Investindo no Tesouro Direto

Muita gente costuma juntar dinheiro para uma finalidade específica, como comprar um imóvel ou um carro, cursar uma faculdade (ou pagar a de algum filho que futuramente venha a cursar alguma) ou mesmo para garantir uma aposentadoria confortável sem depender do governo (ou complementar a que futuramente possa receber). Entretanto, dessa gente, muitos não sabem qual a melhor forma de fazer suas economias e acabam por guardar o dinheiro na poupança ou, no caso das economias serem para uma futura aposentadoria, em planos de aposentadoria privada com taxas de carregamento, saque e manutenção sinistras, corroendo parte de tais economias. Mas há uma forma segura e de melhor rentabilidade do que a poupança e tais aposentadorias privadas, que é o Tesouro Direto.

Investir no Tesouro Direto significa emprestar dinheiro ao governo com juros determinados no momento do empréstimo pelo mesmo, com tais empréstimos sendo representados por títulos da dívida pública. O pagamento de tais títulos é sempre honrado pelo Tesouro Nacional, e o não pagamento dos mesmos acarretaria em um pandemônio econômico, com muitos bancos quebrando (visto que boa parte dos ativos dos mesmos está investida em títulos do Tesouro Nacional) e desemprego disparando a níveis nunca antes vistos, além do país falindo, em uma situação econômica muito pior do que qualquer época que o país tenha vivido, pior até do que a atual situação econômica da Venezuela. Ou seja, o Tesouro Direto é um investimento muito seguro, mais até do que as cadernetas de poupança e outras aplicações financeiras.

Para investir no Tesouro Direto, é necessário ter uma conta em um agente de custódia, que nada mais é do que um banco ou uma corretora habilitados para operar na plataforma do Tesouro Direto, que é provida pela B3, antiga BM&FBovespa, que é a bolsa de valores, mercadorias e futuros de São Paulo, que possui parceria com o Tesouro Nacional. Alguns bancos que são agentes de custódia são o Itaú, a Caixa Econômica Federal, o Banco Inter e o BTG Pactual. Dentre as corretoras que permitem aplicações no Tesouro Direto, temos, dentre outras, a Rico, a XP Investimentos, a Clear Corretora e a Easynvest. A lista completa de instituições financeiras (bancos e corretoras) que permitem fazer investimentos no Tesouro Direto pode ser acessada pelo link abaixo:

http://www.tesouro.gov.br/web/stn/tesouro-direto-instituicoes-financeiras-habilitadas

A diferença entre bancos e corretoras seria basicamente os serviços oferecidos pelas instituições, com bancos geralmente tendo serviços como conta corrente, empréstimos, cartão de crédito, CDBs, LCIs e LCAs do próprio banco e outros, e corretoras funcionando como plataformas com diversas opções de investimentos, inclusive servindo de intermediárias para o investimento em CDBs, LCIs e LCAs de diversos bancos, alguns deles pouco conhecidos.

Alguns bancos e corretoras cobram taxas, geralmente ao ano, pelos investimentos feitos no Tesouro Direto, mas a maioria não cobra qualquer taxa. Em relação às instituições financeiras citadas, o Itaú e a Caixa Econômica Federal cobram taxas pelos investimentos, e é necessário uma conta corrente de pessoa física nessas instituições para investir no Tesouro (conta poupança e conta corrente de pessoa jurídica não servem), por isso, eu não recomendo investir a partir desses bancos. Independente do banco ou da corretora, a B3 cobra uma taxa de 0,3% ao ano sobre o valor investido, cobrada em janeiro, julho ou quando o título é resgatado, o que ocorrer primeiro, e a taxa é cobrada pelo tempo proporcional que o dinheiro ficou investido. A taxa é debitada automaticamente do saldo da conta do banco ou da corretora. Se o valor de taxa da B3 devido for inferior a 10 reais, o valor será cobrado no semestre seguinte.

