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O paradoxo da carne moída

Posted in Idiotices on 31/12/2013 by Allan Taborda

A matemática tem suas bizarrices, incluindo seus conjuntos numéricos. Algumas das bizarrices a maioria das pessoas nem sabe para que serve, apesar de que tudo na matemática possui alguma aplicação, por mais bizarro que a bizarrice possa parecer. Entretanto, algumas bizarrices acarretam em alguns paradoxos igualmente bizarros, como o famigerado da divisão por zero e o paradoxo da carne moída, que irei explicar neste post, e que na verdade é um conjunto de paradoxos, considerando cada exemplo.

Conjuntos numéricos são conjuntos de números que possuem uma determinada particularidade, como o conjunto dos números naturais, que são inteiros e representam quantidades positivas e também inclui o zero (isso por si só já é um paradoxo, pois se o zero é um número natural, ele deveria ser positivo, mas como ele é zero e está situado no meio da reta numérica, ele não é um número positivo e não deveria ser um número natural, mas ele é um número natural), o conjunto dos números inteiros, que é o conjunto dos números naturais mais os números negativos, o conjunto dos números racionais, que são os inteiros mais os fracionados, o conjunto dos números irracionais, que são como os racionais, só que piores, o conjunto dos números complexos, que têm bagulho de raiz quadrada de -1 no meio (e a própria raiz quadrada de -1 também é um paradoxo, pois não há nenhum número que elevado ao quadrado dá -1, entretanto já foi provado que ele existe, logo, deveria existir um número que elevado ao quadrado dá -1, mas o mesmo não existe, apesar de existir esse número), e por aí vai. Os números dos conjuntos numéricos exprimem uma determinada quantidade que existe no mundo real, por mais bizarra que essa quantidade seja.

Agora imagine um açougue que vende, dentre outras carnes, carne moída, que é uma carne que pode ser fracionada em quantidades teoricamente mínimas, e vamos supor, ainda que isso não seja possível no mundo real, que o açougue tenha uma tecnologia de moagem que permita moer a carne até um tamanho não maior do que a constante de Avogadro (menor que isso faria os átomos da carne se quebrarem, fazendo o bagulho deixar de ser carne e virar outra coisa que não tem nada a ver), podendo a carne moída representar qualquer número que exista no mundo real, e imagine também que o açougue permite a venda de qualquer quantidade de carne moída que exista no mundo real, qualquer mesmo. Além disso, imagine também um freguês sacana que adora pedir quantidades bizarras de carne moída.

Aí o freguês sacana vai no estabelecimento e pede uma quantidade negativa de carne moída. Até que isto não chega a ser muito bizarro, pois o cara pode entregar carne moída no açougue e, na hora de pagar, receber dinheiro. Isso pelo menos na teoria, já que o açougue em questão permite a venda de qualquer quantidade de carne moída, na prática, quero ver você entregar carne moída no açougue e esperar receber dinheiro na hora de “pagar”. O açougueiro vai é te mandar engolir a carne moída, isto sim.

No outro dia, o freguês vai e sacaneia novamente o açougueiro, pedindo o número Pi em quilos de carne moída, ou então a raiz quadrada de 2 em quilos de carne moída. A quantidade, ao contrário da do dia anterior, é uma quantidade positiva, mas aí o sacana diz assim: “Olha, não pode errar uma única casa decimal sequer, entendeu?”, deixando o proletário emputecido e fazendo-o moer uma grande quantidade de gordura junto com a carne só de raiva, moendo não carne de segunda, mas de quinta. Só que, ainda que o infeliz açougueiro e o freguês sacana sejam imortais e que a carne não apodreça nunca (sei lá de que jeito, talvez o cara do açougue botou de pirraça formol no bagulho), o pedido bizarro nunca será concluído (ou seja, o Sol se apagará, o mundo acabará e o universo se colapsará, formando um novo Big Bang, antes do açougueiro terminar de atender o pedido), uma vez que o número Pi e a raiz quadrada de 2 são números irracionais, com infinitas casas decimais, sendo uma diferente da outra. Para piorar a situação, o açougueiro bizarro, na tentativa igualmente bizarra de tentar computar a quantidade de carne exata para atender ao pedido também bizarro do freguês sacana, ao computar uma enésima casa decimal do número irracional (que também é bizarro), irá fatalmente esbarrar na bendita constante de Avogadro, não podendo dividir a carne além disso (e mesmo que ele quebre os átomos da carne utilizando um reator de fissão nuclear ou um acelerador de partículas tipo LHC devidamente instalado no açougue, uma hora não será mais possível a divisão), acarretando no não atendimento correto do pedido, uma vez que não é possível representar correta e fielmente um número irracional, ainda que o mesmo represente uma quantidade do mundo real.

