Arquivo para novembro, 2013

Allan encontra Lena Katina (e vai ao show da mesma)

Posted in História, Música on 25/11/2013 by Allan Taborda

Após mais de cinco meses sem nenhum assunto interessante para postar, hoje relatarei o meu encontro com a cantora russa Lena Katina, ex-integrante da dupla t.A.T.u. (ou não tão ex-integrante assim, visto que ela ainda faz alguns shows com a Yulia Volkova, a outra integrante da dupla), em um jantar no hotel onde a mesma se hospedou, bem como o show feito por ela no feriado da proclamação da república.

Tudo começou no final do mês de Julho, quando teve início o financiamento coletivo de um show da Lena Katina em São Paulo no Queremos, um site de financiamentos coletivos de shows musicais. O site funciona da seguinte maneira: um determinado show musical é agendado para uma data futura, mas não é confirmado de imediato seu acontecimento. Para que um show seja confirmado, um determinado número de cotas pré-estabelecido precisa ser vendido e, somente após esse número de cotas ser completamente vendido, o show é confirmado e acontece na data marcada, caso contrário, é cancelado e o dinheiro arrecadado é devolvido.

Cada cota vendida, geralmente, dá direito a um ingresso e, dependendo do show, caso o “empolgado” (como é chamado quem compra cotas no site Queremos) compre duas ou mais cotas, este tem direto a algum benefício pré-estabelecido referente ao show, como conhecer o artista pessoalmente. Pelo mesmo site, é possível pedir um show de um determinado artista ou banda em uma determinada cidade, o que dá a ideia acerca da demanda de um show de algum artista ou banda em uma determinada cidade.

Para o show da Lena, agendado para o dia 15 de Novembro, eram necessárias 400 cotas a serem vendidas, cada uma a 70 reais, e caso o “empolgado” comprasse duas cotas, poderia conhecer a cantora pessoalmente, tirar foto com ela, obter um autógrafo dela e falar alguma coisa rápida com a mesma, e tal encontro era chamado de “meet & greet” (algo como “encontre e cumprimente”).

O prazo para o financiamento coletivo encerrar era de 20 dias, entretanto, as vendas não estavam alavancando e, após 10 dias do início do prazo, cerca de 100 cotas haviam sido vendidas apenas. A fim de alavancar a venda de cotas, a organização do show lançou uma promoção: os primeiros cinco “empolgados” que comprassem 10 cotas ganhavam um jantar exclusivo com a Lena Katina, realizado um dia antes do show, no dia 14.

Após ficar sabendo acerca do financiamento coletivo do show da Lena e da promoção do jantar com a mesma, eu, que sou muito fã do t.A.T.u. e consequentemente da Lena, após pensar durante alguns dias e vendo que eu tinha um dinheiro guardado, comprei as 10 cotas, (comprei primeiro 4, e depois que a fatura do cartão de crédito fechou e a mesma foi paga, mais 6, uma vez que meu limite não é muito alto). Além de mim, uma moça chamada Thamiris também comprou 10 cotas. Mais ninguém comprou as 10 cotas além de nós dois.

De maneira dramática, as cotas foram sendo vendidas, e alguns patrocinadores compraram algumas cotas e estamparam seus logotipos no mosaico de cotas da página do site Queremos referente ao show da Lena Katina. Faltando menos de dois dias, todas as 400 cotas foram vendidas e o show foi confirmado. Fiquei extremamente feliz com a confirmação do show e vibrei muito, pois iria ver uma das minhas cantoras favoritas pessoalmente e iria ainda jantar com a mesma.

Algum tempo depois, quando a minha mãe veio me visitar aqui em São Paulo, eu contei para ela acerca do show da Lena Katina, que eu ia no show, e também sobre o jantar que eu ia ter com ela um dia antes do show. Minha mãe detestou a ideia e disse para eu não ir no show, pois lá ia ter um monte de usuários de drogas fazendo uso das mesmas e poderia ser perigoso andar à noite, além de eu acabar ficando no meio da multidão. Eu respondi que não ia acontecer nada disso e que não ia ter tanta gente no show (e de fato não teve, se comparar o show da Lena com outros de maior tamanho, que ocorrem em casas de shows maiores do que o Hangar 110, que é uma casa de shows relativamente pequena, onde geralmente são realizados shows de bandas de rock alternativas).

