectivo médium, deve haver mais seis pessoas, sendo três espiritualistas, que acreditam em comunicação com os mortos, espiritualidade e afins, mas que não necessariamente são médiuns, e três céticos, que não acreditam nessas coisas. Essas seis pessoas devem auditar o experimento em cada uma das salas e conferir o resultado do mesmo, com testemunhas de ambos os lados em um número razoável de testemunhas.

Essas salas devem ficar trancadas pelo lado de fora, com um espiritualista e um cético na porta de cada sala, portando as respectivas chaves e garantindo que nenhuma interferência externa próxima às salas ocorra. Observando cada uma das portas de cada sala, deve haver pelo menos uma câmera, e essas câmeras transmitem imagens para uma terceira sala onde há mais três espiritualistas e três céticos, coordenando o teste e auditando o mesmo.

Vamos denominar as salas como sendo sala A, sala B (onde ficam os médiuns) e sala C (onde ficam os coordenadores do teste). O teste consiste em uma mensagem partindo da sala A sendo transmitida por meio de mediunidade para a sala B.

O teste começa com o pessoal das salas A e B sendo trancado nas mesmas logo de cara, ficando incomunicáveis lá dentro (exceto para avisar o término de sua parte no teste às duplas que ficam nas portas das respectivas salas). Antes de entrarem em suas salas, todos são revistados a fim de não entrarem com nenhum equipamento eletrônico que possa prejudicar a confiabilidade do teste, como rádio, celular, tablet, etc.

Em seguida, o pessoal da sala C se reúne a fim de confeccionar pelo menos dez textos de uma página cada um, a partir de trechos de textos diferentes extraídos de outros lugares, como a Internet (de onde fica mais fácil e ágil de copiar e colar). Cada texto deve conter pelo menos três trechos de diferentes textos aleatórios, que podem ser quaisquer textos, excetuando textos que podem causar desconforto aos médiuns, como contos eróticos, textos com palavras de baixo calão e/ou histórias macabras.

Após a confecção dos textos, estes são impressos em apenas uma via e inseridos cada um em um envelope lacrado e idêntico aos demais. Então, os envelopes são embaralhados e um deles é sorteado, sendo transportado por um espiritualista e um cético, cada um segurando uma ponta do envelope e mantendo-o a frente de seu corpo e de maneira visível a fim de garantir que de maneira alguma ele seja substituído no trajeto, até a dupla que fica na porta da sala A. Os demais envelopes ficam na sala C para conferência, só sendo abertos ao final do teste.

Após o retorno da dupla que transportou o envelope à sala C, é dado o sinal por meio eletrônico (rádio, ponto eletrônico ou outro) para os porteiros da sala A abrirem a porta da mesma e entregarem o envelope, com cada porteiro segurando uma ponta do envelope e sem falar nada a ninguém que está lá dentro. Após a entrega do envelope, a porta da sala A é trancada.

Assim que o médium da sala A começar a fazer a transmissão do texto por meio de espíritos (caso realmente existam e possam se comunicar com os médiuns), alguém da mesma sala deve tocar um sino ou outro dispositivo de comunicação semelhante afixado na porta a fim de informar aos porteiros que a transmissão começou. Em seguida, os porteiros informam ao pessoal da sala C que a transmissão do texto começou, e então os porteiros da sala B são orientados por meio eletrônico (rádio, ponto eletrônico ou outro) pelo pessoal da sala C a avisarem através de um sino ou outro dispositivo de comunicação semelhante afixado na porta que a mensagem já pode começar a ser psicografada pelo médium da sala B.

Ao término da transmissão do texto pelo médium da sala A, alguém dessa sala deve informar por meio do sino que a transmissão do texto se encerrou. E ao término da psicografia do texto pelo médium da sala B, alguém dessa sala deve informar por meio do sino que a psicografia do texto se encerrou. Após ambos os sinais aos respectivos porteiros (e por consequência o informe dos mesmos ao pessoal da sala C), os porteiros da sala B são orientados pelo pessoal da sala C a recolherem o envelope lacrado com a mensagem psicografada e trazerem o mesmo até a sala C, cada um segurando uma ponta do envelope e mantendo-o a frente de seu corpo e de maneira visível a fim de garantir que de maneira alguma ele seja substituído no trajeto.

