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Investindo no Tesouro Direto

Posted in Tutoriais on 26/11/2017 by Allan Taborda

Muita gente costuma juntar dinheiro para uma finalidade específica, como comprar um imóvel ou um carro, cursar uma faculdade (ou pagar a de algum filho que futuramente venha a cursar alguma) ou mesmo para garantir uma aposentadoria confortável sem depender do governo (ou complementar a que futuramente possa receber). Entretanto, dessa gente, muitos não sabem qual a melhor forma de fazer suas economias e acabam por guardar o dinheiro na poupança ou, no caso das economias serem para uma futura aposentadoria, em planos de aposentadoria privada com taxas de carregamento, saque e manutenção sinistras, corroendo parte de tais economias. Mas há uma forma segura e de melhor rentabilidade do que a poupança e tais aposentadorias privadas, que é o Tesouro Direto.

Investir no Tesouro Direto significa emprestar dinheiro ao governo com juros determinados no momento do empréstimo pelo mesmo, com tais empréstimos sendo representados por títulos da dívida pública. O pagamento de tais títulos é sempre honrado pelo Tesouro Nacional, e o não pagamento dos mesmos acarretaria em um pandemônio econômico, com muitos bancos quebrando (visto que boa parte dos ativos dos mesmos está investida em títulos do Tesouro Nacional) e desemprego disparando a níveis nunca antes vistos, além do país falindo, em uma situação econômica muito pior do que qualquer época que o país tenha vivido, pior até do que a atual situação econômica da Venezuela. Ou seja, o Tesouro Direto é um investimento muito seguro, mais até do que as cadernetas de poupança e outras aplicações financeiras.

Para investir no Tesouro Direto, é necessário ter uma conta em um agente de custódia, que nada mais é do que um banco ou uma corretora habilitados para operar na plataforma do Tesouro Direto, que é provida pela B3, antiga BM&FBovespa, que é a bolsa de valores, mercadorias e futuros de São Paulo, que possui parceria com o Tesouro Nacional. Alguns bancos que são agentes de custódia são o Itaú, a Caixa Econômica Federal, o Banco Inter e o BTG Pactual. Dentre as corretoras que permitem aplicações no Tesouro Direto, temos, dentre outras, a Rico, a XP Investimentos, a Clear Corretora e a Easynvest. A lista completa de instituições financeiras (bancos e corretoras) que permitem fazer investimentos no Tesouro Direto pode ser acessada pelo link abaixo:

http://www.tesouro.gov.br/web/stn/tesouro-direto-instituicoes-financeiras-habilitadas

A diferença entre bancos e corretoras seria basicamente os serviços oferecidos pelas instituições, com bancos geralmente tendo serviços como conta corrente, empréstimos, cartão de crédito, CDBs, LCIs e LCAs do próprio banco e outros, e corretoras funcionando como plataformas com diversas opções de investimentos, inclusive servindo de intermediárias para o investimento em CDBs, LCIs e LCAs de diversos bancos, alguns deles pouco conhecidos.

Alguns bancos e corretoras cobram taxas, geralmente ao ano, pelos investimentos feitos no Tesouro Direto, mas a maioria não cobra qualquer taxa. Em relação às instituições financeiras citadas, o Itaú e a Caixa Econômica Federal cobram taxas pelos investimentos, e é necessário uma conta corrente de pessoa física nessas instituições para investir no Tesouro (conta poupança e conta corrente de pessoa jurídica não servem), por isso, eu não recomendo investir a partir desses bancos. Independente do banco ou da corretora, a B3 cobra uma taxa de 0,3% ao ano sobre o valor investido, cobrada em janeiro, julho ou quando o título é resgatado, o que ocorrer primeiro, e a taxa é cobrada pelo tempo proporcional que o dinheiro ficou investido. A taxa é debitada automaticamente do saldo da conta do banco ou da corretora.

Além da taxa da B3 e da cobrada pelo banco ou pela corretora (caso tenha optado por uma instituição que cobre taxa), há ainda a incidência do imposto de renda sobre a rentabilidade dos títulos, mas tal imposto só é cobrado no resgate dos títulos e possui uma alíquota decrescente, e mesmo com este imposto, os títulos do Tesouro Direto rendem mais que a Poupança, mesmo considerando a alíquota maior. Se o título é resgatado em até 180 dias após o investimento, a alíquota é de 22,5%. De 181 a 360 dias de investimento, a alíquota é de 20%. Se os títulos ficarem investidos de 361 a 720 dias, a alíquota é de 17,5%. Acima de 720 dias, a alíquota é de 15%. Exemplo: se eu investi 600 reais em títulos e os mesmos foram resgatados quando valiam 1000 reais, e já tendo decorrido mais de dois anos do investimento, eu recebo 940 reais pelos mesmos, visto que o imposto de renda sobre os 400 reais que os títulos renderam é de 15% desse valor, ou seja, 60 reais.

Se o tempo de investimento for inferior a 30 dias, há ainda a incidência de outro imposto, o IOF, também com uma alíquota decrescente sobre a rentabilidade de acordo com o tempo do resgate, que eu não irei detalhar aqui por não valer a pena. Ela existe somente para desencorajar as pessoas de resgatem muito cedo os títulos. Devido a este imposto, recomendo que não resgate títulos antes de 30 dias.

Duas instituições financeiras que eu recomendo para investir no Tesouro Direto são o Banco Inter (antigamente chamado de Intermedium, e em alguns lugares, ainda aparece esse nome) e a corretora Rico, que permite também outros tipos de investimentos, como em CDBs com rentabilidades atrativas (farei um post dedicado a CDBs, LCIs e LCAs futuramente aqui no blog) e ações de empresas negociadas na B3.

O Banco Inter é um banco que, diferente do Itaú, do Bradesco, da Caixa Econômica Federal e de outros bancos tradicionais, trabalha somente com contas digitais e não possui agências bancárias nem caixas eletrônicos próprios (com exceção de um em Belo Horizonte). Permite fazer saques em caixas eletrônicos da rede Banco 24 Horas e transferências via TED para contas de outros bancos sem custo (desde que as contas sejam da mesma titularidade), além de permitir a transferência gratuita de dinheiro para a conta por meio de boletos bancários, fazendo com que o dinheiro de uma conta da Caixa Econômica Federal, por exemplo, seja transferido para a conta do Banco Inter sem precisar pagar a tarifa do DOC ou TED.