O tempo passou e eis que chegou o dia do jantar com a Lena Katina. Dias antes, perguntei aos organizadores do evento onde e que horas iria ser o jantar, e me responderam que iria ser no hotel onde a Lena estava hospedada (me deram o endereço do hotel), às 21 horas (no dia, alteraram o horário para as 19 horas, o que foi até bom, pois eu não iria mais precisar forrar o estômago com alguma coisa para não ficar azul de fome até lá e nem precisaria matar o tempo em algum outro lugar).

Saí do serviço morrendo de ansiedade, peguei o metrô e fui até o hotel onde a Lena estava hospedada, a 10 minutos a pé da estação Trianon-Masp. Chegando lá, perguntei sobre o jantar e me pediram para aguardar num sofá que havia na recepção do hotel, pois eu havia chegado com uns minutos de antecedência. No sofá, estavam sentados uns repórteres da MTV que vieram para entrevistar a cantora russa.

Acabei puxando assunto com o pessoal (nem sabia que eram da MTV, depois que eles me falaram), a repórter (Talita Alves, do programa Coletivation, e que também é cantora) disse que ia entrevistar ela e tal, e depois de uns minutos, um rapaz chamado Jonathan (conhecido como Johnny, que era um dos organizadores do jantar e também fã da Lena) me chamou e me levou até o restaurante do hotel. Vieram junto comigo, além do Johnny, a Thamiris e a equipe da MTV.

Eu, o Johnny e a Thamiris nos acomodamos em uma mesa que acabou não sendo a mesa onde ocorreu o jantar, ficamos lá mais para esperar a Lena chegar. Aguardamos um pouco e então chegou a Lena. Eu estava muito ansioso desde que saí do serviço, e até aquele momento eu estava bem ansioso, mas como a Lena foi chegando “aos poucos”, consegui controlar a ansiedade. Primeiro avistei-a de longe enquanto ela falava com não sei quem, posteriormente ela caminhou até o fundo do restaurante, onde concedeu a entrevista à equipe da MTV. No caminho, a Lena me cumprimentou dizendo “Hi”, eu respondi “priviet”, (“olá” em russo), e ela respondeu de volta “priviet” e pegou na minha mão.

Durante a entrevista com a MTV, eu, que tinha levado uma câmera fotográfica digital, tirei uma foto de longe da Lena Katina sendo entrevistada, aí o Johnny me chamou atenção, pois fotos com flash poderiam prejudicar a entrevista. Depois chegou a equipe da Rede TV! que também entrevistou a Lena, em um local ligeiramente diferente.

Durante a entrevista com a Rede TV!, falei um pouco com o Sven Martin (o músico que trabalha com a Lena e que também veio para o jantar) arriscando algumas palavras em inglês (basicamente me apresentei e disse que eu trabalhava como programador), e depois tirei uma foto ao lado dele. Aproveitei e tirei também uma foto com a Talita Alves da MTV. Ambas as fotos foram tiradas com a minha câmera digital. Também saí de papagaio de pirata na foto de não sei quem. Nesse meio tempo, um dos garçons do local me perguntou quem era a moça que estava sendo entrevistada e eu respondi a ele que era a Lena Katina, fazendo uma breve explicação da carreira da cantora.

Depois das entrevistas, aí sim, fomos jantar, numa outra mesa, mais no interior do restaurante. A Lena sentou-se na ponta da mesa, o Sven se sentou à esquerda da Lena, o Johnny se sentou á direita, a Thamiris se sentou ao lado do Sven e eu me sentei ao lado do Johnny.

Aí eu me apresentei à Lena, disse “Menya Zovut Allan Taborda dos Santos” (“Meu nome é Allan Taborda dos Santos” em russo) e ela me respondeu “Prazer em conhecê-lo” em russo, que agora não me lembro as palavras dela, pois não aprendi a falar “Prazer em conhecê-lo” em russo, visto que eu estou no começo do aprendizado do idioma, aí o Johnny teve que traduzir para mim a partir da tradução da Lena para o inglês.

