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Finalmente consegui a certificação SCJP 6.0!

Postado em Atividades profissionais, História em 5 de Maio de 2009 por irmaodamara

Enfim, no último dia 15 de Abril, fiz a prova a fim de obter a certificação SCJP 6.0 e passei no exame, com um percentual de acertos de 81% (59 questões respondidas corretamente, das 72 questões da prova).

Meu resultado detalhado foi:

Declarações, Inicialização e Escopo: 91%

Controle de Fluxo: 81%

Conteúdo da API: 80%

Concorrência: 87%

Conceitos OO: 70%

Coleções / Genéricos: 80%

Fundamentos: 81%

Tudo começou há um ano atrás, quando o David Muinos, um dos principais desenvolvedores do Perola (uma ferramenta de persistência de dados), me deu a idéia de eu obter a SCJP. Então, eu procurei saber mais acerca dessa certificação e me informei numa página do site da Sun Microsystems o que era a ditacuja e o que caía na prova. Além disso, perguntei a um ex-colega de faculdade, o Roberto Tengan (que havia obtido a SCJP 5.0 há algum tempo atrás), como ele havia procedido a fim de obter a certificação e ele me respondeu por e-mail, com todos os detalhes.

No site da Sun, eu vi que já havia disponível uma nova versão da SCJP, a 6.0, e resolvi que esta seria a melhor escolha, pois era a versão mais atual, ainda que a prova só estava disponível no idioma inglês (ao contrário da versão 5.0, que estava disponível em português).

Na ância de fazer a prova o mais rápido possível, comprei logo o voucher (cupom que dá direito a fazer qualquer certificação de Java da Sun) por R$330,00 ligando no número 0800 55 78 63, daí a atendente dá as instruções de como proceder (basicamente, ela pergunta o e-mail e o resto é feito tudo por e-mail). Depois que chegou o boleto bancário, paguei-o e então me enviaram um e-mail com o número do voucher.

Eu pretendia fazer a prova em poucos meses, mas devido a meu estágio, esforços para conseguir um emprego e principalmente por causa dos meus estudos para esta certificação, a data da prova foi adiada por vários meses, até que o final do prazo se aproximou, faltando apenas dois meses para terminá-lo (depois do prazo, o voucher expira).

Então, eu decidi por marcar a data exata da prova para o dia 15 de Abril e intensifiquei ainda mais meus estudos, lendo a versão em inglês do famigerado livro da Kathy Sierra e do Bert Bates que eu peguei emprestado. Embora eu não fale inglês, eu consigo ler normalmente textos nesse idioma, inclusive entendendo o que está escrito.

Li o livro inteiro em cerca de três semanas. Era para eu ter terminado a leitura em menos tempo, mas aconteceram uns imprevistos que me desvirtuaram dos meus estudos, incluindo a confecção de um software que minha amiga Mara encomendou (que eu tive que parar o desenvolvimento no meio para poder prosseguir com meus estudos, mas depois da certificação eu consegui terminá-lo). Terminei de ler um dia antes da prova.

No dia seguinte, acordei cedo. Isso não significa que eu dormi o suficiente, uma vez que eu demorei muito a pegar no sono (isso sempre ocorre às vésperas de algo importante, como uma entrevista de emprego). Dormi apenas 3 horas.

A prova havia sido marcada para às 13:15, então eu vi que dava tempo de fazer mais um exame simulado (já havia feito dois, obtendo um bom íncice de acertos).

Mas aí minha mãe, que ia me levar de carro até a Tecnoponta (escola profissionalizante que aplica a prova aqui na Baixada Santista), em Santos, ficou me pressionando para eu ir logo, pois não sabia quanto tempo iria demorar para chegar ao local.

A metade das questões daquele simulado eu respondi de qualquer jeito e correndo, e eu acabei tirando uma nota ruim, errando questões fáceis. Tirei 60% de acertos, 5% abaixo do mínimo necessário para a aprovação. Fiquei um pouco preocupado e um pouco mais nervoso.

Engoli o almoço com medo de me atrasar, ainda mais que minha mãe me pressionava cada vez mais para ir mais rápido, pois segundo ela (que conhece o caminho até Santos e teoricamente sabia quanto tempo demorava a ida até aquela cidade), poderia não dar tempo de chegar no horário marcado. Eu e minha mãe saímos de carro às 10:20 e, antes do meio-dia, chegamos.