Este vídeo do canal EconoMirna fala sobre a conta digital do Banco Inter, bem como ensina a abrir uma conta no mesmo. Como o vídeo é um pouco antigo, o vídeo se refere ao banco como Intermedium, pois o nome do banco ainda não havia mudado.

Eu faço meus investimentos no Tesouro Direto pela corretora Rico, que, por ser uma corretora, permite outros tipos de investimento (apesar de que, por enquanto, eu só utilizo a conta na Rico para investir no Tesouro Direto). Uma conta na corretora é, basicamente, uma conta corrente sem taxas, mas que não tem cartão, não dá para pagar contas nem nada que seja serviço bancário, apenas depositar dinheiro por meio de TEDs de contas correntes de outros bancos (desde que sejam da mesma titularidade), investir o dinheiro que está no saldo da conta (e debitar possíveis taxas dos investimentos, como a da B3 que eu citei acima) e transferir o saldo para uma conta corrente previamente cadastrada.

Eu tenho uma conta digital no Itaú, denominada iConta, que permite fazer TEDs sem custo para a minha conta na corretora Rico. Infelizmente, a iConta não está mais disponível para novos correntistas (ou para aqueles que já são correntistas e desejam mudar de modalidade de conta), restando nesse banco apenas modalidades de conta cujo TED é tarifado. Como a maioria dos bancos não oferece nenhuma modalidade de conta com TEDs gratuitos (ou, às vezes, com um limitado número de TEDs), caso deseje ter uma conta na corretora Rico e ficar livre de tarifas de TED, você pode abrir uma conta no Banco Inter (ou outro banco com conta digital, o Banco Inter não é o único que existe) e então fazer TEDs por meio dessa conta.

Para abrir uma conta na Rico, você pode baixar o aplicativo para celular da corretora ou acessar o endereço abaixo, clicando no botão “Cadastre-se” no canto superior direito do site. Você precisará de fotos do RG e de um comprovante de residência recente, preferencialmente em seu nome (pode ser no nome do seu pai ou da sua mãe também).

https://www.rico.com.vc

A Rico permite o investimento e o resgate de títulos por meio do próprio site, mas nem todos os agentes de custódia permitem movimentação pelos seus sites, somente os que são agentes integrados. Mas é possível, investir e resgatar títulos, independente da corretora ou banco, por meio do site do Tesouro Direto, que pode ser acessado pelo link abaixo.

https://tesourodireto.bmfbovespa.com.br/PortalInvestidor/login.aspx

O Banco Inter não é um agente integrado, pelo que consta na lista de instituições financeiras habilitadas para operar no Tesouro Direto, mas o investimento por este banco não é muito difícil. Este vídeo do canal Investidor Leigo ensina como investir no Tesouro Direto pelo Banco Inter.

Cada título possui um valor de compra e um valor de venda (que é ligeiramente menor que o valor de compra), mas para comprar (investir) ou vender (resgatar) títulos, não é necessário comprar ou vender os mesmos inteiros. É possível comprar (e vender) frações do mesmo, e cada fração equivale a 1% do título, ou 0,01 título. Para vender, não há limitação de valor, mas para comprar, o valor da compra deve ser de, no mínimo, 30 reais, e além disso, não é possível comprar mais de um milhão de reais em títulos em um mesmo mês.

Depois da solicitação de compra de títulos, há um período de dois dias úteis para os mesmos constarem na carteira de títulos do investidor. Algumas instituições, como o Banco Inter, só debitam o valor da compra após esses dois dias úteis, já outras debitam o valor imediatamente, como a corretora Rico.

Os títulos possuem também uma data de vencimento. Em tal data, os títulos são resgatados automaticamente. Todavia, é possível o resgate antecipado dos títulos, bastando o investidor resgatar os mesmos de forma manual no site do Tesouro Direto ou no site do agente de custódia, caso o mesmo seja um agente integrado. O valor dos títulos é creditado na conta do agente de custódia em, no máximo, um dia útil.

Há três tipos de títulos ofertados pelo Tesouro Direto. Um é o Tesouro Selic, que possui sua rentabilidade atrelada à taxa Selic (também chamada de Selic Over), que é a média ponderada da taxa de juros de todos os empréstimos interbancários com títulos públicos sendo dados como garantia, e essa taxa fica próxima da taxa básica de juros da economia (também chamada de Selic Meta), definida em reuniões do Comitê de Política Monetária, o COPOM. No momento em que eu escrevo esse texto, a Selic Meta é de 7,5% ao ano, mas a mesma varia de tempos em tempos de acordo com a situação econômica do país.

Há também o Tesouro Prefixado, que possui sua rentabilidade fixa no momento do investimento, caso deixe o título investido até o vencimento do mesmo (a rentabilidade não é garantida antes disso), e o Tesouro IPCA+, que possui sua rentabilidade atrelada ao IPCA, que é o índice oficial da inflação, mais um percentual prefixado, ou seja, é uma espécie de Tesouro Prefixado cuja taxa de rentabilidade incide não sobre o valor numérico investido, mas sobre o poder de compra do mesmo.

O Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+ possuem uma variante com juros semestrais, que adiantam o ganho com juros de seis em seis meses. Não recomendo investir nesses títulos com juros semestrais, visto que a alíquota do imposto de renda será sempre maior (vide a tabela regressiva que eu citei anteriormente), além dos juros não acumularem no total investido, o que renderia uma quantidade ainda maior de juros.

No link abaixo, é possível ver todos os títulos ofertados pelo Tesouro Direto, bem como seus valores de compra e venda:

http://www.tesouro.gov.br/web/stn/tesouro-direto-precos-e-taxas-dos-titulos

Na playlist de vídeos abaixo, do canal EconoMirna, há vídeos falando sobre cada um dos títulos do Tesouro Direto, bem como um tutorial de como investir e resgatar títulos pela corretora Rico, além de outras informações. No primeiro vídeo da playlist, é informado que a Rico cobraria uma taxa de 0,1%, todavia, o vídeo em questão é antigo e a Rico, que antigamente cobrava, não cobra mais nenhuma taxa para se investir no Tesouro Direto.

https://www.youtube.com/playlist?list=PLlX5xeBziJ1WHe43CpWmnrE9_YXrxAxgE

Dando uma resumida acerca dos títulos, o Tesouro Selic é o título que sempre se valoriza, nunca tendo oscilações negativas em seu valor, ao contrário do que ocorre com os demais títulos. Sua data de vencimento acaba sendo, na prática, um prazo máximo de quanto tempo o valor pode ficar investido sem recolher o imposto de renda. É indicado para reservas de emergência ou qualquer outra reserva que o investidor deseje que o investimento esteja disponível para resgate a qualquer momento. Recomendo para qualquer investidor que sempre tenha uma reserva em Tesouro Selic de, pelo menos, 6 a 12 vezes a soma de seus gastos mensais, não investindo em outros títulos até que se obtenha tal valor de reserva. Também é indicado para caso o investidor fique indeciso em relação a qual dos três tipos de título ele deveria investir, pelo fato do Tesouro Selic ser o mais conservador de todos.

