Arquivo de janeiro, 2012

Minha opinião sobre a computação em nuvem

Posted in Temas polêmicos on 28/01/2012 by Allan Taborda

No post de hoje (e hoje é aniversário da Sandy), irei falar sobre a computação em nuvem, a chamada Cloud Computing na qual eu citei no post anterior.

Assim como dizem que nós vivemos (ou iremos viver) uma era pós-PC, onde o PC não seria tão importante e futuramente deixaria de existir, sendo substituído pelos dispositivos móveis como tablets e smartphones (e eu falei no post anterior que a tal era pós-PC é uma grande bobagem), muitos da área de informática (e até de fora dela) dizem que o futuro da computação é a Cloud Computing, onde os programas de computador não seriam mais executados no desktop como ocorre hoje, e sim acessados pelo navegador, embutidos em sites, e seriam escritos não mais em C++ ou Delphi, ou outra linguagem de programação para programas de computador tradicionais, e sim em HTML 5 e Javascript, ou em Flash, Adobe Air, Silverlight ou outra plataforma para o desenvolvimento de aplicações de navegador que precisam de plugin para executar a aplicação. Não só isso: os arquivos de computador, que atualmente são salvos no HD, no pendrive ou são gravados em um CD ou DVD, passariam a ser salvos em discos virtuais ou em espaços de armazenagem providos pelos próprios aplicativos da web.

Já existem alguns aplicativos completos que podem ser acessados (gratuitamente ou mediante assinatura do serviço) pelo navegador. Podem ser citados como exemplo o Google Docs, uma suite Office do Google, além do Office 360 da Microsoft, versão para a web da popular suite Office que muita gente usa, seja original ou pirata. Muitos consideram o GMail como um cliente de e-mail completo, uma vez que possui recursos similares a clientes de e-mail como o Outlook ou o Thunderbird, além de permitir que mensagens recebidas em outros serviços de e-mail sejam transferidas para a conta do GMail. Não só existem suites Office e clientes de e-mail, mas também outros tipos de programas, como programas de edição de imagem (há uma versão do Photoshop que pode ser acessada pelo navegador), programas de bate-papo e videoconferência, players de música (alguns permitem ao usuário fazer upload de seus próprios arquivos MP3), jogos (Orkut e Facebook têm um monte) e por aí vai.

O Google chegou a inclusive projetar um sistema operacional próprio para a computação em nuvem, e até pequenos notebooks (chamados de netbooks) com pouco poder de processamento contendo esse sistema operacional (chamado Chrome OS) chegaram a ser produzidos e vendidos. Neste sistema operacional, nenhum programa seria executado localmente, todos os programas seriam acessados pelo navegador, e o espaço em disco local seria bastante limitado, visto que os dados ficariam todos na nuvem. O Chrome OS seria basicamente um sistema operacional usando o kernel Linux com um navegador web embutido e só, com este navegador web integrado ao sistema de modo a facilitar o uso dos aplicativos web.

Dependendo da necessidade, pode até ser que um determinado aplicativo que roda no navegador seja uma opção melhor do que um aplicativo desktop, principalmente quando o usuário precisa abrir arquivos independente de onde esteja. Entretanto, nem sempre os aplicativos na nuvem são a melhor opção. Muitos deles não possuem todos os recursos de aplicações desktop similares, mesmo as gratuitas. Além disso, se a conexão com a Internet zebrar, babau, você fica sem acessar o aplicativo. E se o arquivo no qual estava trabalhando estiver na nuvem, aí é que você se lascou, pois você não poderá editá-lo nem com um aplicativo desktop, a não ser que possua uma cópia offline, que provavelmente estará desatualizada. Sem contar que a performance do aplicativo, independente da velocidade do seu computador ou dispositivo móvel, estará limitada à conexão com a Internet, que no caso dos planos de Internet móvel das operadoras de telefonia celular, é na grande maioria das vezes um horror.

Além de todos esses problemas, existe um outro, que é a questão da privacidade dos dados armazenados na nuvem. Nem sempre é bom confiar em terceiros a armazenagem de dados confidenciais, principalmente considerando que o serviço na nuvem pode ser hackeado e os dados irem parar em mãos erradas.