No outro dia após o pedido anterior ter sido atendido (incorretamente, visto a explicação acima), o freguês filho de uma boa prostituta vai lá no açougue e faz outro pedido sacana: ele pede um número complexo de quilos de carne moída (na verdade, todo número real é também complexo, visto que o coeficiente da parte imaginária é igual a zero, mas nesse exemplo em específico, o número de quilos é especificado com a parte imaginária diferente de zero). O problema ocorre na hora que o cara que mói carne precisa saber quanto é uma quantidade imaginária a fim de multiplicar essa quantidade imaginária pelo seu coeficiente (se o coeficiente fosse zero, seria mais fácil, pois todo número multiplicado por zero é igual a zero, mas a porqueira é diferente de zero) e então somar essa quantidade com a parte real do número da quantidade de quilos de carne moída do pedido. Visto que a unidade imaginária é igual à raiz quadrada de -1, o problema cai naquele paradoxo da raiz de -1 que citei no começo do post.

Ou pior, vamos supor que o safado fez três pedidos em separado, A, B e C, sendo que A é igual a B e C é diferente dos outros dois, e os três pedidos sejam de uma quantidade complexa de quilos de carne moída, com os coeficientes das partes complexas sendo diferentes de zero. Supondo que o açougueiro tenha heroicamente conseguido atender os três pedidos, o freguês paga os mesmos com uma quantidade provavelmente complexa de reais (imagine tal quantia sendo contabilizada) e vai para casa. Lá, ele resolve pesar os pedidos utilizando uma balança daquelas que têm dois pratos em cada lado e que compara se algo de um lado é mais pesado, menos pesado ou tem o mesmo peso do que o que foi posto do outro lado. Aí ele coloca os pedidos A e B cada um em um lado da balança, e então a mesma indica que ambos os pedidos têm o mesmo peso. O problema ocorre quando o sujeito resolve colocar o pedido C no lugar do pedido A (ou no lugar do B, que acaba dando na mesma). Visto que os números complexos não podem ser comparados se um é maior ou menos que o outro (exceto se todos os coeficientes da parte imaginária forem zero), podendo apenas comparar se um é igual ao outro, a balança não será capaz de determinar qual pedido contém mais carne. A situação se complica quando A e B são colocados cada um em um lado da balança e C ser colocado junto com A (ou junto com B, que acaba  dando na mesma). Ainda que A e B sejam iguais, a balança permanecerá sem determinar qual lado possui mais carne. A situação fica ainda mais complexa quando um dos lados da balança fica sem nenhuma carne e o outro lado fica com A, B, C ou uma combinação qualquer desses pedidos somados, permanecendo a indefinição de qual lado tem mais carne, ainda que um dos lados esteja vazio, exceto se o peso do pedido A (ou B, tanto faz) for o oposto ou o conjugado (ou qualquer outro número complexo com a parte complexa oposta) do peso do pedido C, o que aniquilará a parte complexa e fará a soma do peso das carnes moídas ser um número real, podendo assim determinar se o lado vazio possui mais ou menos carne do que a soma dos dois pacotes de carne do outro lado, ou a mesma quantidade de carne (ou seja, zero). Caso o peso dos pacotes A ou B seja o oposto do peso do pacote C, a soma dos pacotes será igual a zero, ainda que a parte real do número do peso tenha sinal oposto da parte imaginária do mesmo número (ou seja, o número é em parte positivo e em parte negativo).

Se tudo isso já é difícil de imaginar, agora imagine o sacana do freguês pedindo um número ainda mais complexo de quilos de carne moída, como por exemplo, um número quaternião, ou um número octonião, ou um número sedenião (o pior de todos, pois possui 16 dimensões (mais que o universo, que tem 11 dimensões segundo a teoria das cordas) e uma série de peculiaridades e regras bizarras para cálculos envolvendo tais números), ou ainda um complexo hiperbólico, um quaternião hiperbólico, um bicomplexo, um biquartenião, um coquartenião, um tessarino ou qualquer tipo de número mais complexo do que os complexos “normais” (se é que eles podem ser considerados normais). O açougueiro vai ter que fazer faculdade de matemática para poder moer a carne para o homem!