Já o Tesouro IPCA+ é o ideal para se juntar dinheiro para uma aposentadoria, visto que garante o aumento do poder de compra do dinheiro ali investido, além de ter opções de datas de vencimento mais longas. No momento que eu escrevo, há opções de datas de vencimento para os anos 2024 (médio prazo), 2035 e 2045 (ambos de longo prazo). O Tesouro IPCA+ também é indicado para quem simplesmente deseja proteger o dinheiro contra a inflação.

O Tesouro Selic também meio que protege da inflação, visto que a taxa Selic costuma ser maior que o índice IPCA, que é a inflação, e se a mesma sobe, a taxa Selic tende a também subir. Ainda assim, não há uma garantia de que a taxa Selic seja sempre maior que o índice IPCA, além do fato de existir a possibilidade da diferença entre a Selic e o IPCA ser inferior ao índice prefixado do Tesouro IPCA+.

E o Tesouro Prefixado é ideal para quem deseja fazer investimentos de médio prazo (ainda que os outros títulos também sejam boas opções nesse caso), visto que, historicamente, este título tem rendido mais que o Tesouro Selic. Entretanto, há situações em que o Tesouro Selic pode render mais que o Tesouro Prefixado, como em casos que a taxa Selic possui tendência de alta, podendo ficar maior que o índice prefixado de aplicações anteriormente feitas.

O Tesouro Prefixado possui sempre um percentual fixo maior do que o do Tesouro IPCA+ ofertado na mesma data, mas não possui correção da inflação, podendo inclusive o dinheiro investido nesse título perder poder de compra caso a inflação seja muito elevada. Deve-se sempre analisar a situação econômica do país (índice IPCA e expectativa de crescimento ou redução da taxa Selic, principalmente) a fim de decidir se é vantajoso investir no Tesouro Prefixado. No momento em que eu escrevo, e considerando meu parecer pessoal acerca da situação econômica, me parece vantajoso investir nesse título, considerando o com data de vencimento em 1 de janeiro de 2023, mas somente se desejar manter o dinheiro investido até essa data.

Tanto o Tesouro Prefixado quanto o Tesouro IPCA+ não possuem valorização constante (exceto, no caso do Tesouro IPCA+, do valor creditado referente à correção da inflação), como é o caso do Tesouro Selic. Isto se deve a oscilações dos percentuais fixos de rentabilidade para a compra e venda de títulos no momento atual, e tais oscilações ocorrem devido a fatores de mercado, incluindo a situação econômica do país e oferta e demanda dos títulos. Tais oscilações podem fazer com que um título comprado em uma data tenha uma rentabilidade negativa em uma data posterior (mas a rentabilidade é garantida na data do vencimento do título). Por isso, ainda que o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+ possam ser resgatados antes do vencimento, não é recomendado usá-los como reserva de emergência.

O Tesouro Prefixado cujos rendimentos são resgatados no vencimento (ou seja, sem juros semestrais) funciona com a seguinte lógica (a versão com juros semestrais possui lógica diferente): no vencimento, cada título vale 1000 reais e cada fração de 1% do título vale 10 reais (isso sem descontar o imposto de renda). Quando é ofertado, cada título possui um valor que, aplicando um percentual de juros até a data de vencimento, faz o mesmo render até o valor total (valor investido mais juros) somar 1000 reais por título. Se, de um dia para o outro (ou ainda no mesmo dia, em horários diferentes), a taxa de juros ofertada sobe, o valor do título ofertado cai e, consequentemente, o valor de venda do titulo também cai na mesma proporção. Se a taxa de juros cai, ocorre o inverso. Os demais títulos, exceto o Tesouro Selic, seguem lógicas semelhantes.

Para encerrar o post, seguem mais algumas informações. O horário em que os títulos do Tesouro Direto podem ser comprados é de segunda a sexta, das 9:30 às 18:00, exceto feriados vigentes na cidade de São Paulo (incluindo o dia da Consciência Negra), todavia, nos demais horários, exceto das 5:00 às 9:00, que é quando o sistema fica em manutenção, é possível agendar a compra de títulos, neste caso, os mesmos serão comprados pelo valor de abertura de mercado do dia útil seguinte, que pode ser ligeiramente diferente dos valores de referência apresentados no momento do agendamento.

Antigamente, os títulos do Tesouro Direto possuíam outros nomes, como LFT para o Tesouro Selic e LTN para o Tesouro Prefixado. E até 2006, era ofertado o Tesouro IGPM+, chamado de na época de NTN-C, que era como o Tesouro IPCA+, mas com o índice IGP-M em vez do IPCA.

Além do Tesouro Direto, que só está disponível para pessoas físicas investirem e não permite a revenda de títulos de uma pessoa física para outra, há ainda os títulos públicos ofertados em leilões do Tesouro Nacional, que podem ser adquiridos por empresas e revendidos para terceiros. Este site fala um pouco sobre os tais títulos públicos:

https://www.genialinvestimentos.com.br/artigo/titulo-publico-fora-do-tesouro-direto-pode-ser

Independente dos títulos serem do Tesouro Direto ou dos leilões de títulos, todos os mesmos são armazenados em meio eletrônico, não havendo títulos impressos em papel nos dias de hoje, como havia até 1970, ano em que foram emitidos os últimos títulos nessa modalidade. Tais títulos tinham vencimento de, no máximo, um ano e, após cinco anos do vencimento do título, o mesmo prescrevia. Nos dias de hoje, há golpistas ofertando supostos títulos públicos daquela época que teriam sido repactuados (isto é, convertidos em títulos com vencimento mais recente) ou revalidados, muitas vezes com valores astronômicos, inclusive com supostos peritos atestando uma suposta autenticidade dos mesmos, com códigos ISIN (títulos da dívida pública não são passíveis de serem identificados com códigos ISIN, apenas ações e outros ativos do tipo) e outras estratégias para fazer o suposto título parecer um título verdadeiro. Acontece que esses papéis todos não possuem nenhum valor, e a grande maioria nem mesmo foi emitida pelo Tesouro Nacional (ou seja, a maioria é falsa). E teve até um pai e filho empresários que acabaram presos tentando resgatar um suposto título público em papel da década de 1970, comprado não sei de quem (um golpista), que supostamente valia não sei quantos bilhões de reais (não escrevi errado, é bilhões mesmo, com B de bosta), a notícia da prisão dos dois saiu em não sei que site de notícias (estou com preguiça de procurar a notícia e colocar o link aqui no post). Ou seja, não comprem tais títulos em papel, são todos sem valor, ainda que os golpistas digam argumentos supostamente convincentes, como a de que dívida pública supostamente não prescreveria. Título público que vale alguma coisa é só no Tesouro Direto e no mercado secundário, ou diretamente nos leilões do Tesouro Nacional, e tudo por meio eletrônico, sem impressão em papel.