Por fim, na sala C, o texto é conferido para ver se é exatamente o texto que foi levado até a sala A. Os nove envelopes que não foram sorteados são usados para saber qual era o texto que foi transmitido, uma vez que ele não estará entre os nove. Alternativamente a isso, ou complementando isso, o texto original poderá ser trazido de volta à sala C pelos porteiros da sala A.

Caso o texto tenha sido transmitido com êxito entre os médiuns, terá enfim sido provado cientificamente que existe comunicação com espíritos (ou, pelo menos, algo sobrenatural que tenha transmitido o texto entre as salas A e B). Caso a transmissão tenha falhado, poderão ser feitas mais seis tentativas de transmissão, substituindo ou não o pessoal das salas A, B e C e/ou os médiuns. Para cada tentativa, os dez textos deverão ser diferentes e confeccionados para os respectivos testes, não podendo de forma alguma reaproveitar algum texto de um teste anterior. Caso a transmissão dos textos tenha falhado nas sete tentativas de realização do teste, ter-se-á provado que a comunicação entre espíritos e médiuns não existe.

Alternativamente, poderá haver mais de um médium em cada sala a fim de fazer a transmissão e psicografia da mensagem. Eu propus três espiritualistas e três céticos em cada sala porque creio que este seja um número razoável de auditores de ambos os lados da questão, menos que isso eu creio que a confiabilidade do teste poderia ficar prejudicada. Além disso, poderão ser feitas mais de sete tentativas de transmissão do texto a ser psicografado, mas o número mínimo deve ser sete para que não se reste dúvidas acerca da questão.

É recomendável que cada envolvido no teste assine um termo aceitando as condições de realização do mesmo. Também é recomendável que o teste seja tema de um documentário a fim de divulgá-lo, preferencialmente com esse documentário sendo exibido na TV aberta.

No caso da recusa generalizada dos espiritualistas em realizar esse teste alegando alguma desculpa, será um indício (mas não uma prova) de que comunicação com espíritos é apenas uma crença, entretanto, creio que os espiritualistas são os que deveriam ser os mais interessados em provar suas crenças a fim de serem levados a sério, ainda mais que muitos afirmam que a espiritualidade é uma ciência.

Caso alguém tenha alguma sugestão de como melhorar o teste ou apontar alguma falha no mesmo, ou ainda deixar qualquer tipo de comentário, deixem comentários na seção de comentários deste post.

Como eu descobri ter Síndrome de Asperger

Posted in História on 01/03/2013 by Allan Taborda

Eu sempre tive um comportamento, de um modo geral, diferente do das outras pessoas. Não só o comportamento, mas a maneira de eu pensar, de agir, de me expressar, de uma série de coisas.

Sempre tive dificuldade de me relacionar com os outros. Na época da escola, eu ficava isolado de outros colegas, pois não me era interessante interagir com os mesmos. Quando eu tentava interagir com os outros, era como se eu falasse uma língua e os outros falassem outra, ainda que eu e os outros falássemos português. Isto também se repetiu na época da faculdade, embora nessa época eu já tentasse a todo o custo mudar isso, com poucos avanços relacionados a isso.

Meu problema de relacionamento não se dava apenas no ambiente presencial, mas também no virtual. Eu percebia que as pessoas me viam de uma forma diferente no Orkut, quando eu participava das comunidades, principalmente em comunidades onde havia bastante conversa. Além disso, eu acabava postando coisas que incomodavam as outras pessoas, ou coisas sem noção (e depois eu percebia que era sem noção). Cheguei a chorar uma vez quando vi que não conseguia me relacionar nem pela Internet, numa comunidade onde o povo conversava sobre assuntos variados. Mais recentemente, tentando arranjar uma namorada pela Internet, comecei a conversar com uma moça muito bonita e vi que ela estava ficando interessada, mas eu só fazia perguntas e eu não sabia o que escrever, até que eu escrevi uma pergunta que parece que ela não gostou e ela me respondeu que eu fazia perguntas estranhas, aí ela parou de se corresponder comigo e eu fiquei muito frustrado.