Entrei no prédio e subi até o sétimo andar, onde ficava a Tecnoponta, que estava em reforma, com uma sala de aula cheia de bugigangas e um pedreiro lixando e pintando o teto. Lá, me informaram que eu havia chegado cedo demais e que eu tinha que esperar até às 13:15. Minha mãe me apressou tanto para eu ter que esperar no espaço reservado aos alunos no intervalo das aulas (se bem que não tinha ninguém além de mim). Fiquei andando e tomando café expresso de uma máquina que tinha no local.

Chegando a hora marcada, procedi como havia sido informado no e-mail que recebi no dia que marquei a prova pela Internet, no site da Prometric (empresa que aplica a prova, sendo a Tecnoponta um local credenciado por esta), mostrando um documento com foto, no caso, meu RG.

Entretanto, a moça me informou que eu precisava também apresentar o CPF, ainda que não falava nada de CPF no e-mail que eu havia recebido. Naquela hora, fiquei bastante preocupado, uma vez que talvez eu não fizesse a prova por não ter apresentado o CPF. Já preparava meu discurso de que ia processar a Prometric e a Tecnoponta por não ter avisado sobre a necessidade de apresenta o CPF e pelo fato do RG ser suficiente para me identificar, quando me liberaram de apresentar o CPF, para meu alívio.

Então, a moça que havia me pedido o CPF (uma moça bonita, mas que estava com uma cara bastante séria, como se eu tivesse cometido um crime inafiançável) pediu para eu segui-la até o local da prova, que ficava em outro andar, em um “lugar secreto”, onde ficava umas salas de aula onde estava tendo aula de algum curso, com umas alunas muito bonitas, como deu para ver pela janela. Basicamente, o local do exame era outra sala de aula, só que um pouco menor.

Chegando lá, ela me falou como eu devia proceder, inclusive disse para eu não sair do local da prova sem o papel impresso com o resultado do exame e que, em caso de emergência, que era para usar um telefone que estava no canto e ligar para o ramal informado.

E então eu comecei a fazer o exame, que foi aplicada em um computador rodando o software da prova certificatória. No início, havia umas perguntas sobre se eu trabalhava para a Sun ou para a Prometric, se eu permitia que meus dados pessoais fossem usados não sei de que forma pela Sun com fins de não sei o quê, etc, perguntas que, segundo a prova, não contava no resultado do exame. Depois, havia um texto que explicava como interpretar as questões (por exemplo, não interpretar a numeração das linhas como parte do código). A partir desse texto, o cronômetro do tempo de prova começou a ser contado. Na minha opinião, deveriam contar a partir da primeira questão, e não a partir desse texto.

A prova poderia ser feita em, no máximo, três horas e meia, bastante tempo. Fiz a prova com calma (apesar de tudo o que aconteceu, inclusive momentos antes do exame), lendo as questões atenciosamente e só depois respondendo.

Eu esperava que a prova fosse mais difícil, mas no fim, a maioria das questões estava bem fácil, algumas com respostas óbvias, principalmente as de competar os espaços em branco. As questões com mais de uma resposta certa informavam o número de respostas certas que tinha que marcar (diferente das provas simuladas, que falavam para responder todas que se aplicam). E a única questão que eu marquei para revisão foi a questão 46, que era uma sobre qual o conteúdo da String após um monte de operações com StringBuilder.

Com 40 minutos sobrando, terminei a prova e confirmei as respostas (após rever a questão 46, gastando vários minutos nela). Daí, o software da prova certificatória tentou imprimir o resultado na impressora. E advinha o que aconteceu? A impressora deu pau!

Peguei o telefone de emergência e liguei para o ramal que estava escrito na folha de rascunho (que eu usei para calcular o resultado da questão 46 e mais a ordem de um array em outra questão sobre ordenação). Minutos depois, chegou aquela moça bonita que me pediu o CPF e eu expliquei o ocorrido. Ela tentou imprimir uma segunda via, mas a impressora continuou a se negar a funcionar.

Daí ela chamou o técnico que cuida dos equipamentos e, vários minutos depois, ele chegou e tentou descobrir o que havia acontecido. Instantes depois, ele descobriu o problema: a impressora estava desligada. Não só isso: o computador no qual a impressora estava conectada também estava desligado.

Depois de ligar os equipamentos, finalmente o resultado do exame foi impresso. E então, eu soube que eu havia sido aprovado (se bem que eu meio que já sabia durante a prova).

E moça falou para eu voltar ao sétimo andar para lá carimbarem o papel impresso. Entrei no elevador e acabei indo para o andar errado, pois havia me esquecido de apertar o botão 7. Fui parar no térreo. Mas depois eu subi de volta e carimbaram o resultado do exame.