Daí o açougueiro se enche e resolve impor uma regra: somente serão aceitos pedidos de números racionais positivos de quilos de carne, e dízimas periódicas serão arredondadas para no máximo tantas casas decimais (não citei as dízimas periódicas, mas as mesmas caem no mesmo problema dos números irracionais que eu citei neste post, principalmente se pensarmos num caso em que o freguês pede um terço de quilos de carne moída e a quantidade de unidades resultantes da divisão até a constante de Avogadro presentes em um quilo exato de carne moída não é um número múltiplo de 3). Daí o freguês discípulo do Marquês de Sade e do Príncipe Sado vem e faz mais um pedido sádico: pede uma quantidade vertiginosamente elevada, por exemplo, um googolplex de quilos de carne. Independente de tal quantidade vertiginosamente gigantesca existir (e não existe no mundo real, ainda que fosse possível transformar toda a matéria do universo em carne), o açougueiro, como num ato de vingança, pede para o freguês escrever o número num papel. Ainda que o papel seja infinito e o número comece a ser escrito no momento do Big Bang, mesmo quando o Sol já ter esfriado o número ainda não teria sido escrito, ainda que o papel e lápis (ou seja lá o que tenha sido usado para escrever) sejam substituídos por um computador e o freguês tenha tuchado o dedo no botão do zero no teclado. E, considerando que a tentativa de se escrever o número enorme tenha sido feita com papel e caneta (ou outra coisa usada para escrever), ainda se toda a matéria do universo for convertida em tinta (ou grafite no caso de ser usado um lápis), a tinta (ou grafite) acabará antes do número ter sido escrito por completo.

Conclusão: ainda que todos os números expressem quantidades que existem no mundo real, nem todas as quantidades podem ser representadas com precisão, seja em quilos de carne moída ou qualquer outra unidade de medida.

Bônus: mais um paradoxo envolvendo os nossos dois personagens no mesmo estabelecimento que vende carne moída, ainda que este paradoxo seja na verdade uma idiotice minha (como se o post inteiro já não fosse). O freguês pede toda a quantidade de carne existente no mundo, sendo essa carne toda moída. Vamos supor que seja possível atender mais esse pedido, que é atendido. Considerando que, tanto o açougueiro quanto o freguês possuem carne em seus respectivos corpos, após o atendimento do pedido, ambos os personagens tiveram suas carnes moídas no processo. Sendo assim, presumivelmente, ambos morreram no processo. Neste caso, como foi possível o açougueiro entregar o pedido, e como foi possível o freguês receber o pedido? Como foi possível concluir o pedido, visto que a mão do açougueiro é que manipulava o moedor de carne e a mesma mão possui carne?

O post, postado a poucos minutos da virada do ano, termina aqui, e Feliz Ano Novo para todos!

Allan Taborda lendo A Moreninha, capítulo 12 (e mais dois vídeos)

Posted in Idiotices on 25/12/2012 by Allan Taborda

Hoje é Natal, dia 25 de Dezembro! Feliz Natal a todos os que estiverem lendo isso (e os que não estiverem lendo também), ainda que leiam isso após o Natal!

O post de hoje é para divulgar três vídeos que eu gravei com a webcam do meu notebook, entre eles, um onde eu leio um capítulo do livro A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo e faço comentários sobre o texto enquanto leio. Esse vídeo possui duração de quase 42 minutos e, apesar de longo e da minha dicção não ser boa, é muito engraçado (ou pelo menos, eu achei engraçado, não sei quanto a você que está lendo isso). Os outros dois vídeos são só testes idiotas feitos na webcam.

Seguem os vídeos abaixo:

Eu lendo A Moreninha, capítulo 12:

Cabelo esquisito:

Félix, o gato branco com olhos verdes:

E um próspero ano novo de 2013 a todos, e que o mesmo seja melhor que esse ano!

Apanhado de assuntos sortidos

Posted in Idiotices on 19/09/2011 by Allan Taborda

O post de hoje será um miscelânea de vários assuntos.