Aí a gente ficou conversando, mas a Lena falava mais do que o resto, até porque ela tinha mais assuntos. Me lembro que conversamos sobre a cidade de São Paulo, os lugares que tinham aqui, eu falei que eu estava gostando muito de morar aqui, eu comentei que eu morei na maior parte da minha vida em Praia Grande e antes eu morei em Curitiba, depois ela falou sobre a Rússia, falou sobre a KGB (acho que era sobre um livro que ela leu, que na KGB ninguém confiava em ninguém e mais não sei o quê), sobre a vida pessoal dela e do Sven, falamos sobre a comida também, além de outros assuntos, em mais ou menos umas duas horas de jantar.

Eu era o único que não sabia falar inglês, apesar de saber mais ou menos ler e escrever nesse idioma, mas eu entendia algumas coisas que eles conversavam. Outras eu pedia para o Johnny traduzir e, quando eu falava algo, o Johnny traduzia para o inglês. Não falei muito com ela, mas eu falei o mesmo que eu costumo falar quando eu converso com outras pessoas.

Na mesa ao lado, estava o ator Oscar Magrini e mais umas pessoas que o acompanhavam, todavia não chegamos a falar com ele, mas comentamos com a Lena sobre o ator.

Jantei uma carne enorme com uma batata recheada com queijo dentro e uns tomates com um outro queijo em cima. A Lena pediu a mesma coisa, a Thamires também, e o Johnny pediu um negócio que eu não entendi bem o que era, só sei que tinha alface. Era alface com umas tiras de não sei o que em cima. não me lembro o que o Sven pediu (acho que eu nem vi o que ele pediu). Para beber, pedi uma água de coco de caixinha (me embananei todo para abrir o bagulho), a Lena pediu chá, a Thamiris pediu suco, o Sven uma bebida aparentemente alcoólica que eu não sei qual era e o Johnny pediu guaraná.

As bebidas chegaram primeiro que as comidas, aí, quando eu consegui abrir a água de coco, eu ofereci à Lena, entretanto, ela entendeu que eu tinha proposto um brinde. Aí fizemos tintim, mas a bebida da Thamiris ainda não tinha chegado e o Sven deu um pouco da bebida dele para ela, aí ela acabou tomando duas bebidas.

Depois do prato principal (no qual após eu terminar de comer, eu disse ao garçom, no momento que este recolheu o prato, que o jantar estava ótimo), veio a sobremesa, que era sorvete. Tinha três opções de sabor, todo mundo (menos o Johnny, que me parece que não pediu sorvete) escolheu o de jabuticaba (não me lembro quais eram os outros sabores), que inclusive era rosa (nem sabia que sorvete de jabuticaba era dessa cor). Acho que foi o melhor sorvete que eu já tomei na vida. E ainda a porção de sorvete era generosa.

Sobre o cardápio, o mesmo não era muito vasto, mas havia opções boas de jantar e de bebidas. Apesar do custo do jantar já estar incluído no valor das 10 cotas que eu comprei (ou seja, não precisei pagar a consumação), no cardápio, constava o valor de cada pedido. O prato que eu pedi estava saindo 54 reais mais ou menos, e a água de coco uns 8 reais. O sorvete eu não vi o preço, pois o garçom ofereceu os sabores sem mostrar o cardápio.

Terminado o sorvete, foi a hora de tirar fotos. Com a minha câmera, foi tirada uma foto comigo entre a Lena e o Sven e uma com a Lena e comigo do lado (eu já tinha tirado uma ao lado do Sven). Também foi tirada uma da mesa com todo mundo em seus respectivos lugares. Ou melhor, duas da mesa, uma com a minha câmera e outra com o celular do Johnny, celular este que tirou outras fotos, como a com a Lena, a Thamiris e o Sven.

Nessa hora, também foram dados autógrafos. A Lena me deu um autógrafo em um papel que eu tinha levado (e o Sven também, embaixo do da Lena). A Thamiris levou um CD do t.A.T.u., acho que era a edição de aniversário de 10 anos do primeiro álbum da dupla.

Após terminado o jantar, foi todo mundo (inclusive a Lena) para a porta do hotel onde ficamos conversando mais um pouco. Alguns (inclusive a Lena) acenderam cigarros, entretanto, a cantora disse que pretendia parar de fumar para preparar o corpo para a maternidade, pois estava pensando em ter um filho. Ela também comentou que estava meio frio, então eu comentei que há pouco tempo atrás havia feito 33 graus na capital paulista. Falamos também outras coisas além disso.