Nunca liguei para o que os outros pensavam ou curtiam. Sempre quis ter minhas próprias opiniões com relação a tudo, ainda que tais opiniões fugissem do senso comum relacionado. Sempre tive meus gostos musicais independente da moda do momento. Não só os gostos musicais, mas qualquer tipo de gosto, como do que eu gostava de assistir na TV, do que eu gostava de fazer, do que eu gostava de brincar quando eu era criança (brincava principalmente com meu irmão, que era praticamente o único com quem eu me relacionava), do que eu gostava (e gosto) de fazer no computador…

Por muitas vezes, eu acabava não gostando de nada do que havia em uma determinada área, como do teor dos textos que eu tinha que copiar quando eu estava na escola, nas aulas de português, ou como o teor dos enredos de séries de TV que passavam na época (apesar de eu assistir um ou outro seriado), então eu acabava por criar meus próprios textos e meus próprios personagens cujas histórias que eles participavam tinham enredos criados por mim.

Desde que eu me conheço por gente, eu consumo ter manias estranhas, com a de mexer com os braços, as mãos e os dedos de forma repetitiva ou limpar a boca seguindo sempre com os mesmos passos, na mesma ordem. Quando eu era bebê, segundo a minha mãe (e há também uma foto minha da época onde se pode notar isso), eu ficava abanando as orelhas repetidamente. Hoje em dia, eu não tenho tanto dessas manias repetitivas, só de vez em quando, quando estou sozinho, eu acabo por mexer os dedos repetidamente, e por uma quantidade menor de tempo do que antigamente.

Eu sofri muito bullying quando eu era criança, na época em que eu cursava da primeira até a quarta série do ensino fundamental, principalmente na quarta série, quando adquiri um grave problema na fala que tenho até hoje, embora o problema tenha diminuído bastante, com o passar do tempo. Meus colegas da época viam que eu era mais quieto, que eu seguia mais as regras que me eram impostas, viam que eu era “diferente” e me faziam de alvo para seus ataques de bullying.

Era perceptível que eu tinha algo de diferente das demais pessoas da mesma idade que eu. Eu mesmo percebia isso já desde a época que comecei a frequentar a escola. Durante alguns anos, acho que de meados dos anos 90 até 2005, minha mãe me levava ao ambulatório de saúde mental de Praia Grande (posteriormente, passei a ir sozinho), onde eu passava por consultas de psicólogas e psiquiatras. Cheguei a passar por uma fonoaudióloga, mas não fez efeito algum na minha fala, na verdade, só teve efeitos adversos. As psicólogas me ajudaram um pouco na parte emocional, já os psiquiatras passavam alguns remédios, mas nenhum diagnóstico do que eu tinha era dado. Os remédios prescritos iam desde antidepressivos até remédios para síndrome do pânico. Um psiquiatra disse que eu tinha dificuldade de aprendizado (com certeza, eu nunca tive isso, muito pelo contrário), chegaram a me falar que eu tinha um “problema crônico”, falando de um modo meio que pejorativo. Eu sei que tinha alguma coisa, mas eu não sabia o que era, mas parecia ser um problema dificílimo de ser solucionado, visto que, mesmo com os tratamentos, eu continuava do jeito que eu sou.

Em 2005, quando ocorreu a última tentativa de eu me tratar com um psiquiatra, me foram receitados uns remédios que fizeram meu comportamento ficar estranho, eu fiquei mais espontâneo e menos tímido, mas também comecei a agir de forma estranha e fiz coisas que eu não costumo fazer em meu juízo perfeito. Na época, eu acreditei estar ficando louco. Depois de ter uma crise de ansiedade e de eu adquirir dificuldade para urinar, foi comunicado ao psiquiatra sobre os ocorridos e o mesmo suspendeu abruptamente o tratamento, causando efeitos ainda mais adversos sobre mim, como uma depressão profunda. Cheguei a não ter mais vontade de sair de casa e pensei que talvez não voltaria à faculdade. Felizmente, isto ocorreu durante o período de férias e, até as aulas voltarem, eu já tinha quase totalmente recuperado da depressão.