No conceito de computação em nuvem, não existem apenas “nuvens públicas” (digamos assim), é possível montar uma nuvem particular, onde o usuário ou a empresa ficariam encarregados de montar toda a estrutura de computação em nuvem dependendo da necessidade. Entretanto, o custo de uma nuvem particular geralmente é alto e só no caso de empresas nas quais, após se fazer um estudo de viabilidade, for visto que compensa montar a estrutura e arcar com os custos de manutenção da mesma, é que compensa a criação de uma nuvem privada.

O conceito de computação em nuvem não é tão novo quanto se pensa, ele já existe há décadas, antes mesmo do surgimento da Internet como conhecemos hoje. Antigamente, a computação era baseada em mainframes, grandes computadores que tinham seus programas e arquivos acessados a partir dos chamados terminais burros, que não processavam e nem armazenavam informações, os aplicativos e os dados ficavam todos no mainframe. A computação em nuvem de hoje em dia segue praticamente o mesmo conceito, com os servidores onde as aplicações web são acessadas e onde são salvos os arquivos dos discos virtuais fazendo o papel dos mainframes e os computadores que acessam essas aplicações e discos virtuais fazendo o papel dos terminais burros, e o conceito de terminal burro fica mais evidente quando a aplicação ou o disco virtual é acessado por um netbook, tablet ou smartphone.

Não acho que a computação em nuvem seja uma moda passageira, como foi a moda dos netbooks (nos quais analistas, ou melhor, palpiteiros, já disseram que estes seriam o futuro da computação) e como é atualmente a moda dos tablets, entretanto, como eu já disse, não substituirá a computação desktop tradicional, ambas as computações coexistirão, cada um com seu foco e seu nicho de usuários.

Este post acaba aqui. Até a próximo post, que tem uma grande probabilidade de tratar de algum outro tema polêmico daqueles, assim como este e os dois posts anteriores, já que eu ando bastante polêmico atualmente.

Era pós-PC: realidade ou mito?

Posted in Temas polêmicos on 15/01/2012 by Allan Taborda

No post de hoje, irei falar sobre a tal da era pós-PC que tanto se fala por aí, principalmente em sites relacionados a informática e tecnologia.

Muitos da área de informática (e até de fora dela) consideram que estamos vivendo (ou estamos próximos de viver) uma era pós-PC, onde o computador tradicional estaria sendo substituído por dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Estes acreditam que os tablets, pranchetas eletrônicas como o iPad da Apple e o Samsung Galaxy Tab, juntamente com os smartphones, celulares que rodam aplicações e um sistema operacional como o Android, o iOS e o Windows Phone 7, serão o futuro da computação e que o tradicional desktop de ficar em cima da mesa, bem como os notebooks, cada vez menos seriam relevantes pelo fato de serem dispositivos mais complexos e de dos usuários geralmente usarem funções mais básicas, como acessar a Internet, ouvir música e digitar texto, a ponto de, no futuro, serem considerados como peças de museu. Se fala em, inclusive, armazenar os dados do usuário em algum servidor remoto (em um serviço de armazenagem de dados provido por empresas como o Google ou a Microsoft) e executar as aplicações por meio do navegador web (as aplicações ficariam localizadas em sites da Internet), a chamada computação em nuvem, também conhecida pelo termo Cloud Computing.

Eu acho essa história de era pós-PC uma grande bobagem. Eu ouço essa história de era pós-PC desde antes de eu ter meu primeiro computador, em 2002, na época dos Palms, os ancestrais dos atuais smartphones. Já se falava naquela época que os PCs iriam ser substituídos por dispositivos móveis. E até hoje, milhões de PCs e de notebooks são vendidos no mundo. E não irão deixar de serem vendidos tão cedo.

Além disso, nem tudo o que pode ser feito num PC pode ser feito num celular ou num tablet. E quando dá para fazer, não é tão confortável como se estivesse usando um PC ou notebook. Por exemplo, isto que eu estou fazendo agora, escrever este texto num editor de texto simples (para depois jogar no blog) e ouvir música ao mesmo tempo. Até dá para fazer isso no meu celular, mas além do fato da bateria acabar rapidinho, o teclado do celular é muito desconfortável e, pelo fato das teclas serem muito pequenas, eu vivo esbarrando na tecla do lado e tenho que corrigir o texto, sem contar que a autocorreção do celular às vezes corrige as palavras erroneamente pelo fato de tentar adivinhar o que eu quis dizer. E jogar o texto no blog então? Os textos que eu escrevo não são pequenos não, costumam ser grandes. Seria uma tarefa hercúlea selecionar todo o texto (mesmo textos pequenos já são meio difíceis de serem selecionados, pelo que vi), copiar o texto (nem sei como fazer isso), acessar o WordPress, clicar na página correta e colar o texto. E a bagaça nem tem como dar Alt-Tab, nem pelo teclado virtual.