Por fim, nos despedimos. Cumprimentei todo mundo, inclusive a Lena, que me abraçou e então eu beijei o rosto da cantora. Então fomos embora e a Lena e o Sven entraram novamente no hotel. Retornei para casa feliz da vida.

Na volta, voltei de metrô e a linha vermelha deu problema e fiquei esperando vários minutos pelo trem chegar. Aí lotou a composição, e o pior é que tinha um monte de torcedor do Santos comemorando a vitória do time naquele dia, aí o pessoal meio que ficou cantando dentro do trem.

Após terem sido feitas todas as fotos, eu removi o cartão de memória da câmera e guardei por precaução, para o caso de roubarem a câmera no caminho de volta, não perder as fotos que tirei. Aí, chegando na estação próxima ao local onde moro, me certifiquei se o cartão de memória com as fotos estava no meu bolso, aí eu vi que não estava. Procurei na minha bolsa e não achei. Já começando a achar que eu tinha perdido as fotos, procurei no compartimento da bolsa onde eu havia guardado a câmera e lá estava o cartão. Na pressa de remover o cartão, acabei por guardá-lo junto à câmera. Aliviado, pus o cartão de memória no bolso e caminhei até o local onde moro, e tão logo eu cheguei, publiquei as fotos no meu Facebook.

Como eu disse anteriormente, cada cota do financiamento coletivo do Queremos comprada dá direito a um ingresso. Como eu comprei 10 cotas mais por causa do jantar, então eu fiquei com 9 ingressos sobrando. Sem saber o que fazer com tanto ingresso, ainda no dia 14 resolvi postar no evento do Facebook relativo ao show da Lena Katina que eu tinha ingressos sobrando. Alguns me contataram e combinamos de nos encontrar próximos ao Hangar 110, casa de shows onde ocorreu o show e o meet & greet.

No início, antes de vir para o show, eu pensava em vender os ingressos, posteriormente eu passei a cobrar apenas pelos ingressos com direito a meet & greet o mesmo valor que eu paguei e os demais eu daria em troca de uma gratificação não obrigatória qualquer, mas eu acabei dando todos e recebendo algumas gratificações.

No dia seguinte, 15 de Novembro, foi o dia do show, que estava marcado para às 19 horas. O período do meet & greet foi das 14 às 17 horas. Eu estava me programando para chegar lá às 14 horas, mas me atrasei um pouco por causa do almoço e também devido a eu ter me embananado para chegar ao local do show, partindo da estação Armênia do metrô, pois não sabia por qual saída da estação eu deveria sair.

Chegando lá, havia uma fila um pouco grande, mas não de virar o quarteirão, que era a fila para o meet & greet com a Lena. Informei-me como eu devera fazer para retirar meus ingressos, uma vez que quem comprou as cotas no site Queremos deve retirá-los no dia e local do show, e então me informaram que a fila dos ingressos era a mesma da do meet & greet e que a pessoa já pegava o ingresso e já entrava para ver Lena.

Após ir para o fim da fila, contatei as pessoas que combinaram comigo de pegar ingressos por meio de torpedos SMS, a maioria já estava na fila e um estava do meu lado. Uma perguntou por SMS como eu estava e eu respondi que estava bem e que estava no fim da fila, aí ela enviou outro SMS dizendo que tinha perguntado como eu estava vestido e depois eu respondi que estava de camisa regata azul. Aí eu me encontrei com o pessoal, incluindo uma adolescente de 17 anos conhecida como Jenny (que até tinha ingresso para ela, mas ela ia pegar para uma amiga dela que não pôde comprar), que me acompanhou até o fim do show e ainda tiramos fotos juntos posteriormente. Junto com a Jenny, viram alguns amigos dela também.

Depois de um tempo na fila e tomando uma boa quantidade de sol que me deixou um pouco queimado, chegou a hora de eu pegar os meus ingressos e eu os peguei, mas deixei a Jenny passar na minha frente, mas teve um problema com o ingresso que ela ia pegar porque ela comprou o ingresso dela de segunda mão de uma outra pessoa e para pegar o mesmo, tinha que ser a pessoa que comprou originalmente o ingresso, aí eu peguei os meus ingressos, mas não fui direto para o meet & greet (tinha essa opção, mas aí, para ir ver a Lena novamente, tinha que pegar a fila novamente). Algum tempo depois, chegou a pessoa que vendeu os ingressos à Jenny e nesse meio tempo, eu passei para frente alguns dos ingressos para alguns que haviam combinado comigo de pegá-los.