Além da taxa da B3 e da cobrada pelo banco ou pela corretora (caso tenha optado por uma instituição que cobre taxa), há ainda a incidência do imposto de renda sobre a rentabilidade dos títulos, mas tal imposto só é cobrado no resgate dos títulos e possui uma alíquota decrescente, e mesmo com este imposto, os títulos do Tesouro Direto rendem mais que a Poupança, mesmo considerando a alíquota maior. Se o título é resgatado em até 180 dias após o investimento, a alíquota é de 22,5%. De 181 a 360 dias de investimento, a alíquota é de 20%. Se os títulos ficarem investidos de 361 a 720 dias, a alíquota é de 17,5%. Acima de 720 dias, a alíquota é de 15%. Exemplo: se eu investi 600 reais em títulos e os mesmos foram resgatados quando valiam 1000 reais, e já tendo decorrido mais de dois anos do investimento, eu recebo 940 reais pelos mesmos, visto que o imposto de renda sobre os 400 reais que os títulos renderam é de 15% desse valor, ou seja, 60 reais.

Se o tempo de investimento for inferior a 30 dias, há ainda a incidência de outro imposto, o IOF, também com uma alíquota decrescente sobre a rentabilidade de acordo com o tempo do resgate, que eu não irei detalhar aqui por não valer a pena. Ela existe somente para desencorajar as pessoas de resgatem muito cedo os títulos. Devido a este imposto, recomendo que não resgate títulos antes de 30 dias.

Duas instituições financeiras que eu recomendo para investir no Tesouro Direto são o Banco Inter (antigamente chamado de Intermedium, e em alguns lugares, ainda aparece esse nome) e a corretora Rico, que permite também outros tipos de investimentos, como em CDBs com rentabilidades atrativas (farei um post dedicado a CDBs, LCIs e LCAs futuramente aqui no blog) e ações de empresas negociadas na B3.

O Banco Inter é um banco que, diferente do Itaú, do Bradesco, da Caixa Econômica Federal e de outros bancos tradicionais, trabalha somente com contas digitais e não possui agências bancárias nem caixas eletrônicos próprios (com exceção de um em Belo Horizonte). Permite fazer saques em caixas eletrônicos da rede Banco 24 Horas e transferências via TED para contas de outros bancos sem custo (desde que as contas sejam da mesma titularidade), além de permitir a transferência gratuita de dinheiro para a conta por meio de boletos bancários, fazendo com que o dinheiro de uma conta da Caixa Econômica Federal, por exemplo, seja transferido para a conta do Banco Inter sem precisar pagar a tarifa do DOC ou TED.

Este vídeo do canal EconoMirna fala sobre a conta digital do Banco Inter, bem como ensina a abrir uma conta no mesmo. Como o vídeo é um pouco antigo, o vídeo se refere ao banco como Intermedium, pois o nome do banco ainda não havia mudado.

Eu faço meus investimentos no Tesouro Direto pela corretora Rico, que, por ser uma corretora, permite outros tipos de investimento (apesar de que, por enquanto, eu só utilizo a conta na Rico para investir no Tesouro Direto). Uma conta na corretora é, basicamente, uma conta corrente sem taxas, mas que não tem cartão, não dá para pagar contas nem nada que seja serviço bancário, apenas depositar dinheiro por meio de TEDs de contas correntes de outros bancos (desde que sejam da mesma titularidade), investir o dinheiro que está no saldo da conta (e debitar possíveis taxas dos investimentos, como a da B3 que eu citei acima) e transferir o saldo para uma conta corrente previamente cadastrada.

Eu tenho uma conta digital no Itaú, denominada iConta, que permite fazer TEDs sem custo para a minha conta na corretora Rico. Infelizmente, a iConta não está mais disponível para novos correntistas (ou para aqueles que já são correntistas e desejam mudar de modalidade de conta), restando nesse banco apenas modalidades de conta cujo TED é tarifado. Como a maioria dos bancos não oferece nenhuma modalidade de conta com TEDs gratuitos (ou, às vezes, com um limitado número de TEDs), caso deseje ter uma conta na corretora Rico e ficar livre de tarifas de TED, você pode abrir uma conta no Banco Inter (ou outro banco com conta digital, o Banco Inter não é o único que existe) e então fazer TEDs por meio dessa conta.