No próximo post, que será postado ainda esse ano, falarei de outras opções de investimento em renda fixa, algumas com rentabilidade acima de alguns títulos do Tesouro Direto, como CDBs, LCIs e LCAs. E, em caso de dúvidas acerca deste post, deixe um comentário.

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Pequenas receitas culinárias

Posted in Tutoriais on 30/05/2014 by Allan Taborda

Mousse de algum sabor qualquer:

– 395g de leite condensado, de preferência, aqueles de caixinha;
– 400g de creme de leite, de preferência, aqueles de caixinha, com duas caixinhas de 200g cada;
– 1 pacote de suco em pó, preferencialmente da marca Nutrinho (pode ser misturado também ao leite, por isso usei essa marca, não sei se funciona com suco em pó de outra marca) de algum sabor qualquer;
– 2 pacotes de gelatina em pó incolor e sem sabor, ou uma quantidade que seja suficiente para 1 litro segundo descrito na embalagem (a gelatina em pó que eu usei diz que um pacote é suficiente para meio litro);
– Um pouco de leite, o suficiente para tudo der 1 litro de líquido, uma caixinha da medida do leite condensado acho que dá;
– 1 liquidificador com capacidade mínima de 1 litro e com graduação para saber quanto líquido tem dentro;

Taca tudo no liquidificador, menos o leite, a gelatina em pó e o liquidificador, até porque não tem como botar uma coisa dentro dela mesma. Bata tudo durante alguns segundos (não contei quantos eram, acho que eram uns 60 ou 90). Prepare a gelatina em pó segundo as instruções da embalagem da mesma, adicione a gelatina preparada e o leite até dar 1 litro (confesso que botei a olho e deu 1 litro) e bata tudo de novo. Adicione em formas até acabar o líquido, e se acabarem as formas, improvise com copos pequenos, que foi o que eu fiz. Ponha tudo na geladeira e deixe endurecer, acho que em 4 horas está pronto o bagulho. Aí, já pode comer.

Observação: o fabricante do suco em pó Nutrinho não patrocinou este post.

Pipoca comum no micro-ondas:

– Meia xícara (ou meio copo daqueles baixinhos, caso não tenha uma xícara) de milho para pipoca;
– 1 tampa para micro-ondas;
– 1 micro-ondas;
– 1 recipiente grande que possa ir ao micro-ondas;
– Sal;
– Um pouco de óleo;

Coloque o milho no recipiente junto com um pouco de óleo, tampe com a tampa e aqueça no micro-ondas utilizando a função “pipoca” de seu aparelho (no meu, o tempo é de 3 minutos e 30 segundos, programe esse tempo caso seu aparelho não tenha essa função). Coloque sal e coma as pipocas.

Observação: não jogue fora os milhos que não estouraram. Após comer as pipocas, reaqueça os milhos no micro-ondas, com um pouco de óleo, e pare imediatamente o aquecimento ao perceber que os estouros pararam.

Ovo cozido no micro-ondas:

– 1 ovo;
– 1 micro-ondas;
– 1 garfo;
– 1 xícara, copo ou prato;
– 1 tampa para micro-ondas;
– Sal;

Quebre o ovo dentro da xícara, do copo ou do prato, fure a gema com o garfo e adicione um pouco de sal. Cozinhe o ovo no micro-ondas por 1 minuto, utilizando uma tampa para micro-ondas, e depois coma com o garfo.

Observação: o ovo terá aparência de um ovo frito, todavia, como não houve fritura no óleo, tecnicamente é considerado um ovo cozido, ainda que muito diferente do ovo cozido tradicional. Apesar que a fritura também é um tipo de cozimento, logo, ovos fritos também são tecnicamente ovos cozidos.

Sanduíche de hambúrguer com ovos:

– 4 fatias de pão de forma;
– 2 ovos;
– 1 hambúrguer;
– 1 frigideira;
– Um pouco de óleo para a fritura;

Em uma frigideira, frite o hambúrguer e depois os dois ovos. Após isso, monte o sanduíche, colocando uma fatia de pão, um dos ovos fritos, outra fatia de pão, o hambúrguer, mais uma fatia de pão, o outro ovo frito e a última fatia de pão. Agora é só comer o sanduíche antes que o mesmo esfrie.

Observação: os ovos podem ser preparados no micro-ondas, de acordo com a receita anterior, todavia, como o hambúrguer vai ser frito de qualquer jeito, eu aconselho a aproveitar a frigideira e fritar os ovos.

Caso não tenha visto, eu postei em 2010 uma receita de banana com aveia aqui no blog, que pode ser acessada através do link neste parágrafo.

Tutorial de atualização do Debian 6.0 para a versão 7.0

Posted in Tutoriais on 10/06/2013 by Allan Taborda

Em março de 2011, fiz um post com um tutorial de atualização do Debian 5.0 (codinome Lenny) para a versão 6.0 (codinome Squeeze). Neste post, sintetizarei o processo de atualização do Debian 6.0 para a versão 7.0 (codinome Wheezy), em uma versão simplificada do tutorial original, que é mais extenso e tem outros detalhes. Baseei-me nas instruções contidas no próprio site do Debian, que podem ser acessadas em http://www.debian.org/releases/stable/amd64/release-notes/ seções 4 e 5. Este tutorial foi testado nas versões 32 (i386) e 64 bits (amd64) do Debian GNU/Linux. Não foi testado no Debian GNU/kFreeBSD, mas creio que deva funcionar também para o mesmo, fazendo apenas uma adaptação com relação ao nome do pacote do kernel (onde está escrito linux-image, substitui-se por kfreebsd-image). Todos os comandos devem ser executados como root e recomenda-se, assim como na atualização da versão 5.0 para a 6.0, não usar o aptitude no lugar do apt-get para rodar os comandos (isso consta no tutorial do site do Debian).