Isto poderia ser feito num tablet também, mas, pelo fato da tela deste ser o teclado, parte da tela é comida pelo teclado virtual, restando menos espaço na tela para visualizar o texto (isso também ocorre com os celulares, obviamente). Além disso, por esse mesmo fato da tela ser o teclado, fica desconfortável você olhar para o que você está escrevendo e digitar ao mesmo tempo.

Outra coisa que eu costumo fazer no PC é programar, desenvolver softwares. Isso eu não tenho como fazer num celular, nem num tablet. Não existem ferramentas de desenvolvimento para dispositivos móveis. Imagine só, abrir o Eclipse (programa para desenvolvimento de softwares em Java e outras linguagens) no celular. A bateria provavelmente duraria muito pouco, além da hipotética versão do Eclipse para dispositivos móveis ter muito provavelmente menos recursos que a versão desktop. Outra coisa: já perceberam que as aplicações para celulares e tablets não são feitas nos próprios dispositivos, e sim em PCs? Além de tudo isso, pela natureza dos dispositivos móveis terem suas próprias plataformas de desenvolvimento, não é possível desenvolver aplicações em qualquer linguagem, somente algumas em específico.

Alguns podem afirmar que analistas disseram que os PCs iriam dar lugar aos dispositivos móveis. Mas esses palpiteiros profissionais (analista que faz previsões nada mais é do que um palpiteiro profissional) vivem dando palpites furados e errando suas previsões assim como ocorre com uns videntes que fazem previsões para o Ano Novo. Já vi cada previsão maluca que vocês nem vão acreditar, como por exemplo, a de que o Paradox (antigo software de banco de dados, não sei se ainda existe) iria ser o futuro dos bancos de dados para Windows, ou que o Windows Phone 7 irá em alguns anos dominar o mercado de sistemas operacionais para dispositivos móveis (o que é muito provável, ainda mais que outro palpiteiro, quase que simultaneamente a isso ser dito por pelo primeiro palpiteiro, disse que o Windows Phone 7 teria só um pouco mais de mercado do que atualmente tem).

Não sei que ano foi, mas acho que foi uns anos após eu já ter meu primeiro PC, vi uma notícia que o servidor web Apache havia sido portado para o sistema operacional Symbian, usado em smartphones mais antigos (hoje em dia, o Symbian está em vias de ser abandonado pela Nokia, atual proprietária do sistema). Na mesma notícia, foi dito que analistas previam que o futuro dos servidores web seriam os celulares (ou algo assim) e que buscadores como o Google teriam um grande desafio pela frente indexando conteúdo disponibilizado por servidores instalados em celulares que pipocariam na web a todo o instante. Até hoje essa previsão não se concretizou, e pelo jeito, nunca irá se concretizar. Quem aqui instala servidor web no celular? Alguém já viu uma pessoa instalar um servidor web no celular?

Os dispositivos móveis não irão substituir os PCs e notebooks, e sim coexistir com eles. Pode ser que, no futuro, os PCs evoluam para um dispositivo que permita fazer tudo o que se faz num PC e possua vantagens sobre este (ou seja substituído por um dispositivo semelhante). Mas ser substituídos pelos dispositivos móveis, isso certamente não irá ocorrer. Para mim, essa tal geração pós-PC seria, na verdade, uma geração pós-hegemonia do PC, não pós PC. E pode ser até que os tablets saiam de moda e caiam no esquecimento, podendo talvez desaparecer do mercado e/ou serem substituídos por outro badulaque tecnológico da moda (mas não é certo que isso ocorra, pode ser que a moda acabe mas continuem a existir tablets).

Sobre a chamada Cloud Computing, isso poderia ser um tema para um próximo post, mas basicamente, acho que a computação em nuvem também irá coexistir com a computação tradicional, uma vez que nem sempre é desejável manter os dados todos num servidor remoto, além de outras razões que irei explanar num outro post dedicado a este assunto.