Para abrir uma conta na Rico, você pode baixar o aplicativo para celular da corretora ou acessar o endereço abaixo, clicando no botão “Cadastre-se” no canto superior direito do site. Você precisará de fotos do RG e de um comprovante de residência recente, preferencialmente em seu nome (pode ser no nome do seu pai ou da sua mãe também).

https://www.rico.com.vc

A Rico permite o investimento e o resgate de títulos por meio do próprio site, mas nem todos os agentes de custódia permitem movimentação pelos seus sites, somente os que são agentes integrados. Mas é possível, investir e resgatar títulos, independente da corretora ou banco, por meio do site do Tesouro Direto, que pode ser acessado pelo link abaixo.

https://tesourodireto.bmfbovespa.com.br/PortalInvestidor/login.aspx

O Banco Inter não é um agente integrado, pelo que consta na lista de instituições financeiras habilitadas para operar no Tesouro Direto, mas o investimento por este banco não é muito difícil. Este vídeo do canal Saia do Buraco com o Titio Marcius ensina como investir no Tesouro Direto pelo Banco Inter.

Cada título possui um valor de compra e um valor de venda (que é ligeiramente menor que o valor de compra), mas para comprar (investir) ou vender (resgatar) títulos, não é necessário comprar ou vender os mesmos inteiros. É possível comprar (e vender) frações do mesmo, e cada fração equivale a 1% do título, ou 0,01 título. Para vender, não há limitação de valor, mas para comprar, o valor da compra deve ser de, no mínimo, 30 reais, e além disso, não é possível comprar mais de um milhão de reais em títulos em um mesmo mês.

Depois da solicitação de compra de títulos, há um período de dois dias úteis para os mesmos constarem na carteira de títulos do investidor. Algumas instituições, como o Banco Inter, só debitam o valor da compra após esses dois dias úteis, já outras debitam o valor imediatamente, como a corretora Rico.

Os títulos possuem também uma data de vencimento. Em tal data, os títulos são resgatados automaticamente. Todavia, é possível o resgate antecipado dos títulos, bastando o investidor resgatar os mesmos de forma manual no site do Tesouro Direto ou no site do agente de custódia, caso o mesmo seja um agente integrado. O valor dos títulos é creditado na conta do agente de custódia em, no máximo, um dia útil.

Há três tipos de títulos ofertados pelo Tesouro Direto. Um é o Tesouro Selic, que possui sua rentabilidade atrelada à taxa Selic (também chamada de Selic Over), que é a média ponderada da taxa de juros de todos os empréstimos interbancários com títulos públicos sendo dados como garantia, e essa taxa fica próxima da taxa básica de juros da economia (também chamada de Selic Meta), definida em reuniões do Comitê de Política Monetária, o COPOM. No momento em que eu escrevo esse texto, a Selic Meta é de 7,5% ao ano, mas a mesma varia de tempos em tempos de acordo com a situação econômica do país.

Há também o Tesouro Prefixado, que possui sua rentabilidade fixa no momento do investimento, caso deixe o título investido até o vencimento do mesmo (a rentabilidade não é garantida antes disso), e o Tesouro IPCA+, que possui sua rentabilidade atrelada ao IPCA, que é o índice oficial da inflação, mais um percentual prefixado, ou seja, é uma espécie de Tesouro Prefixado cuja taxa de rentabilidade incide não sobre o valor numérico investido, mas sobre o poder de compra do mesmo.

O Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+ possuem uma variante com juros semestrais, que adiantam o ganho com juros de seis em seis meses. Não recomendo investir nesses títulos com juros semestrais, visto que a alíquota do imposto de renda será sempre maior (vide a tabela regressiva que eu citei anteriormente), além dos juros não acumularem no total investido, o que renderia uma quantidade ainda maior de juros.

