Finalmente consegui a certificação SCJP 6.0!

Enfim, no último dia 15 de Abril, fiz a prova a fim de obter a certificação SCJP 6.0 e passei no exame, com um percentual de acertos de 81% (59 questões respondidas corretamente, das 72 questões da prova).

Meu resultado detalhado foi:

Declarações, Inicialização e Escopo: 91%

Controle de Fluxo: 81%

Conteúdo da API: 80%

Concorrência: 87%

Conceitos OO: 70%

Coleções / Genéricos: 80%

Fundamentos: 81%

Tudo começou há um ano atrás, quando o David Muinos, um dos principais desenvolvedores do Perola (uma ferramenta de persistência de dados), me deu a idéia de eu obter a SCJP. Então, eu procurei saber mais acerca dessa certificação e me informei numa página do site da Sun Microsystems o que era a ditacuja e o que caía na prova. Além disso, perguntei a um ex-colega de faculdade, o Roberto Tengan (que havia obtido a SCJP 5.0 há algum tempo atrás), como ele havia procedido a fim de obter a certificação e ele me respondeu por e-mail, com todos os detalhes.

No site da Sun, eu vi que já havia disponível uma nova versão da SCJP, a 6.0, e resolvi que esta seria a melhor escolha, pois era a versão mais atual, ainda que a prova só estava disponível no idioma inglês (ao contrário da versão 5.0, que estava disponível em português).

Na ância de fazer a prova o mais rápido possível, comprei logo o voucher (cupom que dá direito a fazer qualquer certificação de Java da Sun) por R$330,00 ligando no número 0800 55 78 63, daí a atendente dá as instruções de como proceder (basicamente, ela pergunta o e-mail e o resto é feito tudo por e-mail). Depois que chegou o boleto bancário, paguei-o e então me enviaram um e-mail com o número do voucher.

Eu pretendia fazer a prova em poucos meses, mas devido a meu estágio, esforços para conseguir um emprego e principalmente por causa dos meus estudos para esta certificação, a data da prova foi adiada por vários meses, até que o final do prazo se aproximou, faltando apenas dois meses para terminá-lo (depois do prazo, o voucher expira).

Então, eu decidi por marcar a data exata da prova para o dia 15 de Abril e intensifiquei ainda mais meus estudos, lendo a versão em inglês do famigerado livro da Kathy Sierra e do Bert Bates que eu peguei emprestado. Embora eu não fale inglês, eu consigo ler normalmente textos nesse idioma, inclusive entendendo o que está escrito.

Li o livro inteiro em cerca de três semanas. Era para eu ter terminado a leitura em menos tempo, mas aconteceram uns imprevistos que me desvirtuaram dos meus estudos, incluindo a confecção de um software que minha amiga Mara encomendou (que eu tive que parar o desenvolvimento no meio para poder prosseguir com meus estudos, mas depois da certificação eu consegui terminá-lo). Terminei de ler um dia antes da prova.

No dia seguinte, acordei cedo. Isso não significa que eu dormi o suficiente, uma vez que eu demorei muito a pegar no sono (isso sempre ocorre às vésperas de algo importante, como uma entrevista de emprego). Dormi apenas 3 horas.

A prova havia sido marcada para às 13:15, então eu vi que dava tempo de fazer mais um exame simulado (já havia feito dois, obtendo um bom íncice de acertos).

Mas aí minha mãe, que ia me levar de carro até a Tecnoponta (escola profissionalizante que aplica a prova aqui na Baixada Santista), em Santos, ficou me pressionando para eu ir logo, pois não sabia quanto tempo iria demorar para chegar ao local.

A metade das questões daquele simulado eu respondi de qualquer jeito e correndo, e eu acabei tirando uma nota ruim, errando questões fáceis. Tirei 60% de acertos, 5% abaixo do mínimo necessário para a aprovação. Fiquei um pouco preocupado e um pouco mais nervoso.

Engoli o almoço com medo de me atrasar, ainda mais que minha mãe me pressionava cada vez mais para ir mais rápido, pois segundo ela (que conhece o caminho até Santos e teoricamente sabia quanto tempo demorava a ida até aquela cidade), poderia não dar tempo de chegar no horário marcado. Eu e minha mãe saímos de carro às 10:20 e, antes do meio-dia, chegamos.

Entrei no prédio e subi até o sétimo andar, onde ficava a Tecnoponta, que estava em reforma, com uma sala de aula cheia de bugigangas e um pedreiro lixando e pintando o teto. Lá, me informaram que eu havia chegado cedo demais e que eu tinha que esperar até às 13:15. Minha mãe me apressou tanto para eu ter que esperar no espaço reservado aos alunos no intervalo das aulas (se bem que não tinha ninguém além de mim). Fiquei andando e tomando café expresso de uma máquina que tinha no local.