Num comentário sobre o primeiro post que fiz sobre o Robowebert Player, me pediram para enviar por e-mail o código-fonte do pequeno player que fiz antes do que estou fazendo agora, que só toca MP3 e possui poucas linhas de código. Enviei o e-mail com os fontes, mas o mesmo voltou. Neste caso, e também para o caso de mais alguém quiser ver os fontes do primeiro player que fiz, aí estão os dois arquivos de código-fonte, sendo o primeiro a classe principal, que contém o método Main, e o segundo sendo a parte gráfica.

http://pastebin.com/i4iYFPfL

http://pastebin.com/1t9u52Vt

Este player funciona em conjunto com a biblioteca JLayer, que implementa o suporte ao formato MP3. Esta biblioteca pode ser baixada em:

http://www.javazoom.net/javalayer/sources.html

Por falar no Robowebert Player, este continua a ser desenvolvido no meu tempo livre e já possui muitos recursos novos implementados, como o suporte a múltiplas bibliotecas de músicas, o salvamento e o carregamento de playlists compactadas com GZIP e a possibilidade de arrastar músicas e/ou playlists do desktop diretamente para a lista de reprodução. Mas ainda não há uma previsão de quando ele será disponibilizado ao público geral, visto que ainda faltam recursos básicos. Mas eu posso enviar o código-fonte dele para quem quiser, basta me contatar por meio de um comentário neste ou em outro post sobre o player.

Depois de alguns anos com o mesmo celular, no qual eu o tenho desde 2005 e que foi o primeiro que eu tive (um Nokia 2112, fabricado em 2004), eu comprei um celular novo, um Galaxy 5, da Samsung, que vem com o sistema operacional Android. Estou gostando bastante desse meu novo celular. Ele tem muitas funções legais que o outro não tinha, como rádio FM, acesso à Internet, câmera digital embutida, ouvir músicas em MP3, configurar um toque de celular em MP3, instalar aplicativos, dentre outras funções. Só a função de despertador que deixou a desejar, uma vez que esta só funciona com o celular ligado. Como despertador, permanecerei usando meu celular antigo, que agora só serve para isso e como lanterna, já que ele tem uma lanterna na parte de cima.

Ainda falando do meu novo celular, apesar de ter visto na Internet que a bateria do modelo que eu comprei dura pouco, até que a bateria do meu está durando bastante. Vai ver porque eu não fico a toda hora mexendo no celular como fazem algumas pessoas. Eu mais fico com ele em stand-by ou escutando música com o fone de ouvido.

No painel de controle do WordPress, há a exibição de estatísticas, que incluem os termos pesquisados pelos motores de busca que fazem os usuários chegarem ao meu blog. O pessoal que chega no meu blog usando vários termos diferentes, muitos deles pesquisando sobre o golpe 419 (no qual foi tema de um post meu recentemente), sobre tocar áudio em Java, sobre obter ou atualizar o Debian GNU/Linux, sobre como ganhar moedas no Come2Play, sobre software para identificar números primos, sobre proteção de tela que gera falsas telas azuis, e mais uma infinidade de coisas. Tem até termos nos quais eu não me lembro de ter postado nada a respeito, como Miley Cyrus deletando conta no Twitter, comprar projetor que não seja caro e algoritmo em C# para traduzir do português para o inglês (e eu nem programo em C#).

Mas um termo de busca recorrente está me deixando intrigado: muitas pessoas chegam ao meu blog perguntando ao buscador para que serve banana com aveia. É espantoso o povo usar o Google para perguntar algo tão óbvio, algo que, teoricamente, todo mundo já sabe a resposta. Mas caso alguém não saiba pra que serve banana com aveia, eu respondo para que serve banana com aveia: serve para comer.

Este blog está cada vez tendo uma maior audiência, com cada vez mais pessoas acessando a cada dia. A média de acessos é de cerca de 25 acessos diários, chegando a 38 em alguns dias (pouco comparado a grandes sites, mas bastante para os meus padrões). Meu outro blog, o dos Sonhos do Allan, tem bem menos acessos, cerca de 3 por dia, 50 por mês, em média. Mas teve um dia, o dia 6 de setembro, que houve 53 acessos a este blog, bem mais que costuma ocorrer neste meu blog principal em um dia. Acho que alguém deve ter gostado do blog e deve ter tuitado o link.

Por falar em Twitter, continuo não tendo Twitter, e nunca terei. E acredito que o Twitter será eclipsado pelo Facebook, que também possui um serviço de microblogging interno, que no qual possui recursos mais interessantes e não é limitados aos claustrofóbicos 140 caracteres. E o usuário ainda pode fazer com que as atualizações em seu Twitter apareçam em seu Facebook.