Após o tratamento psiquiátrico fracassado, me tratei com florais com uma terapeuta holística (havia também consultas presenciais semanalmente). Alguns problemas como a ansiedade foram resolvidos, a habilidade de me comunicar melhorou um pouco, mas alguns problemas permaneceram, como o fato de eu nunca iniciar uma conversa e de não saber interagir com as pessoas.

Eu sempre me cobrei para ser o máximo possível como as outras pessoas. Tentava, na medida do possível, ser como as demais pessoas, ainda que muita gente não percebesse e até achasse que eu tentava ser diferente, especial. Lembro-me de que, na época da quarta série do primário, a professora (ou a diretora, ou ambas, confesso que não lembro com exatidão) gritou comigo dizendo que eu era um menino normal ou algo do tipo.

Durante toda a minha vida, formulei muitas teorias que explicariam o porquê de eu ser daquele jeito. Dentre essas teorias, estavam a de que a minha mãe não soube me criar direito e me criou errado, a de que eu era a reencarnação de um cachorro, de um gato ou de outro animal e que a reencarnação atual seria a minha primeira como humano, a de que eu era um espírito inferior (durante anos, eu fui espírita, hoje eu não tenho religião e não sei se Deus existe ou não), dentre outras teorias daquelas.

Sempre achei que boa parte da explicação para o meu comportamento era pelo fato de eu ser tímido. Eu acreditava, por muitos anos, ser extremamente tímido, tão tímido que eu acabei ficando do jeito que eu sou, ainda que outros tímidos que eu via não fossem como eu. Até que um dia, vi uma reportagem do Globo Repórter que falava sobre a timidez e mostrou o que era a timidez. Cheguei à conclusão de que eu não era exatamente uma pessoa tímida, pois fazia coisas que os tímidos não faziam, como falar em público (já fiz isso um monte de vezes). Além disso, vi que os tímidos não se comportavam como eu me comporto.

Houve uma época que eu pesquisei na Internet sobre alguma coisa que eu poderia ter. Cheguei a suspeitar que eu fosse disléxico, uma vez que minha letra é horrível e às vezes eu não entendia algumas coisas, mas aí eu vi o que era dislexia e descartei esse diagnóstico. Cheguei a ler o artigo da Wikipédia sobre Síndrome de Asperger, mas na época, o artigo estava mal escrito e era demasiadamente curto, dizendo que era uma condição parecida com o autismo descoberta nos anos 80 que consistia na pessoa levar tudo ao pé da letra, ou algo assim. Naquela época, eu descartei ter isso.

Entretanto, há cerca de um mês e meio, li novamente o artigo da Wikipédia sobre a Síndrome de Asperger e, ao contrário da primeira vez, acabei me identificando com os sintomas e características descritas no artigo, não com todos os sintomas e características, mas com a maioria dos mesmos, muitos que só eu sabia, pois não havia contado a ninguém. A fim de saber mais sobre a síndrome, pesquisei outros sites, que reforçaram a minha identificação com este diagnóstico, ainda que não feito por um psiquiatra (se eu não tenho Síndrome de Asperger, eu teria o quê então, uma outra síndrome com os mesmos sintomas da de Asperger?) e então eu acabei me autodiagnosticando como tendo Síndrome de Asperger.

Estou “digerindo” até hoje essa descoberta e desde então eu tenho feito mais pesquisas sobre essa síndrome, bem como sobre o autismo, uma vez que Asperger é uma das síndromes do espectro autista. Entrei em um grupo do Facebook sobre a Síndrome de Asperger, o Grupo Asperger – Brasil, e estou relatando minhas experiências acerca dessa síndrome, bem como participando dos tópicos criados por outros participantes.