Quando a gente voltou para a fila, ela já não estava tão grande e não precisamos esperar tanto para nos encontrarmos com a Lena Katina no meet & greet. Novamente, deixei a Jenny ir na frente, aí o rapaz da bilheteria carimbou nossos ingressos e fomos ver a Lena. A organização do evento liberava a entrada de um grupo de três ou quatro pessoas por vez (acredito eu), mas cada pessoa era atendida individualmente pela cantora, que autografava algo levado pelo fã e tirava uma foto com o mesmo (ou melhor, quem tirava a foto do fã e da Lena era uma fotógrafa que havia lá, parece que era a Patrícia Devoraes). Na entrada, uma moça que fazia parte da organização relembrava que não era permitido gritar, abraçar, beijar, agarrar ou puxar a Lena, caso contrário, o infrator seria posto para fora sem direito a retorno.

Enquanto a Lena atendia uma outra pessoa, eu dei um “oi” para Sven Martin (que estava acompanhando o evento) e falei para a Jenny que aquele era o Sven, o músico da Lena. Mas a menina parecia que estava hipnotizada e só olhava atônita para a cantora, como se não acreditasse no que via e eu acho que nem escutou o que eu falei. Ela levou umas fotos da Lena para serem autografadas, falou algo com ela e tiraram uma foto juntas. Chegando a minha vez, a Lena me reconheceu do jantar. Como eu já tinha pedido autógrafo no jantar, eu não trouxe nada para ser autografado, então ela pegou os ingressos que eu estava segurando e autografou todos. Não me lembro o que eu falei para a Lena naquele momento. Tiramos a foto e saí (o meet & greet foi rápido, cerca de um minuto), me encontrando novamente com a Jenny do lado de fora.

Depois, eu, a Jenny mais uns amigos dela fomos ao shopping D, que fica próximo do local. Ficamos um tempo lá, conversamos um pouco (falei bem pouco, menos do que no jantar), o pessoal comprou algumas coisas para comer e beber (eu não comprei nada por não estar com fome naquele momento), compraram mais não sei o que, e lá para umas 18 horas retornamos ao Hangar 110, onde fomos para a fila para entrar no show, de tamanho semelhante à fila anterior, e onde me livrei dos demais ingressos que eu ainda tinha comigo.

Um pouco tempo depois que a gente chegou na fila, flagramos a Lena Katina saindo da casa de shows pela porta da frente e entrando num carro. O carro deve ter levado-a de volta ao hotel para a cantora se arrumar para o show.

Apesar de no ingresso constar que a abertura da casa era às 19 horas e que o início do show era às 20 horas e 30 minutos, a casa abriu quase umas 20 horas. Um pouco antes, tirei algumas fotos com o pessoal (foi aí que eu percebi que a câmera digital que eu havia levado estava sem cartão de memória, pois quando eu removi o cartão no dia do jantar, eu acabei o substituindo por um adaptador microSD vazio, mas eu acabei usando o celular para fazer as fotos), além disso, fiquei com fome (eu estava sem comer a algum tempo) e comprei um cachorro quente de um vendedor que lá havia.

Na entrada, dois seguranças, um homem e uma mulher, revistavam todos os que entravam, com o homem revistando o homens e a mulher revistando as mulheres. Na hora de me revistar, o homem achou que meu celular fosse algo estranho e me pediu para mostrar o mesmo, apesar disso, não pediu para ver a câmera digital que estava no outro bolso, ele viu também o meu RG e depois me liberou para entrar. No caso da Jenny, demorou um pouco mais para ela entrar, pois ela estava com uma bolsa, aí tinha um suco que ela trouxe e não podia trazer nada de fora para consumir e ela teve que beber o bagulho antes de entrar no local, então eu fiquei esperando a Jenny enquanto a música eletrônica de antes do show tocava. Algum tempo depois, ela entrou e ficamos mais ou menos próximos do palco onde a Lena posteriormente se apresentou.