Com certeza, irá acontecer com o Twitter o mesmo que aconteceu com o ICQ e que está acontecendo com o Orkut. Há alguns anos atrás, todo mundo tinha Orkut. Hoje em dia, o que vejo é que um monte de conhecidos meus não têm mais Orkut ou não abrem mais seus perfis, além de comunidades do Orkut outrora badaladas passarem a ficar às moscas. E o ICQ então? Muita gente usava, era o “mensageiro padrão” do povo. Hoje, quem usa ICQ, tirando alguns russos? A mesma coisa irá ocorrer com o Twitter, que possui um único serviço apenas, que é o de microblogging, ao contrário do Facebook, que possui alguns serviços vinculados, além dos famigerados aplicativos. E até o próprio Facebook acabará deixado de lado um dia, embora isso demorará mais para ocorrer.

Por hoje é só, até o próximo post, no qual abordará, provavelmente, mais erros irritantes cometidos por programadores Java.

Golpe 419, agora em português do Brasil!

Posted in Idiotices on 22/08/2011 by Allan Taborda

Talvez você já tenha ouvido falar no golpe 419, um velho golpe aplicado por nigerianos inescrupulosos que, por incrível que pareça, muita gente ao redor do mundo ainda cai nessa, principalmente nos Estados Unidos, onde o povo costuma ser mais ganancioso. Houve até gente que foi até a Nigéria receber o suposto dinheiro a  receber e acabou sendo assassinado.

Não irei explicar a fundo o que seria o golpe 419 (vcê pode pesquisar no Google sobre “golpe 419”), mas basicamente seria algo semelhante ao golpe do bilhete premiado, onde a vítima tem que pagar não sei quanto para receber uma montanha de dinheiro, a diferença é que, ao invés de ser um prêmio de loteria, seria um dinheiro desviado de um ditador africano ou algo assim (há diferentes histórias contadas pelos golpistas).

Há anos e anos, desde que me conheço por internauta, venho recebendo e-mails com esse golpe, dizendo que eu posso ficar rico com dinheiro de algum país africano daqueles, tendo que, para isso seguir as instruções do e-mail. Os e-mails sempre vinham escritos em inglês. Mas, pela primeira vez, hoje recebi um e-mail desses, mas em português.

Segue o texto do golpe:

ESTOU PROCURANDO POR SUA AJUDA .

Quinta-feira, 26 de Setembro de 2002 20:53
De:
“Sr Salif Sanou” <salifsanou@hotmail.com>
Para:
salifsanou@hotmail.com
Da mesa de
Sr. Salif Sanou
Gestor do fundo e Auditoria na Conta  departamento de Banco Da Africa  Ouagadougou , Burkina Faso .
Caro amigo,
Eu sabia que este mail pode ser uma grande surpresa para voce e para a tentação de ignorar como nao graves poderia vir a sua mente, mas por favor tem uma maneira de considerar esta proposta de negocios e aceita-lo depois de le-lo com muito cuidado.
Eu tenho um negocio que vai ser benefico para nos dois , eu sou o gestor do fundo e auditoria  na departamento conta de Banco Da Africa , Ouagadougou  Burkina Faso , resolvi entrar em contato com voce sobre essa transacao comercial ,eu tenho devidamente organizadas para a melhoria da minha auto aqui no nosso banco , apos o meu antecessor no escritorio desviados fundos.
Bem,eu lidar com todos os nossos fundos de capital de clients investidores e pagamento do contrato investidores e eu secretamente extraida/removido a certa quantidade de nossos do cliente o máximo retorno e desviar o dinheiro para uma conta de cliente antigo, que também tem uma conta no nosso banco desde 2002 o total de dinheiro desviado para a conta do ex-cliente é um saldo de marginal de $ 6.6 milhoes (seis milhoes seiscentos mil )dalares americanos.
Eu procurar o seu consentimento para me ajudar a recuperar / transferir esse dinheiro para fora do nosso banco de seu país ,por aplicando como o parente mais proximo para herdar esse dinheiro porque assume que o dono do dinheiro é morto e nenhum corpo esta vindo para reclamar o dinheiro sob custodia e seu nome parecido com o nome no arquivo.
Voce vai aplicar-se um associado e parente do proprietario do dinheiro sob custodia .
Se voce aceitou a proposta, por favor responda para mais detalhes e qual será a sua propria quota de participacao como parente mais proximo para reivindicar esse dinheiro .
Estar ciente de que eu não sabia antes, eu tenho o seu contacto na minha busca por uma relacao de confiança / digno de confiança alguem que vai me ajudar a recuperar este dinheiro, Imediatamente eu  deparei com o seu perfil, meu mente e meu instinto  diz que você vai nao enganar ou trair-me quando esse dinheiro sera transferido para sua conta e entao eu uso espírito de compreensão para voce escolher.
Obrigado.
Sr. Salif Sanou
Gestor do fundo e Auditoria na Conta
departamento de  Banco Da Africa Ouagadougou , Burkina Faso
Por favor tenha paciência comigo para o idioma portugues pobre, esperando ouvir de voce.