1) Tecle Ctrl+Alt+F1 para ir para o console em modo texto e logue-se como root.

2) Instale todas as atualizações lançadas para a versão 6.0 pelo menos até a versão 6.0.7:

apt-get update
apt-get upgrade

3) (Opcional) Caso possua um conjunto de DVDs do Debian (dez, no total), insira um dos DVDs no leitor de DVDs e use o comando abaixo para adicioná-lo à lista de repositórios:

apt-cdrom add

Repita o processo para todos os DVDs.

4) Edite o arquivo /etc/apt/sources.list com um editor de texto, alterando todas as referências a “squeeze” para “wheezy”. Eu usei o nano como editor de texto.

5) Mate o modo gráfico (não sei sei isso é realmente necessário, mas o seguro morreu de velho):

killall gdm3

Se estiver usando outro gerenciador de login ao invés do GDM, altere a linha acima para matar o gerenciador que estiver usando (por exemplo, o KDM).

6) Atualize os pacotes para os do Wheezy (isto não atualizará todos os pacotes, mas é assim mesmo):

apt-get update
apt-get upgrade

7) Instale o kernel do Debian Wheezy:

apt-get install linux-image-3.2.0-4-amd64

A linha acima é específica para a versão 64 bits do Debian. Para a versão 32 bits, a linha seria:

apt-get install linux-image-3.2.0-4-686-pae

Caso esteja em dúvida e queira verificar o nome correto do pacote a ser instalado, use o comando:

apt-cache search linux-image

E instale a versão com nome semelhante à versão que já está instalada no sistema, que irá aparecer no comando acima também. Observação: na versão 32 bits, não há pacote de kernel 686 sem suporte PAE. Caso faça muita questão de não ter um kernel com suporte a PAE, sugiro instalar a versão 486 no lugar da 686.

8) (Opcional) Caso possua instalado o pacote ia32-libs ou deseje futuramente instalar pacotes 32 bits sendo a versão instalada do Debian a de 64 bits, execute os comandos abaixo:

apt-get install dpkg
dpkg –add-architecture i386
apt-get update

O primeiro comando instala a nova versão do DPKG, que possui suporte a multi-arquitetura. Substitua nos comandos acima i386 por amd64 se desejar instalar pacotes 64 bits sendo a versão instalada do Debian a de 32 bits (o kernel em execução deve ser a versão 64 bits quando for executar programas 64 bits). Caso não execute esse passo, o DPKG será atualizado normalmente junto com outros pacotes.

9) Rode o comando abaixo, que irá, de fato, atualizar o Debian para a versão 7.0:

apt-get dist-upgrade

10) Aproveite para remover pacotes inúteis, que eram dependências de outros pacotes mas que agora não são mais necessários, e, novamente, verifique (antes e depois de remover os pacotes inúteis) se não há mais nenhum pacote a ser atualizado:

apt-get upgrade
apt-get autoremove
apt-get upgrade

11) Reinicie o sistema, com o comando “reboot”.

12) Repita o passo 1 e rode o comando abaixo para remover o antigo kernel da versão 6.0 do Debian:

apt-get remove linux-image-2.6.32-5-amd64

A linha acima é específica para a versão 64 bits do Debian. Para verificar o nome correto do pacote a ser removido, use o comando:

apt-cache search linux-image-2.6

E isso é tudo. Caso deseje consultar um tutorial mais detalhado acerca da atualização do Debian para a versão 7.0, consulte o manual oficial no link do início deste post, que é bem maior e tem outros detalhes.

Minha técnica para memorizar posições no Classic Simon (jogo de Genius para Android)

Posted in Lazer, Tutoriais on 02/06/2012 by Allan Taborda

Há um pouco mais de dois meses, instalei no meu celular com Android um jogo chamado Classic Simon, disponível no Google Play em https://play.google.com/store/apps/details?id=com.neilneil.android.games.simonclassic&hl=pt_BR ou diretamente pelo celular, pesquisando por “Classic Simon” na loja de aplicativos (o aplicativo é desenvolvido pela Mobikats Ltd). É basicamente um jogo de Genius (ver página da Wikipédia), onde o usuário ganha pontos ao memorizar um determinado número de posições representadas por botões coloridos.

No Classic Simon, além do modo tradicional com quatro botões (Classic), há um modo de nove botões (Super), além de diferentes modos de jogo (quatro velocidades, Magic Memory mode, Chaos mode e dois jogadores) tanto no modo Classic quanto no modo Super. Para quem tem um celular com Android, recomendo fortemente a instalação desse jogo, que é gratuito. Para iPhone, pelo menos até o momento, não há uma versão dele, mas como a Mobikats desenvolve aplicativos também para o iPhone, é possível que exista uma versão dele para o iPhone no futuro (enquanto essa versão não sai, para quem possui iPhone, creio que exista um programa similar na app store da Apple).

Há algum tempo atrás, consegui o meu melhor recorde até o momento, com 95 posições memorizadas, obtendo o segundo lugar entre os recordes globais, que contém os resultados de todos os milhares de jogadores do Classic Simon (o primeiro lugar consta com 119 posições memorizadas e o terceiro com 82). A partida em questão demorou mais de uma hora e meia. É provável que, no futuro, eu melhore ainda mais esse recorde, talvez até alcançando o primeiro lugar no ranking global do aplicativo.

No post de hoje, além de apresentar o Classic Simon, irei explicar a técnica que eu uso para memorizar o maior número de posições possível. A técnica é bem simples, mas muito eficiente.

A primeira e mais importante parte da técnica é a de agrupar as posições em conjuntos de posições, e memorizar esses conjuntos de posições ao invés das posições propriamente ditas. É muito mais fácil memorizar a ordem exata de 6 grupos de 6 posições do que a ordem exata de 36 posições, por exemplo.

A segunda parte da técnica é a de como agrupar as posições em grupos. A cada turno, uma nova posição gerada aleatoriamente pelo jogo é adicionada à sequencia e, a medida que novas posições são adicionadas, novos grupos devem ser formados. Cada grupo deve ter entre três e nove posições (ou até mais de nove posições, caso consiga memorizar grupos maiores).