O interior do lugar não era muito grande (como acredito que devem ser outras casas de show), mas era suficientemente grande para acomodar as pessoas que ali estavam. Basicamente era uma pista onde todo mundo ficava em pé com um palco no fundo e uma área onde era possível comprar bebidas (mais detalhes nas fotos ao fim deste post).

O início do show demorou a ocorrer e se deu mais de uma hora e meia depois de entrarmos na casa de shows (acho que o relógio do Hangar 110 no qual se basearam os horários estava errado). Em alguns momentos, parecia que o show ia começar, mas não começava e outra música eletrônica tocava. Nesse meio tempo, deu tempo da Jenny ir comprar algo para beber e ir ao banheiro. Também nesse meio tempo, a produção do evento ajustou algumas coisas, como câmeras e uma bandeira do Brasil na parte de cima do lugar, que era restrita ao público. Nessa parte de cima com acesso restrito, a Lena Katina foi vista andando de um lado a outro, apesar de que a grande maioria dos que lá estavam não viram (e nem eu vi, fiquei sabendo por uma amiga da Jenny).

Depois de muita demora e do povo começar a pedir o início do show, gritando “Lena! Lena! Lena! Lena!”, eis que as cortinas do palco se abrem e o show começa com a Lena Katina, agora com cabelos mais loiros, cantando uma versão remix de Never Forget You (remix até pelo fato da Lena não estar com a banda completa, com apenas o Sven tocando).

A partir daí, ninguém ficou parado durante mais ou menos uma hora de show, onde a Lena Katina cantou suas músicas de sua carreira solo e alguns sucessos do t.A.T.u., com destaques para All The Things She Said (onde em um determinado momento da música, vários casais homossexuais que ali estavam se beijaram), Polchasa (versão em russo de 30 Minutes, inclusive o povo pediu para a Lena cantar uma música em russo) e Lift Me Up (onde vários balões vermelhos e brancos surgiram, uma ideia da equipe da casa de shows).

Ao final do show, eu e o grupo da Jenny ficamos mais um pouco no local e, depois das 23 horas, me despedi do pessoal e saí do Hangar 110 (tive que ir embora até porque eu tinha que pegar metrô e o mesmo fecha meia-noite). Nesse meio tempo, minha mãe me ligou para saber se estava tudo bem comigo. Na saída do estabelecimento, perguntei a uma moça que ali se encontrava e que se chamava Bianca o caminho até a estação Armênia do metrô e, para a minha surpresa, ela me informou que o caminho era uma linha reta (se eu soubesse disso antes, eu não teria me embananado tanto para chegar ao local). Reparei que ela pensou que eu fosse de outro país, provavelmente pela minha fala peculiar de Asperger. Agradeci a informação e fui embora, pegando um metrô tranquilo. A Jenny e seus amigos ficaram mais tempo e conseguiram ver a Lena novamente, saindo da casa de shows, e voltaram para casa de madrugada.

No dia seguinte, fiquei num estado que eu não sei descrever direito, seria tipo meio cansado, uma espécie de ressaca (embora eu não tenha bebido), sei lá, provavelmente devido a eu ter tido uma interação social intensa na qual eu não estou acostumado. Nesse mesmo dia, a Lena e o Sven participaram de um “meeting”, um evento de duas horas mais ou menos onde fãs faziam perguntas a ambos, evento este que eu não participei, pois custava 250 reais e eu já estava satisfeito em ter jantado com a Lena.

E acaba aqui o meu relato acerca da vinda da Lena Katina ao Brasil. Abaixo, seguem as fotos que eu tirei do jantar e do show:

SAM_0333

Aqui, um vídeo do show completo feito por uma outra pessoa (acho que foi feito pela organização do show, mas não tenho certeza):

Pesquisando no Youtube por “Lena Hangar 110”, há outros vídeos do show além deste.

Então é isso, pessoal, até o próximo post, que será feito quando eu tiver um assunto relevante no qual eu queira relatar neste blog.

Bônus: O vídeo a seguir não é de minha autoria, é de uma adolescente que inclusive eu vi na fila do meet & greet e no show chamada Myrella, é um vídeo feito um tempo antes do show e que eu quase chorei vendo o mesmo, e acredito que a autora do vídeo não vá se importar se eu divulgá-lo aqui: