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Minha opinião sobre temas polêmicos, parte 1

Posted in Temas polêmicos on 16/08/2009 by Allan Taborda

Neste post, eu irei postar minha opinião sobre alguns temas polêmicos. Este faz parte de uma série de dois ou mais posts (no mínimo, serão dois) onde exponho as minhas opiniões e, assim como os futuros posts dessa série, estão no formato de perguntas e respostas.

Este primeiro post foi resultado do que eu postei em um tópico do Orkut, na comunidade Odeio Maconha (que já expressa a minha primeira opinião sobre algo polêmico, entretanto, a minha opinião mais completa sobre maconha e sua legalização ficará para um outro post dessa mesma série).

Religião:
Crenças políticas:
Como você vê o governo?
Como você vê os serviços públicos?
Como você vê a educação?
Você é a favor do aborto?
Você é a favor da pena de morte?
Você é a favor dos direitos das minorias em geral (gays, maconheiros, presidiários, negros)?
O que você acha das aplicações dos direitos humanos no Brasil?
O que você acha dos comportamentos e tendencias sociais?

Religião:

Não tenho religião, e creio que elas fazem mais mal do que bem. Se as religiões não existissem, haveria menos gente ignorante no mundo e menos gente teria morrido em massacres e guerras com motivações religiosas. Isso sem contar que religiões são baseadas em crenças, não em fatos cientificamente provados.

Crenças politicas:

Favorável ao atual governo, contrária ao PSDB e ao DEM, mas eu me considero apolítico, pelo fato de não seguir uma ideologia de um partido político específico ou a um grupo deles a risca. Por exemplo, no caso da lei antifumo, o PT foi contra, o PSDB foi a favor. Eu sou a favor também. Em cada projeto de lei, em cada “caso político”, eu tenho a minha opinião própria e não copio a opinião de um partido político.

Às vezes, eu me considero como “semicomunista”, por ser favorável ao comunismo, mas mantendo o direito de propriedade privada e a democracia. Digamos que sou centro-esquerda, mas mais para a esquerda do que para o centro.

Como você vê o governo?

O governo Lula está sendo um bom governo. Ele não é perfeito (nenhum governo será), mas eu considero como um dos melhores (se não o melhor) governo que já existiu.

Como você vê os serviços públicos?

Devido à verba reduzida, principalmente na saúde e na educação, estes estão indo de mal a pior. Para piorar, uma boa parcela dos funcionários públicos, por terem estabilidade no emprego, não estão nem aí se fazem o serviço direito ou não. E não é porque eles ganham pouco não, alguns ganham até bastante, e mesmo se os que ganham pouco ganhassem um salário maior, por ter a maldita estabilidade, eles não estão nem aí e trabalham que nem um nariz.

Na minha opinião, funcionário público é o que menos deveria ter estabilidade no emprego, e o povo é quem deveria avaliar se o serviço está sendo prestado direito ou não, se o povo reclama que determinado funcionário não está trabalhando direito, este funcionário é demitido na semana seguinte e é aberta uma nova vaga para quem quer trabalhar de verdade.

Como você vê a educação?

Deficiente, principalmente no estado de São Paulo, onde existe progressão continuada. Eu, na época que eu estudava, não precisei decorar a tabela periódica ou os afluentes do Rio São Francisco, mas tive que, muitas vezes, copiar longos textos que, no final, não me serviram para nada, a não ser aumentar a quantidade de lixo no Lixão do Sambaiatuba (que hoje está desativado devido à sua saturação) e gastar as minhas canetas.

O modelo educacional, principalmente no estado de São Paulo, precisa ser revisto. Os alunos não são estimulados a pensar, estão condicionados à velha e falha prática de decorar tudo para a prova e depois esquecer.

No terceiro colegial (ou foi no segundo?), na aula de matemática, lembro-me que a professora ensinou uma conta (que eu nem me recordo qual era e não usei até agora para nada no mundo real) e eu havia entendido, mas alguns colegas não, inclusive minha amiga. Era uma conta simples, que usava uma fórmula, mas sua resolução era basicamente usando contas básicas nas quatro operações. Fiquei bobo do povão não entender aquilo. E mesmo eu explicando para minha amiga, ela não entendia (e nem fazia esforço para entender).