Caso recebam e-mails como este, seja em inglês, português ou qualquer idioma, pode ter certeza que é golpe! E dos grandes!

PS: Percebi, um pouco antes de clicar no botão de postar este post, que a data do e-mail está como tivesse sido enviado em 2002, entretanto, eu recebi este e-mail hoje, em 22 de Agosto de 2011. Geralmente, quando a data do e-mail está errada, provavelmente o mesmo foi enviado em massa, através de um servidor que envia spam.

Software calculador de números primos

Posted in Idiotices, Lazer on 28/06/2011 by Allan Taborda

Numa quarta-feira, no intervalo do primeiro jogo da final da Taça Libertadores da América (eu assisti aos dois jogos, mesmo eu não torcendo para o Santos), desenvolvi um esboço de um software calculador de números primos em Java e, dias depois, dei uma aprimorada rápida no programa, melhorando seu algoritmo. Basicamente, ele verifica indefinidamente os números (apenas os ímpares, já que os pares, com exceção do 2, não são primos) a fim de saber se eles são primos e os salva numa coleção persistível. Ele apenas calcula, não permite visualizar os números primos encontrados (essa parte eu irei fazer posteriormente). O que farei com os primos encontrados eu ainda não sei, talvez eu faça cálculos para descobrir quais pares de números primos são gêmeos (os que a diferença entre eles é 2) ou algum gráfico bidimensional (com eixo X e Y), ou outra ideia qualquer que irei ter no futuro.

Esse programa é mais uma nerdice que eu fiz no meu tempo livre.

O código-fonte do programa (que é o mais rápido que eu já fiz até hoje, tirando uma calculadora furreca de IMC que fiz em 2005) pode ser visto em http://pastebin.com/QYVCskbm e a licença do código é a GPLv3.

Cocô ralado na tapioca?

Posted in Idiotices on 13/06/2011 by Allan Taborda

Minha mãe comprou um saco de massa de tapioca da marca Sabor à Brasileira, uma massa de colocar na frigideira e fazer tapioca. Aí eu fui dar uma olhada na embalagem do produto e percebi que o indivíduo que escreveu o texto da embalagem se confundiu e colocou o acento circunflexo no lugar errado…

Cocô ralado na tapioca?

Cocô ralado na tapioca?

Até enviei um e-mail para o fabricante acerca desse equívoco na embalagem. Eles têm que mudar esse rótulo aí. Vai que alguém, motivado pelo que está escrito no rótulo, acaba comendo tapioca com fezes!

A verdade sobre a cobra que morreu após morder seio de modelo israelense

Posted in Idiotices on 24/04/2011 by Allan Taborda

Há algum tempo atrás, começou a circular um vídeo (e cópias desse mesmo vídeo) no qual uma modelo israelense recauchutada e peituda chamada Orit Fox foi mordida no seio por uma cobra após a modelo encarar e lamber essa cobra. Na ocasião, Orit Fox estava participando de uma brincadeira num programa de rádio (ou algo assim) na qual ela tinha que beijar a cobra. Não irei colocar o vídeo aqui, mas cópias deste podem ser encontradas aos montes no Youtube após fazer uma pesquisa por “Orit Fox”.

Após o vídeo bombar na Internet, surgiram boatos de que a cobra, após morder o seio da mulher, morreu intoxicada pelo silicone. Inclusive, essa informação conta na notícia que foi veiculada no portal de notícias G1, na seção Planeta Bizarro. A notícia pode ser vista no link a seguir:

http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2011/03/cobra-morde-peito-siliconado-de-modelo-em-programa.html

Entretanto, a cobra, ao contrário do que muitos pensam, não morreu, como pode ser visto neste vídeo onde a modelo Orit Fox reencontra a cobra que lhe mordeu (em hebraico, com legendas em inglês):

Neste vídeo, ela fala que a mordida não chegou a furar o implante de silicone. Além disso, a equipe de reportagem mostrou a cobra que mordeu o seio da Orit Fox à mesma e esta perguntou se é a mesma cobra que havia lhe mordido, e o homem disse que sim, disse também que não era para beijar a cobra dessa vez.

Desmentido o boato, o post termina aqui.