Para fazer o agrupamento das posições, basta que associe uma sequencia curta a algo de fácil memorização para você. Por exemplo, a sequencia amarelo-azul-verde-vermelho eu chamo de “volta completa”, pois é como se um ponteiro de um relógio desse a volta no mesmo, sendo o painel de quatro botões o relógio. Já a sequencia vermelho-verde-azul-amarelo eu chamo de “volta completa invertida”, pois é a sequencia inversa da “volta completa”. A sequencia amarelo-azul-vermelho-verde eu chamo de “escrita linear”, pois a mesma ocorre da esquerda para a direita, pulando a linha de cima para baixo. A sequencia amarelo-verde–azul-vermelho eu chamo de “X com ligação à direita”, pois é como se traçasse uma linha que resultasse em um X, mas com as duas hastes da direita ligadas. A sequencia amarelo-vermelho-vermelho eu chamo de “ponto de exclamação à esquerda” pelo fato dos botões amarelo e vermelho ficarem à esquerda (por que eu chamo de ponto de exclamação eu não sei, mas eu associo uma posição em cima e duas embaixo como sendo um ponto de exclamação). Há muitas outras sequencias que eu memorizei além dessas.

Além das sequencias memorizadas, existem também as sequencias derivadas das mesmas, que nada mais seriam do que sequencias que diferem de uma já previamente memorizada por apenas uma posição a mais, ou pela repetição da primeira ou da última posição. Uma sequencia derivada também pode ser uma sequencia memorizada repetida duas ou mais vezes, contando como uma única sequencia, essa nova sequencia é derivada da que se repetiu.

Enquanto as últimas posições sorteadas não formam um grupo completo (por exemplo, se houver apenas uma ou duas posições após a formação do último grupo), as mesmas devem ser memorizadas individualmente, e sempre que uma nova posição é sorteada, você deve dizer em pensamento, em tom “vibrante” (como se falasse em voz alta meio que gritando, só que em pensamento) a cor da posição em questão para que a mesma não seja esquecida instantes depois, enquanto você se preocupa em memorizar os grupos anteriores.

Assim que houver três posições sorteadas que não foram agrupadas, você deve associar um grupo às mesmas a fim de não ficar muitas posições a serem memorizadas individualmente. Este grupo poderá crescer, se você ver que consegue memorizar um grupo maior, adicionando a nova posição a este grupo recém-formado.

Uma dica importante é prestar atenção nas repetições feitas pelo jogo a fim de mostrar as posições anteriores à nova cor sorteada para a próxima posição, tais repetições ajudam o jogador a memorizar as posições (ou os grupos de posições) pelo fato das mesmas se repetirem a cada novo sorteio de cor para cada nova posição. Essas repetições não ocorrem no modo Magic Memory, que apresenta apenas a cor da posição seguinte, sem exibir as repetições.

Basicamente, a minha técnica é essa. Espero que eu tenha sido bem claro neste post. Em caso de dúvidas quanto a essa minha técnica, escrevam as mesmas nos comentários.

Como usar imagens ISO do Debian como repositórios locais do mesmo

Posted in Tutoriais on 17/03/2012 by Allan Taborda

No post de hoje, um breve tutorial de como usar imagens ISO do Debian armazenadas no HD como repositórios locais de pacotes, podendo instalar ou atualizar programas a partir dessas imagens. A versão do Debian que esse tutorial se refere é a 6.0, mas pode ser usada em qualquer versão, seja mais antiga ou lançada futuramente.

1) Para cada imagem ISO, crie uma pasta dentro da pasta /mnt:

mkdir /mnt/m1
mkdir /mnt/m2
mkdir /mnt/m3
mkdir /mnt/m4
mkdir /mnt/m5
mkdir /mnt/m6
mkdir /mnt/m7
mkdir /mnt/m8

Os comandos acima devem ser executados como root. Na verdade, todos os passos deste tutorial devem ser executados como root. Como eu uso os oito DVDs do Debian, criei oito pastas, uma para cada imagem ISO de DVD.

2) No arquivo /etc/apt/sources.list, insira as seguintes linhas, uma para cada imagem ISO:

deb file:///mnt/m1/ squeeze contrib main
deb file:///mnt/m2/ squeeze contrib main
deb file:///mnt/m3/ squeeze contrib main
deb file:///mnt/m4/ squeeze contrib main
deb file:///mnt/m5/ squeeze contrib main
deb file:///mnt/m6/ squeeze contrib main
deb file:///mnt/m7/ squeeze contrib main
deb file:///mnt/m8/ squeeze contrib main

Se for usar outra versão do Debian que não é a Squeeze, substitua “squeeze” pela versão que esteja usando.

3) Monte todas as imagens ISO:

mount -t iso9660 -o loop /home/irmaodamara/ISO/Debian/amd64/debian-6.0.4-amd64-DVD-1.iso /mnt/m1/
mount -t iso9660 -o loop /home/irmaodamara/ISO/Debian/amd64/debian-6.0.4-amd64-DVD-2.iso /mnt/m2/
mount -t iso9660 -o loop /home/irmaodamara/ISO/Debian/amd64/debian-6.0.4-amd64-DVD-3.iso /mnt/m3/
mount -t iso9660 -o loop /home/irmaodamara/ISO/Debian/amd64/debian-6.0.4-amd64-DVD-4.iso /mnt/m4/
mount -t iso9660 -o loop /home/irmaodamara/ISO/Debian/amd64/debian-6.0.4-amd64-DVD-5.iso /mnt/m5/
mount -t iso9660 -o loop /home/irmaodamara/ISO/Debian/amd64/debian-6.0.4-amd64-DVD-6.iso /mnt/m6/
mount -t iso9660 -o loop /home/irmaodamara/ISO/Debian/amd64/debian-6.0.4-amd64-DVD-7.iso /mnt/m7/
mount -t iso9660 -o loop /home/irmaodamara/ISO/Debian/amd64/debian-6.0.4-amd64-DVD-8.iso /mnt/m8/

No GNU/Linux, só é possível montar até oito imagens ISO de cada vez, se você tiver mais de oito imagens e precisar usar todas elas, considere usar a imagem Blu-Ray do Debian, você pode gerá-la usando as imagens de CD ou DVD que você possui utilizando o Jigdo, usando aquele tutorial que eu escrevi a alguns posts atrás, em Novembro de 2011.

4) A fim de registrar os novos repositórios, execute os seguinte comando:

aptitude update

O aptitude pode ser substituído pelo apt-get, se assim desejar.

5) Agora os repositórios estão registrados, você já pode usar suas imagens ISO como um repositório local do Debian. Inclusive, pode atualizar de uma versão para outra.

