Arquivo de janeiro, 2013

(insira aqui um tipo de música que você detesta) é música boa!

Posted in Música, Temas polêmicos on 07/01/2013 by Allan Taborda

No primeiro post de 2013, irei falar sobre um assunto muito polêmico: gostos musicais. Nele, tentarei expor meus gostos musicais de uma maneira mais resumida possível. Além disso, provarei (ou tentarei provar) que, na verdade, toda música é boa independente de seu gênero, acreditem se quiser (e a explicação é bem simples).

Meus gostos musicais são muito variados, eu gosto de muitos gêneros musicais diferentes e, dentro de um gênero musical, há músicas que eu curta mais ou curta menos, ou não curta. Mas, para tentar resumir sem deixar nada de fora, acho mais fácil escrever que tipos de música eu não curto (e o restante é o que eu curto, com maior ou menos intensidade). Depois, eu irei escrever o que eu mais curto atualmente e o que eu mais curti há tempos atrás (na verdade, com o passar do tempo e quanto mais novas músicas são lançadas, as músicas que eu curto mais vão mudando, mas sem eu deixar de curtir as que eu curtia mais antes).

As músicas que eu não gosto se resumem a algumas categorias específicas. Observação: não tenho nada contra quem gosta de tais tipos de músicas e nem quem as canta, o meu não gostar é com as músicas em específico. São elas:

1) Músicas demasiadamente repetitivas, como por exemplo, alguns tipos de música eletrônica incluindo (mas não se resumindo a) o funk (o funk é uma música eletrônica, para quem não sabe), onde, tanto nas letras quanto nas batidas musicais, ocorrem exaustivas repetições, uma vez que tal gênero musical é de baixo orçamento e os compositores de funk aparentam não ter muita criatividade para compor o enredo e a melodia das músicas, nessa categoria, incluem-se também músicas com poucos acordes, como Legião Urbana;

2) Músicas com ritmo demasiadamente pesado e/ou com vocais muito gritados, como por exemplo, as tocadas bandas de rock como Metallica, Iron Maiden, Megadeath, bandas punk e similares;

3) Músicas cuja letra não é cantada, e sim falada durante a melodia, como por exemplo, quase a totalidade dos raps existentes, além de alguns funks (e as piores nessa categoria são as mais rápidas, onde o cantor vomita a letra);

4) Músicas cuja letra possui conteúdo reprovável a meu ver, como por exemplo, conteúdo machista, sexista, apologista ao consumo de álcool, maconha e/ou outras drogas, ou que só falem de sexo e/ou putaria;

5) Músicas que só falem de um tema específico, como por exemplo, músicas que só falem de legalização da maconha (tais músicas se encaixariam também na categoria do parágrafo acima), músicas gospel (só falam de religião) e outras;

6) Músicas onde o cantor ou cantora não possui vocação alguma para cantar, nessa categoria, incluem-se (mas não se limitam a) músicas cantadas por muitos cantores de funk, algumas bandas de forró e músicas semelhantes, algumas bandas de rock, etc. Na verdade, essa categoria independe de gênero musical, nela, há geralmente (mas não se limitando a) músicas do ritmo do momento que, pelo fato de ser um gênero de música que está fazendo muito sucesso, pipocam bandas e cantores sem vocação para a música que se aproveitam do sucesso do gênero musical e pegam carona no mesmo a fim de tentar ganhar dinheiro. Essa categoria é um pouco subjetiva, pois um determinado cantor ou cantora, na avaliação de alguns, não tem vocação para cantar, mas para mim ou outras pessoas, tem sim alguma vocação (o que ocorre é que alguns timbres de vozes não agradam a certas pessoas, como o da Joelma da banda Calypso, que, a meu ver, não se encaixa nessa categoria e em nenhuma outra aqui listada, mas há muitos que não curtem a voz dela e a maneira dela cantar);

7) Músicas demasiadamente melancólicas, como (mas não se limitando a) muitos tangos e fados (acredite, a música Everybody Hurts, do REM (e regravada pelo The Corrs), não chega nem perto de tais músicas em nível de melancolia e não se inclui nessa categoria, e muito menos é a música mais melancólica do mundo, como muitos dizem);

8) Músicas demasiadamente bregas, como as do Paulo Sérgio, Amado Batista e semelhantes, muitas delas dos anos 70 (mas há também de outras épocas, e até algumas atuais);

9) Músicas que, por algum motivo em específico, ainda que não se incluam nas categorias acima, eu não curta, são bem raras as músicas inclusas nessa última categoria, e eu não me lembro de nenhuma no momento.

Observação: nas vezes que me referi a funk nos parágrafos acima, me referi ao que atualmente é chamado de funk, que é um ritmo eletrônico brasileiro que se popularizou no início dos anos 2000, principalmente entre o público mais humilde, digamos assim. Na verdade, há várias denominações de funk além dessa, que serão abordadas em um post futuro.