É basicamente isso que eu acho dessa papagaiada de pós-PC. O post termina aqui. Até o próximo post, que poderá ser visualizado, assim como este e os demais, em um dispositivo móvel, uma vez que o WordPress possui uma interface própria para estes dispositivos. Só fazer comentários no post é que não é tão confortável, pelo que vi…

Crítica à crítica contra a corrupção

Posted in Temas polêmicos on 02/01/2012 by Allan Taborda

No primeiro post de 2012 deste blog, irei falar sobre uma mensagem compartilhada por alguns dos meus contatos do Facebook há alguns dias atrás, um pouco antes do Natal, uma mensagem na qual eu discordo (irei explicar o porquê). A mensagem, na forma de uma imagem de um palhaço à esquerda e um texto à direita, compartilhada originalmente por um perfil do Facebook intitulado “Campanha rir para não chorar”, dizia o seguinte, com letras maiúsculas e com a última frase em letras verdes: “Se todos brasileiros reagissem contra a corrupção da mesma maneira que se indignaram com o caso da enfermeira que matou o Yorkshire, com certeza teríamos um país muito melhor. Corrupção também mata.”

Em primeiro lugar, essa afirmativa, além de demagogóide, é completamente falsa. Nós não teríamos um país muito melhor, assim como a reação do povo indignado com o caso da mulher que matou o Yorkshire não adiantou nada, pois a mulher recebeu apenas uma multa, além de ter deixado de ser ré primária.

Em segundo lugar, o povo já se indigna com a corrupção, principalmente toda vez que um caso de corrupção pinta nos noticiários (principalmente nos últimos anos, que o partido da situação é repudiado pelos donos dos meios de comunicação, algo que não ocorria na época do FHC, na qual a corrupção também havia, mas os meios de comunicação faziam vista grossa e não noticiavam alguns indícios de irregularidades, pois os governos do PSDB e partidos afins são apoiados pelos donos dos meios de comunicação). Tal indignação por si só não adianta nada.

A segunda afirmação, escrita em letras verdes, também é falsa e demagogóide, pois até hoje, nunca, em nenhum lugar do mundo, foi emitido um atestado de óbito no qual a causa mortis do defunto foi corrupção.

Além do texto demagogóide, a figura do palhaço com cara de bunda à esquerda do texto é igualmente demagogóide. Virou um clichê botar figuras de palhaços e de pessoas com nariz de palhaço em mensagens protestando contra a corrupção, bem como em protestos em geral. Até quando ocorreu o caso do bullying à Geisy Arruda teve uns coiós com nariz de palhaço no campus da Uniban onde ocorreu o bullying, protestando contra sei lá o quê.

Mas então, como ter um país melhor e sem corrupção? Prender os corruptos resolveria o problema? Resposta: descobrir todos os casos de corrupção, abrir processo penal contra todos os corruptos (nas esferas federal, estadual e municipal, no executivo, no legislativo e no judiciário) e condená-los à prisão por um tempo proporcional aos crimes que cometeram seria uma solução eficiente, mas não eficaz, porque político corrupto é igual a site de torrent de conteúdo ilegal, tira-se um do ar e aparecem outros.

A corrupção de alguns políticos (uma minoria deles, que faz um estrago enorme apesar disso) é um mero reflexo da nossa sociedade. O pessoal que é eleito para cargos políticos nada mais é do que pessoas como nós, parte da nossa sociedade que se candidata e é eleita pelo povo para seus respectivos cargos.

Uma boa parcela do povo, sempre que possível, tira vantagem sobre alguém ou outros das mais diversas maneiras. Ao acharem carteiras perdidas, ainda com a identificação dos donos, não as devolvem e se apoderam de seu conteúdo. Ao pegarem emprestado livros, CDs, jogos de XBOX 360, objetos diversos, dão um jeito de não devolverem o artefato em questão. Ao venderem morango na feira, botam adoçante nos morangos a serem servidos aos eventuais trouxas que irão comprar a mercadoria para parecer que o morango é mais docinho a fim dos trouxas adquirirem os morangos pensando que eles são realmente docinhos. Ao venderem carne no açougue, botam carne bonita na vitrine e empurram sebo aos compradores após estes comprarem a carne. Ao fazerem o policiamento nas ruas, aceitam propina (ou até propõem receber propina) de traficantes e outros que estão fazendo algo fora da lei.