No link abaixo, é possível ver todos os títulos ofertados pelo Tesouro Direto, bem como seus valores de compra e venda:

http://www.tesouro.gov.br/web/stn/tesouro-direto-precos-e-taxas-dos-titulos

Na playlist de vídeos abaixo, do canal EconoMirna, há vídeos falando sobre cada um dos títulos do Tesouro Direto, bem como um tutorial de como investir e resgatar títulos pela corretora Rico, além de outras informações. No primeiro vídeo da playlist, é informado que a Rico cobraria uma taxa de 0,1%, todavia, o vídeo em questão é antigo e a Rico, que antigamente cobrava, não cobra mais nenhuma taxa para se investir no Tesouro Direto.

https://www.youtube.com/playlist?list=PLlX5xeBziJ1WHe43CpWmnrE9_YXrxAxgE

Dando uma resumida acerca dos títulos, o Tesouro Selic é o título que sempre se valoriza, nunca tendo oscilações negativas em seu valor, ao contrário do que ocorre com os demais títulos. Sua data de vencimento acaba sendo, na prática, um prazo máximo de quanto tempo o valor pode ficar investido sem recolher o imposto de renda. É indicado para reservas de emergência ou qualquer outra reserva que o investidor deseje que o investimento esteja disponível para resgate a qualquer momento. Recomendo para qualquer investidor que sempre tenha uma reserva em Tesouro Selic de, pelo menos, 6 a 12 vezes a soma de seus gastos mensais, não investindo em outros títulos até que se obtenha tal valor de reserva. Também é indicado para caso o investidor fique indeciso em relação a qual dos três tipos de título ele deveria investir, pelo fato do Tesouro Selic ser o mais conservador de todos.

Já o Tesouro IPCA+ é o ideal para se juntar dinheiro para uma aposentadoria, visto que garante o aumento do poder de compra do dinheiro ali investido, além de ter opções de datas de vencimento mais longas. No momento que eu escrevo, há opções de datas de vencimento para os anos 2024 (médio prazo), 2035 e 2045 (ambos de longo prazo). O Tesouro IPCA+ também é indicado para quem simplesmente deseja proteger o dinheiro contra a inflação.

O Tesouro Selic também meio que protege da inflação, visto que a taxa Selic costuma ser maior que o índice IPCA, que é a inflação, e se a mesma sobe, a taxa Selic tende a também subir. Ainda assim, não há uma garantia de que a taxa Selic seja sempre maior que o índice IPCA, além do fato de existir a possibilidade da diferença entre a Selic e o IPCA ser inferior ao índice prefixado do Tesouro IPCA+.

E o Tesouro Prefixado é ideal para quem deseja fazer investimentos de médio prazo (ainda que os outros títulos também sejam boas opções nesse caso), visto que, historicamente, este título tem rendido mais que o Tesouro Selic. Entretanto, há situações em que o Tesouro Selic pode render mais que o Tesouro Prefixado, como em casos que a taxa Selic possui tendência de alta, podendo ficar maior que o índice prefixado de aplicações anteriormente feitas.

O Tesouro Prefixado possui sempre um percentual fixo maior do que o do Tesouro IPCA+ ofertado na mesma data, mas não possui correção da inflação, podendo inclusive o dinheiro investido nesse título perder poder de compra caso a inflação seja muito elevada. Deve-se sempre analisar a situação econômica do país (índice IPCA e expectativa de crescimento ou redução da taxa Selic, principalmente) a fim de decidir se é vantajoso investir no Tesouro Prefixado. No momento em que eu escrevo, e considerando meu parecer pessoal acerca da situação econômica, me parece vantajoso investir nesse título, considerando o com data de vencimento em 1 de janeiro de 2023, mas somente se desejar manter o dinheiro investido até essa data.

Tanto o Tesouro Prefixado quanto o Tesouro IPCA+ não possuem valorização constante (exceto, no caso do Tesouro IPCA+, do valor creditado referente à correção da inflação), como é o caso do Tesouro Selic. Isto se deve a oscilações dos percentuais fixos de rentabilidade para a compra e venda de títulos no momento atual, e tais oscilações ocorrem devido a fatores de mercado, incluindo a situação econômica do país e oferta e demanda dos títulos. Tais oscilações podem fazer com que um título comprado em uma data tenha uma rentabilidade negativa em uma data posterior (mas a rentabilidade é garantida na data do vencimento do título). Por isso, ainda que o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+ possam ser resgatados antes do vencimento, não é recomendado usá-los como reserva de emergência.