Bom, espero que eu não tenha esquecido nenhuma categoria de música que eu não curta, mas creio que sejam só estas aí, se houver mais alguma, eu edito o post, mas acho que é só isso mesmo.

Então, seu Allan, músicas de Luan Santana, Gustavo Lima, Justin Bieber, Miley Cyrus, KLB e Michel Teló não se incluem em nenhuma das categorias acima, então você curte essas músicas?

Não é que eu curta, de ficar escutando, o que ocorre é que eu não “não curto”, se tiver tocando, não vai ter problema nenhum, digamos que eu curto, mas muito muito muito pouco. Na verdade, Michel Teló eu até curto.

Eu divido as músicas em três categorias principais: A, B e C. Na categoria C, encontram-se as músicas que eu não gosto, que se encaixam em pelo menos uma das subcategorias anteriormente listadas. Na categoria B, encontram-se as tipo a do parágrafo anterior, as músicas que eu não tenho nenhum problema em ouvir, mas não são músicas que eu adore. E na categoria A, são as músicas que eu gosto mesmo.

Vou escrever quais tipos de música eu curto, ou melhor, vou escrever o principal, pois há muita música que eu curto e que se encaixa na categoria A, muita mesmo.

A maioria das músicas que eu curto (mas não todas, obviamente) são cantadas por vozes femininas, muitas delas são músicas do gênero pop, há também músicas mais eletrônicas, rocks moderados, algumas músicas dos anos 80 e 90 (apesar de eu não ser dos anos 80, mas não são todas as dos anos 80 e 90 que eu curto), sambas, pagodes, música baiana, alguns tipos de música sertaneja, músicas de alguns países diferentes, como Alemanha, Rússia, Japão, Itália e outros (uma das últimas descobertas que fiz na Internet foi uma cantora da Eslováquia chamada Petra Kepenova, mas ainda não tive muito tempo de pesquisar mais sobre músicas dela e só ouvi algumas poucas), músicas instrumentais, música clássica, e por aí vai (não acredito que consegui sintetizar tudo o que eu gosto de música em um parágrafo tão curto).

Atualmente, tenho escutado Shakira (estou escrevendo este post ouvindo Shakira), T.a.t.u (apesar da dupla ter se desfeito), Nena (cantora alemã dos anos 80 que canta até hoje, e curto tanto músicas antigas dela quanto novas), Kim Wilde (idem à Nena, apesar da Kim ser inglesa), Ace Of Base (desde o primeiro CD, de 1993, até o último, lançado em 2010, com uma nova formação da banda), The Corrs, Adele, Heart (uma banda de rock formada por garotas), etc. Mas as músicas que eu mais escuto variam de tempos em tempos, e já escutei bastante (ainda escuto, mas com uma frequência um pouco menor, mas pode ser que eu volte a escutar mais vezes, dependendo das minhas vontades musicais) Celine Dion, Avril Lavigne, Kyle Minogue, Kid Abelha, Gwen Stefani, Madonna, Michael Jackson, Sandy e Junior (principalmente na época do auge da dupla, bons tempos eram aqueles), uns pagodes, etc.

Por último, eu irei explicar o porque de todas as músicas existentes serem boas músicas, inclusive as listadas dentre as categorias de músicas que eu não gosto nos parágrafos numerados acima e inclusive as que você, leitor, não gosta. Pode parecer ilógico, mas é a mais pura verdade, acredite se quiser.

Na verdade, a explicação é bastante simples: para cada música, há alguém que goste, toda música tem seu público, toda música há alguém que a classifique na categoria A (supondo que todo mundo fizesse esse mesmo sistema de classificação de músicas que eu). Ou seja, toda música é boa para alguém. Você, ou eu, ou outra pessoa pode não gostar de tal música, mas há alguém que goste da mesma, há alguém que ache a música boa.

Mas, seu Allan, não tem como funk ser uma música boa, esse tipo de música é muito ruim! Ou melhor, funk nem é música, é barulho! Você mesmo escreveu que não gosta dessa porcaria! Como funk pode ser uma música boa?

Quando a gente não gosta de uma determinada música, o problema não está na música, está na gente que não gostou da música. E se a música fosse mesmo ruim, por que há gente que gosta da mesma? Outra coisa: da mesma forma que há quem goste das músicas que você não gosta, há também quem não goste das músicas que você gosta. Se for pensar da forma como está no parágrafo acima, tanto eu quanto você escutamos música ruim, já que há alguém que pensa a mesma coisa acerca das músicas que gostamos.

Espero que tenham gostado do post (se não gostaram, o problema não está no post, está em vocês que não gostaram do mesmo, visto há quem goste), e caso discordem de algo, ou mesmo caso não discordem, ou caso desejem perguntar se eu curto um tipo de música em específico (ou outro tipo de pergunta), escrevam suas considerações na seção de comentários.