Na volta para casa, minha mãe errou o caminho e o carro acabou preso num congestionamento no centro de São Vicente,, após andar em círculos. Mas depois de bastante tempo, finalmente conseguimos chegar em casa.

Durante o tempo que fiquei esperando, fazendo prova e esperando solucionarem o problema da impressora, minha mãe ficou no carro lendo livro e fazendo as unhas.

E essa foi a conturbada história da minha certificação SCJP 6.0 (história essa com final feliz). Futuramente, penso em fazer as certificações SCWCD, SCBCD, SCDJWS, SCEA e SCJD, não necessariamente nessa ordem, e ainda não escolhi qual eu vou fazer primeiro, mas muito provavelmente irei fazer a SCEA por último.

Por hoje é só! Até o próximo post, que provavelmente deve ser menor do que este!

Meu PC e seus 5 anos de uso

Postado em História em 11 de Abril de 2009 por irmaodamara

Irei fazer a prova a fim de obter a certificação SCJP 6.0 agora no dia 15. Nesses últimos dias, estou estudando bastante, já que tenho que saber tudo o que falta para fazer a prova. Nessa reta final dos meus estudos, meu tempo livre diminuiu consideravelmente (e o tempo para postar aqui também). Mas hoje, eu estou aqui de volta e irei falar sobre meu PC, que tem 5 anos de uso e não pretendo substituí-lo tão cedo. Falarei também dos sistemas operacionais que foram instalados nele durante esses 5 anos.

O meu PC foi montado em Janeiro de 2004. É um PC com placa-mãe P4S8X-X, processador Pentium 4, 768 MB de memória RAM DDR1 e placa de vídeo nVidia GeForce 4 MX com 64 MB de memória de vídeo. Tem também uma placa Fax Modem Intel 537 chipset TigerJet (sem uso já há bastante tempo, pois me conecto por banda larga), dois HDs, um de 40 GB da Samsumg e outro de 200 GB da Hitachi, um drive gravador de CD e outro drive que grava CD e DVD.

O HD de 200 GB, um pente de memória de 512 MB e o drive de DVD foram adicionados posteriormente, após o PC ser adquirido. O gravador de CD e a placa de vídeo também, mas essas duas peças foram adquiridas para substituir peças idênticas que pifaram (e o gravador de CD existia antes do meu PC ser montado, foi retirado de outro PC). Além disso, a fonte também não é original do PC, mas é melhor do que a fonte que pifou recentemente e que veio originalmente (uma fonte xing-ling que veio com o gabinete).

O meu PC veio originalmente com um Windows XP instalado pelo técnico numa partição de 12 GB (o resto veio sem particionar a meu pedido, eu pretendia instalar o Corel Linux que veio numa revista, na época, eu apenas tinha ouvido falar do Linux e queria ver como era).

Após uma tentativa frustrada de instalar o Corel Linux, descobri o Kurumin e baixei a última versão na época, a 2.13, que foi meu primeiro Linux. O som não funcionava (tinha que ativar os drivers ALSA manualmente), o mouse travava (quando eu rodava pelo CD), o driver do modem fazia o sistema travar, mas eu usava o Kurumin mesmo assim, sem ligar para os problemas, pois, já que o Windows tem seus problemas, o Linux também poderia ter os seus.

Naquela época, eu usava o Windows como sistema principal e o Kurumin como sistema secundário, sendo usado de vez em quando (as travadas devido ao driver do modem me desestimulavam de usar o Kurumin mais vezes). Posteriormente, eu instalei a versão 3.0 e mais tarde a 3.31, ambas com melhorias, mas ainda possuíam o driver travador de sistema. Com a versão 4.0, o problema foi sanado, pois havia uma nova versão do driver que não travava o sistema. Mas, como eu já estava um pouco acomodado com o Windows XP, ainda não migrei de vez para o Linux, usando esporadicamente o sistema.

Mas em 2006, já bastante insatisfeito com o Windows, principalmente por causa dos vírus (o Sasser, inclusive), resolvi migrar de vez para o Linux, ainda usando o Kurumin 4.0, ainda que já existisse o 5.0, mas quando saiu o 6.0, migrei para esta versão. Depois que eu comprei o HD novo e mudei quase completamente o esquema de particionamento, instalei o Kurumin 6.1. Posteriormente, instalei a versão 7.0.

Paralelamente ao Kurumin, em épocas diferentes, cheguei a instalar em outras partições que estavam sobrando o Conectiva 10, o Slackware 10.2 e o Debian 3.1, todos eles usados esporadicamente, foram instalados mais com fins de testes.