6) Após terminar de usar suas imagens ISO como repositórios, desmonte-as:

umount /mnt/m1/
umount /mnt/m2/
umount /mnt/m3/
umount /mnt/m4/
umount /mnt/m5/
umount /mnt/m6/
umount /mnt/m7/
umount /mnt/m8/

Para usar novamente as imagens como repositórios locais, basta montá-las novamente e usá-las.

E aqui termina este tutorial, se tiverem alguma dúvida sobre o mesmo, deixem comentários.

Obtendo o Debian (ou outras distros) usando o Jigdo

Posted in Tutoriais on 22/11/2011 by Allan Taborda

Desde Outubro de 2005, eu vendo pela Internet o Debian GNU/Linux, antigamente em CD (eram 14 CDs do Debian 3.1), posteriormente eu passei a vender também a versão em DVD e, com o aumento da quantidade de CDs nos quais o Debian é composto (atualmente são mais de 50, na atual versão 6.0), atualmente vendo apenas a versão em DVD, composta por 8 DVDs.

Cada vez que o projeto Debian lança uma atualização do conjunto de CDs/DVDs da distribuição, ou quando uma nova versão é lançada, lá vou eu baixar as novas imagens de instalação (atualmente, só as de DVD). Entretanto, eu não baixo tudo de novo quando sai uma atualização, ou mesmo quando é lançada uma nova versão. Eu utilizo o Jigdo para baixar as imagens ISO. Na minha opinião, o Jigdo é a melhor opção para obter as imagens de instalação do Debian (e de algumas outras distribuições também). E hoje, irei explicar como usar o Jigdo para baixar as imagens do Debian, aproveitando (ou não) partes de uma mídia de instalação mais antiga ou pacotes baixados anteriormente na hora de instalar atualizações de segurança da Internet, pelos repositórios do Debian.

O Jigdo trabalha da seguinte forma: ao invés dele baixar a imagem ISO propriamente dita, o Jigdo baixa os arquivos contidos na mesma, na sua maioria pacotes do Debian, e depois de baixar os arquivos, sempre de 10 em 10 (de 5 em 5 na versão para Windows), os adiciona a uma imagem ISO temporária que, ao término do download de todos os arquivos, se torna uma imagem ISO idêntica à que pode ser baixada dos servidores do Debian.

O Jigdo pode ser instalado no Debian/Ubuntu com o comando “apt-get install jigdo-file”, executando o mesmo com privilégios de root. Há também pacotes para outras distribuições, como o Fedora (consulte a documentação da distribuição em específico para saber como instalar o Jigdo) e até uma versão para Windows, que é meio bugada e eu não recomendo.

Uma vez instalado o Jigdo, para cada imagem ISO que quiser baixar, será necessário baixar dois arquivos, um com a extensão .jigdo e outro com a extensão .template, este sendo maior que o primeiro. Esses arquivos podem ser obtidos no site do Debian, na sessão de downloads dos arquivos para baixar o Debian com o Jigdo. Há também, em alguns repositórios na Internet, arquivos do Jigdo para versões antigas, para caso, por algum motivo, você precise de uma versão mais antiga do Debian.

O Jigdo é um programa em modo texto, mesmo na versão para Windows, que é executada pelo prompt de comando. Uma versão em modo gráfico chegou a ter seu desenvolvimento iniciado, mas não chegou a ser concluída. Na verdade, nem o Jigdo em modo texto é atualmente desenvolvido, visto que seu desenvolvedor encerrou seu desenvolvimento. Outros desenvolvedores atualmente trabalham num clone do Jigdo escrito em Python, que virá a substituir o Jigdo original.

Para executar o Jigdo, usa-se o comando: “jigdo-lite nomedoarquivo.jigdo”, com os arquivos .jigdo e .template no mesmo diretório que o comando é executado. Então, serão mostradas as informações acerca da imagem a ser gerada após os arquivos serem obtidos e aparecerá um prompt “files to scan”, neste prompt, você poderá informar o caminho de um diretório contendo pacotes do Debian, que pode ser inclusive o caminho do ponto de montagem do DVD, caso opte por usar um DVD já gravado do Debian (aí o caminho ficaria algo como /media/cdrom).

Eu costumo usar imagens ISO antigas para obter novas imagens ISO pelo Jigdo. Com um comando tipo “mount -t iso9660 -o loop imagem.iso /mnt/iso” (o diretório /mnt/iso deve ser previamente criado, e pode ser qualquer diretório, até mesmo um dentro do diretório de usuário, de preferência vazio), que deve ser executado com privilégios de root, é possível montar imagens ISO para que seu conteúdo possa ser escaneado pelo Jigdo, aproveitando os arquivos existentes nas mesmas.

Após escanear todos os diretórios desejados (eu escaneio o conteúdo de todas as imagens de DVDs antigas e mais o diretório /var/cache/apt/archives, onde ficam as atualizações de segurança baixadas pelo gerenciador de pacotes do Debian, e às vezes as imagens de DVD da versão i386 do Debian, caso eu tenha obtido essas primeiro e esteja obtendo a versão amd64 a fim de obter os novos pacotes que são comuns a ambas as versões), você pode dar Enter no prompt “files to scan”, o que fará o Jigdo a exibir o prompt perguntando de onde o restante dos arquivos deverá ser baixado. Você pode informar http://ftp.br.debian.org/debian/ e dar Enter, e então os arquivos restantes serão baixados, de 10 em 10, automaticamente do servidor brasileiro do Debian. Caso deseje baixar a partir do servidor estadunidense do Debian, substitua o “br” por “us” na URL anteriormente informada. Caso prefira o servidor alemão, substitua por “de”, caso prefira o servidor francês, substitua por “fr” e assim por diante. O servidor brasileiro costuma ser mais rápido para quem está situado no Brasil.

Ao final do download dos arquivos restantes, ou mesmo após escanear os diretórios, caso todos os arquivos tenham sido obtidos, a imagem ISO estará completa. Então, o Jigdo verificará a integridade da mesma, calculando seu checksum. Caso a imagem esteja íntegra (em 99% das vezes está), aparecerá a mensagem “Checksum matchs, image is good!” e a imagem estará pronta para ser gravada num DVD (ou num CD, caso seja uma imagem de CD, ou num disco BluRay, caso seja a imagem de BluRay, que só é distribuída pelo Jigdo ou por BitTorrent) ou usada para instalar o Debian numa máquina virtual.