Chegando a hora marcada, procedi como havia sido informado no e-mail que recebi no dia que marquei a prova pela Internet, no site da Prometric (empresa que aplica a prova, sendo a Tecnoponta um local credenciado por esta), mostrando um documento com foto, no caso, meu RG.

Entretanto, a moça me informou que eu precisava também apresentar o CPF, ainda que não falava nada de CPF no e-mail que eu havia recebido. Naquela hora, fiquei bastante preocupado, uma vez que talvez eu não fizesse a prova por não ter apresentado o CPF. Já preparava meu discurso de que ia processar a Prometric e a Tecnoponta por não ter avisado sobre a necessidade de apresenta o CPF e pelo fato do RG ser suficiente para me identificar, quando me liberaram de apresentar o CPF, para meu alívio.

Então, a moça que havia me pedido o CPF (uma moça bonita, mas que estava com uma cara bastante séria, como se eu tivesse cometido um crime inafiançável) pediu para eu segui-la até o local da prova, que ficava em outro andar, em um “lugar secreto”, onde ficava umas salas de aula onde estava tendo aula de algum curso, com umas alunas muito bonitas, como deu para ver pela janela. Basicamente, o local do exame era outra sala de aula, só que um pouco menor.

Chegando lá, ela me falou como eu devia proceder, inclusive disse para eu não sair do local da prova sem o papel impresso com o resultado do exame e que, em caso de emergência, que era para usar um telefone que estava no canto e ligar para o ramal informado.

E então eu comecei a fazer o exame, que foi aplicada em um computador rodando o software da prova certificatória. No início, havia umas perguntas sobre se eu trabalhava para a Sun ou para a Prometric, se eu permitia que meus dados pessoais fossem usados não sei de que forma pela Sun com fins de não sei o quê, etc, perguntas que, segundo a prova, não contava no resultado do exame. Depois, havia um texto que explicava como interpretar as questões (por exemplo, não interpretar a numeração das linhas como parte do código). A partir desse texto, o cronômetro do tempo de prova começou a ser contado. Na minha opinião, deveriam contar a partir da primeira questão, e não a partir desse texto.

A prova poderia ser feita em, no máximo, três horas e meia, bastante tempo. Fiz a prova com calma (apesar de tudo o que aconteceu, inclusive momentos antes do exame), lendo as questões atenciosamente e só depois respondendo.

Eu esperava que a prova fosse mais difícil, mas no fim, a maioria das questões estava bem fácil, algumas com respostas óbvias, principalmente as de competar os espaços em branco. As questões com mais de uma resposta certa informavam o número de respostas certas que tinha que marcar (diferente das provas simuladas, que falavam para responder todas que se aplicam). E a única questão que eu marquei para revisão foi a questão 46, que era uma sobre qual o conteúdo da String após um monte de operações com StringBuilder.

Com 40 minutos sobrando, terminei a prova e confirmei as respostas (após rever a questão 46, gastando vários minutos nela). Daí, o software da prova certificatória tentou imprimir o resultado na impressora. E advinha o que aconteceu? A impressora deu pau!

Peguei o telefone de emergência e liguei para o ramal que estava escrito na folha de rascunho (que eu usei para calcular o resultado da questão 46 e mais a ordem de um array em outra questão sobre ordenação). Minutos depois, chegou aquela moça bonita que me pediu o CPF e eu expliquei o ocorrido. Ela tentou imprimir uma segunda via, mas a impressora continuou a se negar a funcionar.

Daí ela chamou o técnico que cuida dos equipamentos e, vários minutos depois, ele chegou e tentou descobrir o que havia acontecido. Instantes depois, ele descobriu o problema: a impressora estava desligada. Não só isso: o computador no qual a impressora estava conectada também estava desligado.

Depois de ligar os equipamentos, finalmente o resultado do exame foi impresso. E então, eu soube que eu havia sido aprovado (se bem que eu meio que já sabia durante a prova).

E moça falou para eu voltar ao sétimo andar para lá carimbarem o papel impresso. Entrei no elevador e acabei indo para o andar errado, pois havia me esquecido de apertar o botão 7. Fui parar no térreo. Mas depois eu subi de volta e carimbaram o resultado do exame.

Na volta para casa, minha mãe errou o caminho e o carro acabou preso num congestionamento no centro de São Vicente,, após andar em círculos. Mas depois de bastante tempo, finalmente conseguimos chegar em casa.

Durante o tempo que fiquei esperando, fazendo prova e esperando solucionarem o problema da impressora, minha mãe ficou no carro lendo livro e fazendo as unhas.

E essa foi a conturbada história da minha certificação SCJP 6.0 (história essa com final feliz). Futuramente, penso em fazer as certificações SCWCD, SCBCD, SCDJWS, SCEA e SCJD, não necessariamente nessa ordem, e ainda não escolhi qual eu vou fazer primeiro, mas muito provavelmente irei fazer a SCEA por último.

Por hoje é só! Até o próximo post, que provavelmente deve ser menor do que este!

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