O Conectiva quase se tornou meu sistema padrão, se não fosse por uma quebra de dependência nos pacotes logo na primeira vez que eu fui atualizar sistema pelo Synaptic, além de, nessa mesma atualização, o ambiente gráfico passou a não mais funcionar. Com preguiça de resolver o problema, desinstalei o bicho.

O Slackware 10.2 foi instalado numa época que já havia a versão 11.0, mas como eu já tinha os CDs daquela versão, instalei ela mesma, mais para testar. Instalei com o XFCE (até então, eu usava apenas o KDE, embora eu tivesse usado uma vez ou outra o Fluxbox, o Afterstep e o Gnome 2.4 (ou 2.6, não me lembro ao certo) para ver como era. O Slackware salvou a minha pele quando o filesystem onde estava instalado o Kurumin deu erro, impedindo a inicialização do sistema. Na inicialização do Slackware, este detectou os erros na partição e os corrigiu. Por ter um sistema de gerenciamento de pacotes precário, não o usei muito.

O Debian 3.1 eu instalei com a intenção de substituir o Kurumin, mas acabou não valendo muito a pena usá-lo no lugar do sistema que eu usava, entretanto, eu acabei conhecendo como era o programa de instalação desta distribuição. Com o lançamento do Debian 4.0, eu o instalei, mas depois, eu decidi que seria melhor manter o Kurumin 7.0, ainda mais que este, após instalado no HD, é basicamente o Debian 4.0 e ter dois Debian 4.0 não teria muita utilidade. Com o passar do tempo, O Kurumin foi ficando cada vez mais sem as personalizações dessa distro (eu fazia minhas próprias personalizações) e ele acabou virando o Debian normal. Quando alguém me perguntava que distribuição eu usava, eu falava: eu uso o Debian 4.0. Apesar de eu ter instalado com o CD do Kurumin 7, aquilo já não era mais Kurumin, mas continuava sendo Debian, com seus pacotes do repositório stable (Etch). Este sistema foi usado até duas semanas atrás, quando passei a usar o Debian 5.0.

Hoje, uso a versão 5.0 do Debian, entretanto, ainda mantenho a versão 4.0 em outra partição em caso de algum problema no novo sistema ou no caso de eu ter que usar algum dos programas que eu pouco uso e que decidi não instalar no Debian Lenny.

Sempre usei o KDE 3.x, mas agora, com o Debian 5.0, passei a usar o GNOME 2.22.3 e estou gostando muito. Este será meu sistema operacional padrão durante um bom tempo.

A instalação do Windows existe até hoje, mas é muito pouco usada e o sistema está bastante lento devido à instalação e remoção de vários programas. Já pensei em reinstalar o XP, mas como eu pouco uso ele e não tenho saco para fazer isso, estou enrolando até agora para reinstalá-lo.

Tenho instalado também o Windows 98 para rodar uns poucos programas Windows que não rodam no XP (três no total) e também para matar a saudade do antigo sistema que eu usava no meu primeiro PC (a história deste ficará para outro post).

Planejei instalar o FreeBSD e o OpenSolaris no meu PC, inclusive criei partições para estes sistemas, mas desisti por preguiça. Hoje em dia, costumo testar novos sistemas por máquina virtual, no VMWare (até o Debian 4.0) e agora no VirtualBox (a partir do Debian 5.0), embora eu não tenha criado nenhuma máquina virtual com este último.

Meu PC já deixou de funcionar quatro vezes, duas por causa de mau contato na nos pentes de memória, uma por causa que a placa de vídeo pifou e outra porque a fonte pifou. Meu monitor, que também tem 5 anos de vida e é o mesmo desde que comprei este PC, já foi para o conserto uma vez, após completar 4 anos de vida. Mouse e teclado já foram substituídos algumas vezes, principalmente mouses (teve uma época que eu usei o sistema sem mouse, apenas com o mouse virtual). As caixas de som são as mesmas, mas estão com problema, entretanto, como eu só uso fone de ouvido, não tem problema das caixas de som estarem com problema.

Apesar do meu PC já ter 5 anos de uso, ele ainda faz tudo o que eu preciso e roda meus programas com uma boa performance. E rodará meus programas por um bom tempo, até quando não der mais e eu tiver que trocar de PC.

Por hoje é só. Em um post futuro, eu contarei a minha história na informática, desde meu primeiro PC até os dias de hoje. Agora, com licença, que eu preciso estudar para obter a certificação SCJP 6.0.