Lembro-me de quando a professora de Geografia ditou a prova para os alunos copiarem, mas acabou ditando a prova errada e ditou a da sexta série (estávamos na sétima). O povo começou a reclamar que não sabia nada daquilo e eu mesmo não sabia a resposta para a maioria das perguntas (mas eu me lembro que uma das perguntas era qual era o maior estado brasileiro, que é o Amazonas, mas eu acho que esse tipo de pergunta não acrescenta nenhum conhecimento realmente útil para a vida do discente (ainda mais que, para saber qual é o maior estado, é só olhar no mapa, pegar uma régua e ver qual é o maior). Depois, a professora percebeu o erro e ditou a da sétima série, na qual os alunos sabiam (nem todos, melhor dizendo).

Os alunos devem ser estimulados a raciocinar, não decorar fórmulas prontas e usar só na hora da prova. Os alunos devem ser conscientizados de que devem estudar para aprender e não para simplesmente passar de ano.

Para piorar a situação, no estado de São Paulo, existe a progressão continuada, que desestimula ainda mais o aluno a aprender, visto que ele já sabe que irá passar de ano e que só reprova por faltas. Basta ele responder “presente” que ele já está com meio caminho andado para passar de ano. Meu professor de história da oitava série já disse, em sala de aula: “Vocês vão passar mesmo! Não vou esconder isso de vocês!” E, se ficar de recuperação, é só fazer um trabalhinho de recorte de jornal que já recuperou a nota perdida. E, graças a essa progressão burra, há analfabetos na quinta série nas escolas públicas do estado de São Paulo, sobretudo nas estaduais.

Minha antiga professora Maria Diná contou em sala de aula (não sei em que ano foi) que, na época que ela dava aula para as séries iniciais, havia um aluno no qual ela era professora e que estava na quarta série (ou terceira, não me lembro) e que, em um dado momento, ela descobriu que ele não sabia ler e escrever, ele copiava tudo da lousa como estava e passava de ano copiando tudo. A professora, quando chegou o final do ano letivo, reprovou o aluno, mas antes, tentou ensinar o menino a ler e a escrever, com cartilha e mais não sei mais o quê, em vão. No ano seguinte, ela viu esse mesmo aluno na quinta série (ou quarta, sei la), ou seja, ele passou de ano mesmo assim. Sem saber ler e escrever.

E o pior é que não é só isso: também há o caso onde os professores não estão nem aí para o ensino dos alunos.

Na sexta série, a professora Sílvia (que depois acabou virando diretora de não sei que escola) ensinou uma conta que nunca me serviu para porra nenhuma até hoje: produtos notáveis. Até aí, tirando o fato do bagulho não servir para nada no mundo real, tudo bem, mas ela só jogou aquilo na lousa e tacou exercícios à beça, explicou que nem um nariz e queria que a gente decorasse produtos notáveis do terceiro grau e fizesse vários exercícios com este tipo de cálculo. O cálculo de produtos notáveis de terceiro grau é uma conta enorme. Posteriormente, provavelmente no ano seguinte (agora não me lembro), eu vi num livro uma explicação bem mais simples do que seriam produtos notáveis.

Este episódio se repetiu com relação a sistemas de equações de primeiro e segundo grau com uma e com duas incógnitas e com outras contas. Essa professora era extremamente impopular e vivia ameaçando os alunos de dar “zero de nota no bimestre” e “zero de quinto conceito” (quando o ano letivo estava terminando).

Agora eu pergunto: qual é a vantagem de uma professora ser impopular? Ela e muitos outros professores não estão nem aí para o sistema educacional, estão apenas querendo encostar o burro na sombra com um emprego estável e não se importar com mais nada (e ainda por cima, fazem greve pedindo melhores salários, como se merecessem). É aquilo que eu postei sobre funcionários públicos. Isto também contribui para o sistema educacional estar assim.

Você é a favor do aborto?

Somente nos casos previstos em lei, com exceção de quando a mulher engravida por estupro. Neste caso, o estuprador (ou a família dele, já que estupro dá cadeia) tinha que sustentar a criança como todo pai, pagando pensão, e indenizar a mãe da criança por ela ter engravidado em um momento obviamente não planejado, além de ser preso.

Na minha opinião, não faz sentido abortar um bebê simplesmente porque a mulher foi estuprada. Ela não quis ser estuprada, mas é como se a camisinha furasse numa relação sexual com o marido, caiu gozo na boceta dela e o bagulho fecundou. Agora, vai abortar porque a camisinha furou? É tão sem sentido quanto abortar porque engravidou acidentalmente.