Com esse autodiagnóstico, acabei por tabela entendendo melhor o porquê de eu ter tanta consideração, tanto carinho pela Mara, uma ex-colega de sala de aula dos tempos do ensino médio, chegando a chamá-la de irmã (ainda mais pelo fato de eu não ter uma de verdade). Provavelmente vocês devem ter percebido que o endereço do blog é irmaodamara.wordpress.com, ele vem do meu e-mail, irmaodamara@yahoo.com.br, que foi criado em 2004, após o término do ensino médio e quando comecei a faculdade. O nome de usuário do e-mail é uma homenagem à Mara. Como eu escrevi, eu sempre tive dificuldades para me relacionar com as pessoas, e para piorar, eu nunca conseguia iniciar uma conversa e sempre ficava quieto num canto. A Mara foi a garota que se relacionou comigo, conversou comigo, fez trabalho de escola junto comigo, me convidou para ir na casa dela passar o dia, veio na minha casa (isso ocorreu depois do término do ensino médio)… Ela me fez me sentir como se eu fizesse parte do grupo. Ainda que ela tenha pisado na bola algumas vezes (todo mundo tem seus defeitos e comete erros), sou até hoje grato pelo que ela me proporcionou. Hoje o nosso contato é mais pela Internet, já que eu estou morando em São Paulo e ela permaneceu em Praia Grande, no litoral paulista.

Descobrir que eu tenho Síndrome de Asperger me fez descobrir que não há cura para o que eu tenho, por outro lado, me fez descobrir que minha condição é mais comum do que eu pensava (eu cheguei a pensar que eu era o único assim), vendo outras pessoas com as mesmas dificuldades que eu. Ainda que eu não seja uma pessoa completamente normal, descobrir que eu tenho Síndrome de Asperger me fez sentir mais normal e não mais um ET.

Meu desejo é que a Síndrome de Asperger seja mais divulgada e mais conhecida pela sociedade, tanto para as pessoas terem mais informações sobre essa condição, tanto para quem está na mesma situação que eu ou tenha um filho nessas condições possa eventualmente se autodiagnosticar ou procurar um diagnóstico de um psiquiatra especializado.

Este post termina aqui. Confesso que este post demorou alguns dias para ser escrito, era para ter sido postado no Carnaval, entretanto, acabei demorando um pouco para terminar de escrever, até porque lembrei de coisas que eu passei e que mexeram um pouco comigo. Até o próximo post!

(insira aqui um tipo de música que você detesta) é música boa!

Posted in Música, Temas polêmicos on 07/01/2013 by Allan Taborda

No primeiro post de 2013, irei falar sobre um assunto muito polêmico: gostos musicais. Nele, tentarei expor meus gostos musicais de uma maneira mais resumida possível. Além disso, provarei (ou tentarei provar) que, na verdade, toda música é boa independente de seu gênero, acreditem se quiser (e a explicação é bem simples).

Meus gostos musicais são muito variados, eu gosto de muitos gêneros musicais diferentes e, dentro de um gênero musical, há músicas que eu curta mais ou curta menos, ou não curta. Mas, para tentar resumir sem deixar nada de fora, acho mais fácil escrever que tipos de música eu não curto (e o restante é o que eu curto, com maior ou menos intensidade). Depois, eu irei escrever o que eu mais curto atualmente e o que eu mais curti há tempos atrás (na verdade, com o passar do tempo e quanto mais novas músicas são lançadas, as músicas que eu curto mais vão mudando, mas sem eu deixar de curtir as que eu curtia mais antes).