O Jigdo, apesar de ter sido projetado especialmente para ser usado para obter imagens do Debian, pode ser usado para obter imagens ISO de outras distribuições, como o Fedora, caso haja a opção de baixar a distribuição pelo Jigdo, isto é, caso haja arquivos .jigdo e .template relativos às imagens ISO para serem baixados.

Então é isso. Caso tenha ficado com alguma dúvida do processo de obtenção de imagens ISO pelo Jigdo, escreva a mesma na sessão de comentários deste post.

Tutorial de atualização do Debian 5.0 para a versão 6.0

Posted in Tutoriais on 07/03/2011 by Allan Taborda

No último fim de semana de Fevereiro, atualizei o Debian instalado no meu notebook para a versão 6.0, codinome Squeeze, lançada há um mês. Segui as instruções contidas no próprio site do Debian, que podem ser acessadas em http://www.debian.org/releases/stable/amd64/release-notes/ seções 4 e 5. Neste post, farei um resumo das instruções de atualização da versão 5.0.8 para a versão 6.0, uma versão simplificada do tutorial original, que é mais extenso e tem outros detalhes. Este tutorial foi testado na versão 64 bits do Debian (amd64), mas deve funcionar para a versão 32 bits (i386) também. Todos os comandos devem ser executados como root e recomenda-se não usar o aptitude no lugar do apt-get para rodar os comandos (isso consta no tutorial do site do Debian).

1) Tecle Ctrl+Alt+F1 para ir para o console em modo texto e logue-se como root.

2) Instale todas as atualizações lançadas para a versão 5.0 (codinome Lenny) até a versão 5.0.8:

apt-get update
apt-get upgrade

3) (Opcional) Caso possua um conjunto de DVDs do Debian (oito, no total), insira um dos DVDs no leitor de DVDs e use o comando abaixo para adicioná-lo à lista de repositórios:

apt-cdrom add

Repita o processo para todos os DVDs.

4) Edite o arquivo /etc/apt/sources.list com um editor de texto, alterando todas as referências a “lenny” para “squeeze”. Eu usei o nano como editor de texto.

5) Mate o modo gráfico (não sei sei isso é realmente necessário, mas o seguro morreu de velho):

killall gdm

6) Atualize os pacotes para os do Squeeze (isto não atualizará todos os pacotes, mas é assim mesmo):

apt-get update
apt-get upgrade

7) Instale o kernel do Debian Squeeze:

apt-get install linux-image-2.6.32-5-amd64

A linha acima é específica para a versão 64 bits do Debian. Para verificar o nome correto do pacote a ser instalado, use o comando:

apt-cache search linux-image-2.6

E instale a versão com nome semelhante à versão que já está instalada no sistema, que irá aparecer no comando acima também.

8) Instale a nova versão do udev (e atualize os pacotes antes, para instalar mais atualizações que puderem ser feitas após a atualização do kernel):

apt-get upgrade
apt-get install udev

No meu sistema Debian, ao tentar atualizar o udev, o apt acusou problemas de dependências com o pacote libc6-i386, que era dependência do Wine. Neste caso, desinstale o pacote (isso irá desinstalar todos os programas que dependem dele, como o Wine, mas estes podem depois serem reinstalados):

apt-get remove libc6-i386
apt-get install udev

9) Rode o comando abaixo, que irá, de fato, atualizar o Debian para a versão 6.0:

apt-get dist-upgrade

10) Substitua o GDM antigo para o novo GDM, que virá por padrão no futuro GNOME 3 e que é muito melhor do que o antigo:

apt-get install gdm3

Este comando não só instalará o novo GDM, mas também desinstalará o GDM antigo.

11) Aproveite para remover pacotes inúteis, que eram dependências de outros pacotes mas que agora não são mais necessários, e, novamente, verifique (antes e depois de remover os pacotes inúteis) se não há mais nenhum pacote a ser atualizado:

apt-get upgrade
apt-get autoremove
apt-get upgrade

12) (Opcional) Ao final do processo, quando abri o GNOME, achei a fonte usada na interface meio esquisita e resolvi instalar a fonte do Ubuntu, que é mais bonitinha. Entretanto, ela não está disponível nos repositórios do Debian. Aproveite para instalar a fonte do Ubuntu agora com os comandos:

wget -c http://ubuntu.mirror.cambrium.nl/ubuntu//pool/main/u/ubuntu-font-family-sources/ttf-ubuntu-font-family_0.69+ufl-0ubuntu1_all.deb
dpkg -i ttf-ubuntu-font-family_0.69+ufl-0ubuntu1_all.deb

Apesar o pacote ser para o Ubuntu, não há nenhum problema de instalá-lo no Debian, pois ele depende apenas de qualquer versão do pacote defoma (já instalado por padrão no Debian). Mas lembre-se de desinstalar este pacote caso, no futuro, você vá atualizar o Debian para a versão 7.0, codinome Wheezy, quando esta for lançada.

13) Reinicie o sistema, selecionando a opção do Grub para repassar para o Grub 2, que é o boot loader do Debian 6.0. Em seguida, selecione a opção para iniciar o Debian com o kernel 2.6.32-5, o kernel novo.

14) (Opcional) No GNOME, caso tenha instalado a fonte do Ubuntu, altere a fonte usada nas janelas, nas configurações de fontes do GNOME.

15) Repita o passo 1 e rode o comando abaixo para remover o antigo kernel da versão 5.0 do Debian:

apt-get remove linux-image-2.6.26-2-amd64

A linha acima é específica para a versão 64 bits do Debian. Para verificar o nome correto do pacote a ser removido, use o comando:

apt-cache search linux-image-2.6

E remova a versão com nome semelhante à nova versão que foi instalada no sistema, que irá apacecer no comando acima também.

16) Caso possua outros sistemas operacionais instalados no computador, teste o Grub 2 para ver se ele inicia estes outros sistemas, para isso, repita o passo 13, selecionando os outros sistemas ao invés do Debian.

17) Caso a inicialização dos outros sistemas tenha funcionado normalmente, atualize o Grub em definitivo para o Grub 2 com o comando:

upgrade-from-grub-legacy

Caso a inicialização de algum sistema tenha falhado, você pode tentar consertar a configuração do Grub 2 (isto está além do escopo deste tutorial) ou pode continuar usando o Grub antigo, ignorando a opção de repassar para o Grub 2.

E isso é tudo. Caso deseje consultar um tutorial mais detalhado acerca da atualização do Debian para a versão 6.0, consulte o manual oficial no link do início deste post, que é bem maior e tem outros detalhes.