O Tesouro Prefixado cujos rendimentos são resgatados no vencimento (ou seja, sem juros semestrais) funciona com a seguinte lógica (a versão com juros semestrais possui lógica diferente): no vencimento, cada título vale 1000 reais e cada fração de 1% do título vale 10 reais (isso sem descontar o imposto de renda). Quando é ofertado, cada título possui um valor que, aplicando um percentual de juros até a data de vencimento, faz o mesmo render até o valor total (valor investido mais juros) somar 1000 reais por título. Se, de um dia para o outro (ou ainda no mesmo dia, em horários diferentes), a taxa de juros ofertada sobe, o valor do título ofertado cai e, consequentemente, o valor de venda do titulo também cai na mesma proporção. Se a taxa de juros cai, ocorre o inverso. Os demais títulos, exceto o Tesouro Selic, seguem lógicas semelhantes.

Para encerrar o post, seguem mais algumas informações. O horário em que os títulos do Tesouro Direto podem ser comprados é de segunda a sexta, das 9:30 às 18:00, exceto feriados vigentes na cidade de São Paulo (incluindo o dia da Consciência Negra), todavia, nos demais horários, exceto das 5:00 às 9:00, que é quando o sistema fica em manutenção, é possível agendar a compra de títulos, neste caso, os mesmos serão comprados pelo valor de abertura de mercado do dia útil seguinte, que pode ser ligeiramente diferente dos valores de referência apresentados no momento do agendamento.

Antigamente, os títulos do Tesouro Direto possuíam outros nomes, como LFT para o Tesouro Selic e LTN para o Tesouro Prefixado. E até 2006, era ofertado o Tesouro IGPM+, chamado de na época de NTN-C, que era como o Tesouro IPCA+, mas com o índice IGP-M em vez do IPCA.

Além do Tesouro Direto, que só está disponível para pessoas físicas investirem e não permite a revenda de títulos de uma pessoa física para outra, há ainda os títulos públicos ofertados em leilões do Tesouro Nacional, que podem ser adquiridos por empresas e revendidos para terceiros. Este site fala um pouco sobre os tais títulos públicos:

https://www.genialinvestimentos.com.br/artigo/titulo-publico-fora-do-tesouro-direto-pode-ser

Independente dos títulos serem do Tesouro Direto ou dos leilões de títulos, todos os mesmos são armazenados em meio eletrônico, não havendo títulos impressos em papel nos dias de hoje, como havia até 1970, ano em que foram emitidos os últimos títulos nessa modalidade. Tais títulos tinham vencimento de, no máximo, um ano e, após cinco anos do vencimento do título, o mesmo prescrevia. Nos dias de hoje, há golpistas ofertando supostos títulos públicos daquela época que teriam sido repactuados (isto é, convertidos em títulos com vencimento mais recente) ou revalidados, muitas vezes com valores astronômicos, inclusive com supostos peritos atestando uma suposta autenticidade dos mesmos, com códigos ISIN (títulos da dívida pública não são passíveis de serem identificados com códigos ISIN, apenas ações e outros ativos do tipo) e outras estratégias para fazer o suposto título parecer um título verdadeiro. Acontece que esses papéis todos não possuem nenhum valor, e a grande maioria nem mesmo foi emitida pelo Tesouro Nacional (ou seja, a maioria é falsa). E teve até um pai e filho empresários que acabaram presos tentando resgatar um suposto título público em papel da década de 1970, comprado não sei de quem (um golpista), que supostamente valia não sei quantos bilhões de reais (não escrevi errado, é bilhões mesmo, com B de bosta), a notícia da prisão dos dois saiu em não sei que site de notícias (estou com preguiça de procurar a notícia e colocar o link aqui no post). Ou seja, não comprem tais títulos em papel, são todos sem valor, ainda que os golpistas digam argumentos supostamente convincentes, como a de que dívida pública supostamente não prescreveria. Título público que vale alguma coisa é só no Tesouro Direto e no mercado secundário, ou diretamente nos leilões do Tesouro Nacional, e tudo por meio eletrônico, sem impressão em papel.

No próximo post, que será postado ainda esse ano, falarei de outras opções de investimento em renda fixa, algumas com rentabilidade acima de alguns títulos do Tesouro Direto, como CDBs, LCIs e LCAs. E, em caso de dúvidas acerca deste post, deixe um comentário.

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