As músicas que eu não gosto se resumem a algumas categorias específicas. Observação: não tenho nada contra quem gosta de tais tipos de músicas e nem quem as canta, o meu não gostar é com as músicas em específico. São elas:

1) Músicas demasiadamente repetitivas, como por exemplo, alguns tipos de música eletrônica incluindo (mas não se resumindo a) o funk (o funk é uma música eletrônica, para quem não sabe), onde, tanto nas letras quanto nas batidas musicais, ocorrem exaustivas repetições, uma vez que tal gênero musical é de baixo orçamento e os compositores de funk aparentam não ter muita criatividade para compor o enredo e a melodia das músicas, nessa categoria, incluem-se também músicas com poucos acordes, como Legião Urbana;

2) Músicas com ritmo demasiadamente pesado e/ou com vocais muito gritados, como por exemplo, as tocadas bandas de rock como Metallica, Iron Maiden, Megadeath, bandas punk e similares;

3) Músicas cuja letra não é cantada, e sim falada durante a melodia, como por exemplo, quase a totalidade dos raps existentes, além de alguns funks (e as piores nessa categoria são as mais rápidas, onde o cantor vomita a letra);

4) Músicas cuja letra possui conteúdo reprovável a meu ver, como por exemplo, conteúdo machista, sexista, apologista ao consumo de álcool, maconha e/ou outras drogas, ou que só falem de sexo e/ou putaria;

5) Músicas que só falem de um tema específico, como por exemplo, músicas que só falem de legalização da maconha (tais músicas se encaixariam também na categoria do parágrafo acima), músicas gospel (só falam de religião) e outras;

6) Músicas onde o cantor ou cantora não possui vocação alguma para cantar, nessa categoria, incluem-se (mas não se limitam a) músicas cantadas por muitos cantores de funk, algumas bandas de forró e músicas semelhantes, algumas bandas de rock, etc. Na verdade, essa categoria independe de gênero musical, nela, há geralmente (mas não se limitando a) músicas do ritmo do momento que, pelo fato de ser um gênero de música que está fazendo muito sucesso, pipocam bandas e cantores sem vocação para a música que se aproveitam do sucesso do gênero musical e pegam carona no mesmo a fim de tentar ganhar dinheiro. Essa categoria é um pouco subjetiva, pois um determinado cantor ou cantora, na avaliação de alguns, não tem vocação para cantar, mas para mim ou outras pessoas, tem sim alguma vocação (o que ocorre é que alguns timbres de vozes não agradam a certas pessoas, como o da Joelma da banda Calypso, que, a meu ver, não se encaixa nessa categoria e em nenhuma outra aqui listada, mas há muitos que não curtem a voz dela e a maneira dela cantar);

7) Músicas demasiadamente melancólicas, como (mas não se limitando a) muitos tangos e fados (acredite, a música Everybody Hurts, do REM (e regravada pelo The Corrs), não chega nem perto de tais músicas em nível de melancolia e não se inclui nessa categoria, e muito menos é a música mais melancólica do mundo, como muitos dizem);

8) Músicas demasiadamente bregas, como as do Paulo Sérgio, Amado Batista e semelhantes, muitas delas dos anos 70 (mas há também de outras épocas, e até algumas atuais);

9) Músicas que, por algum motivo em específico, ainda que não se incluam nas categorias acima, eu não curta, são bem raras as músicas inclusas nessa última categoria, e eu não me lembro de nenhuma no momento.

Observação: nas vezes que me referi a funk nos parágrafos acima, me referi ao que atualmente é chamado de funk, que é um ritmo eletrônico brasileiro que se popularizou no início dos anos 2000, principalmente entre o público mais humilde, digamos assim. Na verdade, há várias denominações de funk além dessa, que serão abordadas em um post futuro.

Bom, espero que eu não tenha esquecido nenhuma categoria de música que eu não curta, mas creio que sejam só estas aí, se houver mais alguma, eu edito o post, mas acho que é só isso mesmo.

Então, seu Allan, músicas de Luan Santana, Gustavo Lima, Justin Bieber, Miley Cyrus, KLB e Michel Teló não se incluem em nenhuma das categorias acima, então você curte essas músicas?

Não é que eu curta, de ficar escutando, o que ocorre é que eu não “não curto”, se tiver tocando, não vai ter problema nenhum, digamos que eu curto, mas muito muito muito pouco. Na verdade, Michel Teló eu até curto.