Isso ocorre devido a uma pseudocultura que diz que o mundo é dos espertos, a famigerada lei de Gerson, que diz que se deve levar vantagem em tudo, a cultura do “tirei o meu da reta, então foda-se”. O chefe não vai descobrir que eu estou acessando a Internet para fins alheios ao trabalho em pleno horário de expediente? Então que se dane, eu vou acessar! Ninguém tá vigiando os comes e bebes de um coffee-break alheio? Eu vou é encher a pança! Não vai dar em nada se eu empurrar os outros e passar na frente desses outros ao embarcar na estação Sé, na hora do rush? Então dá-lhe cotovelada e empurrão! Não há fiscalização a respeito de jogar lixo nas ruas da cidade? Então tome bituca/papelzinho de bala/casquinha de sorvete/panfleto/outras porcarias no chão, e depois a culpa é do Kassab (substitua o Kassab pelo prefeito da sua cidade, caso não resida na capital paulista) que não limpa os bueiros (que não foi ele que sujou, mas que se dane) e não faz as obras necessárias para conter as enchentes! E por aí vai…

E isso não ocorre apenas no Brasil, o famoso jeitinho brasileiro é, na verdade, jeitinho mundial. Países como Nigéria, Rússia, Índia, Itália e até os Estados Unidos são acometidos pelo jeitinho mundial por parte de seus respectivos povos. E a corrupção política também rola nesses países todos, teve uma vez que deu no Jornal Nacional, há uns anos atrás, a descoberta de um escândalo de corrupção em não sei em que governo no qual descobriram até pagamento de implante de silicone para a namorada do corrupto, tudo com dinheiro público. E a corrupção se estende até para fora da esfera política: um caso vergonhoso de combinação de resultados em competições futebolísticas na Itália em 2006 acabou em pizza (me parece que apenas um time foi rebaixado para a segunda divisão e de resto, ficou por isso mesmo) e há atualmente indícios de corrupção na FIFA.

A solução para o fim da corrupção, ainda que utópica, seria uma reforma da sociedade mundial (ou pelo menos da brasileira, se a intenção é apenas acabar com a corrupção do nosso país), uma mudança de mentalidade partindo de cada um de nós individualmente, com cada um de nós deixando de dar uma de espertos em cima dos outros. Se isso hipoteticamente acontecesse, ainda que os políticos corruptos não fossem presos, os mesmos, com uma mudança em suas mentalidades, deixariam de ser corruptos, devolvendo o que roubaram (caso seja possível) e não praticando mais seus delitos.

Claro que isso é tão fácil de acontecer quanto o Corinthians ganhar duas Libertadores em um mesmo ano e mais fácil ainda do que o Padre Quevedo admitir que o Inri Cristo é a reencarnação de Jesus (e o mesmo brigar com o parapsicólogo dizendo que não é o Jesus reencarnado, e sim um sósia lunático). Ainda assim, convido a você, seja um adepto da lei de Gerson ou não, a refletir acerca dos impactos das pequenas passadas de perna em outros na sociedade em geral. E peço para, se possível, deixar de ser um adepto da lei de Gerson, deixar de se dar bem em cima dos outros de forma desonesta com uma bela duma Troll Face na cara, abandonar a mentalidade de que o mundo é dos espertos. Sempre é tempo de mudar para melhor e deixar de repetir os erros do passado, como eu mesmo fiz e venho fazendo a cada erro que eu percebo que eu cometi. Eu mesmo, há anos atrás, já dei um jeito de passar na frente na fila do correio (e a fila era gerenciada por meio de senhas eletrônicas). Hoje eu sei que isso é ruim para todos que esperam nas filas do correio, até mesmo para mim, já que isto legitima outras pessoas a passarem na minha frente.

Vou encerrando este post com um link que achei na Internet que fala acerca da corrupção em países ricos, mais precisamente nos Estados Unidos, para verem que não é só nos países pobres como o nosso que a corrupção é uma praga. Segue o link:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-corrupcao-nos-estados-unidos

Até o próximo post, que será postado não sei quando!