O bebê originado de um estupro nada tem a ver com o crime do estuprador e não merece ser condenado à morte (ainda mais considerando que o estuprador terá uma pena bem mais branda do que a morte). É um ser inocente.

O pior é quando se considera os cruéis métodos utilizados para abortar o bebê. Um dos piores deles é quando o médico abortador suga o feto e o tritura (não necessariamente nesta ordem) como se ele fosse alguma gordura localizada.

O único caso onde o aborto faz algum sentido é quando há risco para a mãe. Qual situação é menos pior, abortar o bebê (um morto) ou morrer a mãe e, por consequência, o bebê (dois mortos)? E teve aquele caso da menina grávida de gêmeos que foi estuprada e os gêmeos não tinham chance de sobreviver. Pior: a gravidez era de altíssimo risco da mãe morrer. Neste caso, qual é menos pior: morrer dois ou morrer três?

Ou seja, sou contra o aborto, exceto no caso acima.

Você é a favor da pena de morte?

Da mesma forma que o assassinato comum é errado, a pena de morte (uma outra modalidade de assassinato) também é. Não se deve punir um crime cometendo outro.

Não só isso: morrendo, o criminoso, na minha opinião, não paga o que devia pelo crime, pois morrer, todo mundo vai, e o que ocorre na pena de morte é o cara não ficar preso e acontecer algo que já ia acontecer de qualquer forma. É melhor a prisão perpétua, na qual ele também morre (de velho), mas passa a vida toda preso, pagando pelo seu crime.

Sem contar que, caso descubram que o condenado não é o culpado, não tem como reverter a morte, uma vez que as esferas do dragão só existem no universo Dragon Ball.

Você é a favor dos direitos das minorias em geral (gays, maconheiros, presidiários, negros)?

Todos deveriam ter exatamente os mesmos direitos, nenhum grupo deveria ter direitos exclusivos.

Aposentado não deveria ter gratuidade no transporte, ele é uma pessoa como qualquer outra, apenas ficou mais velha que as demais, não faz sentido ele não pagar passagem porque o planeta Terra deu 65 voltas em torno do Sol desde que ele nasceu.

Negro não deveria ter cotas nas universidades e nem um outro privilégio só porque é negro, ele é igual ao branco, só muda a quantidade de melanina na pele, algo que não quer dizer nada. E na minha opinião, o negro só não está inserido nas universidades pelo mesmo motivo das mulheres não estarem inseridas no mercado de trabalho na área de desenvolvimento de software, porque possui um preconceito interno de que não vai conseguir.

Muitos podem dizer que o Brasil tem uma dívida histórica com relação aos afrodescendentes, que estes foram escravizados, mas o que os negros de hoje em dia têm a ver com os escravizados do passado (não apenas africanos, mas também índios), sendo que muitos deles nem são afrodescendentes, como a Daiane dos Santos, não qual foi provado que ela, apesar de negra, tem descendência europeia?

Maconheiro é contraventor penal, tem, assim como eu e você que está lendo isso, o dever de cumprir a lei. É como se os ladrões requererem o direito de roubar pessoas.

Presidiário é quem, por determinação judicial, deve ficar afastado da sociedade e, assim, ser privado de alguns dos nossos direitos de quem está do lado de fora dos presídios. Não há nenhuma razão para os presos terem algum direito especial.

Gay é orientação sexual. Os homossexuais, assim como outras minorias e como todo mundo, têm o direito de não serem discriminados e deveriam também terem o de se casarem com quem eles desejarem, mas veja bem, é (ou deveria ser) um direito de todos, não de um grupo específico. Também não há nenhuma razão para os gays terem algum direito especial só porque são gays, como gratuidade no transporte, por exemplo.

O que você acha das aplicações dos direitos humanos no Brasil?

Acho falha, assim como no mundo todo, ainda mais que não há como fiscalizar 100% o que acontece no Brasil e no mundo. Mas convenhamos que, hoje em dia, os direitos humanos são bem mais respeitados do que há décadas e séculos atrás.

O que você acha dos comportamentos e tendências sociais?

Depende muito de que tipo de tendência, em relação ao quê. Há comportamentos e tendências que eu concordo e há comportamentos e tendências que eu discordo. Cada caso é um caso. Mas de um modo geral, acho que o povo deveria pensar baseado mais no racional e menos na cultura popular e em interesses pessoais.

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