Eu divido as músicas em três categorias principais: A, B e C. Na categoria C, encontram-se as músicas que eu não gosto, que se encaixam em pelo menos uma das subcategorias anteriormente listadas. Na categoria B, encontram-se as tipo a do parágrafo anterior, as músicas que eu não tenho nenhum problema em ouvir, mas não são músicas que eu adore. E na categoria A, são as músicas que eu gosto mesmo.

Vou escrever quais tipos de música eu curto, ou melhor, vou escrever o principal, pois há muita música que eu curto e que se encaixa na categoria A, muita mesmo.

A maioria das músicas que eu curto (mas não todas, obviamente) são cantadas por vozes femininas, muitas delas são músicas do gênero pop, há também músicas mais eletrônicas, rocks moderados, algumas músicas dos anos 80 e 90 (apesar de eu não ser dos anos 80, mas não são todas as dos anos 80 e 90 que eu curto), sambas, pagodes, música baiana, alguns tipos de música sertaneja, músicas de alguns países diferentes, como Alemanha, Rússia, Japão, Itália e outros (uma das últimas descobertas que fiz na Internet foi uma cantora da Eslováquia chamada Petra Kepenova, mas ainda não tive muito tempo de pesquisar mais sobre músicas dela e só ouvi algumas poucas), músicas instrumentais, música clássica, e por aí vai (não acredito que consegui sintetizar tudo o que eu gosto de música em um parágrafo tão curto).

Atualmente, tenho escutado Shakira (estou escrevendo este post ouvindo Shakira), T.a.t.u (apesar da dupla ter se desfeito), Nena (cantora alemã dos anos 80 que canta até hoje, e curto tanto músicas antigas dela quanto novas), Kim Wilde (idem à Nena, apesar da Kim ser inglesa), Ace Of Base (desde o primeiro CD, de 1993, até o último, lançado em 2010, com uma nova formação da banda), The Corrs, Adele, Heart (uma banda de rock formada por garotas), etc. Mas as músicas que eu mais escuto variam de tempos em tempos, e já escutei bastante (ainda escuto, mas com uma frequência um pouco menor, mas pode ser que eu volte a escutar mais vezes, dependendo das minhas vontades musicais) Celine Dion, Avril Lavigne, Kyle Minogue, Kid Abelha, Gwen Stefani, Madonna, Michael Jackson, Sandy e Junior (principalmente na época do auge da dupla, bons tempos eram aqueles), uns pagodes, etc.

Por último, eu irei explicar o porque de todas as músicas existentes serem boas músicas, inclusive as listadas dentre as categorias de músicas que eu não gosto nos parágrafos numerados acima e inclusive as que você, leitor, não gosta. Pode parecer ilógico, mas é a mais pura verdade, acredite se quiser.

Na verdade, a explicação é bastante simples: para cada música, há alguém que goste, toda música tem seu público, toda música há alguém que a classifique na categoria A (supondo que todo mundo fizesse esse mesmo sistema de classificação de músicas que eu). Ou seja, toda música é boa para alguém. Você, ou eu, ou outra pessoa pode não gostar de tal música, mas há alguém que goste da mesma, há alguém que ache a música boa.

Mas, seu Allan, não tem como funk ser uma música boa, esse tipo de música é muito ruim! Ou melhor, funk nem é música, é barulho! Você mesmo escreveu que não gosta dessa porcaria! Como funk pode ser uma música boa?

Quando a gente não gosta de uma determinada música, o problema não está na música, está na gente que não gostou da música. E se a música fosse mesmo ruim, por que há gente que gosta da mesma? Outra coisa: da mesma forma que há quem goste das músicas que você não gosta, há também quem não goste das músicas que você gosta. Se for pensar da forma como está no parágrafo acima, tanto eu quanto você escutamos música ruim, já que há alguém que pensa a mesma coisa acerca das músicas que gostamos.

Espero que tenham gostado do post (se não gostaram, o problema não está no post, está em vocês que não gostaram do mesmo, visto há quem goste), e caso discordem de algo, ou mesmo caso não discordem, ou caso desejem perguntar se eu curto um tipo de música em específico (ou outro tipo de pergunta), escrevam suas considerações na seção de comentários.

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