(insira aqui um tipo de música que você detesta) é música boa!

Posted in Música, Temas polêmicos on 07/01/2013 by Allan Taborda

No primeiro post de 2013, irei falar sobre um assunto muito polêmico: gostos musicais. Nele, tentarei expor meus gostos musicais de uma maneira mais resumida possível. Além disso, provarei (ou tentarei provar) que, na verdade, toda música é boa independente de seu gênero, acreditem se quiser (e a explicação é bem simples).

Meus gostos musicais são muito variados, eu gosto de muitos gêneros musicais diferentes e, dentro de um gênero musical, há músicas que eu curta mais ou curta menos, ou não curta. Mas, para tentar resumir sem deixar nada de fora, acho mais fácil escrever que tipos de música eu não curto (e o restante é o que eu curto, com maior ou menos intensidade). Depois, eu irei escrever o que eu mais curto atualmente e o que eu mais curti há tempos atrás (na verdade, com o passar do tempo e quanto mais novas músicas são lançadas, as músicas que eu curto mais vão mudando, mas sem eu deixar de curtir as que eu curtia mais antes).

As músicas que eu não gosto se resumem a algumas categorias específicas. Observação: não tenho nada contra quem gosta de tais tipos de músicas e nem quem as canta, o meu não gostar é com as músicas em específico. São elas:

1) Músicas demasiadamente repetitivas, como por exemplo, alguns tipos de música eletrônica incluindo (mas não se resumindo a) o funk (o funk é uma música eletrônica, para quem não sabe), onde, tanto nas letras quanto nas batidas musicais, ocorrem exaustivas repetições, uma vez que tal gênero musical é de baixo orçamento e os compositores de funk aparentam não ter muita criatividade para compor o enredo e a melodia das músicas, nessa categoria, incluem-se também músicas com poucos acordes, como Legião Urbana;

2) Músicas com ritmo demasiadamente pesado e/ou com vocais muito gritados, como por exemplo, as tocadas bandas de rock como Metallica, Iron Maiden, Megadeath, bandas punk e similares;

3) Músicas cuja letra não é cantada, e sim falada durante a melodia, como por exemplo, quase a totalidade dos raps existentes, além de alguns funks (e as piores nessa categoria são as mais rápidas, onde o cantor vomita a letra);

4) Músicas cuja letra possui conteúdo reprovável a meu ver, como por exemplo, conteúdo machista, sexista, apologista ao consumo de álcool, maconha e/ou outras drogas, ou que só falem de sexo e/ou putaria;

5) Músicas que só falem de um tema específico, como por exemplo, músicas que só falem de legalização da maconha (tais músicas se encaixariam também na categoria do parágrafo acima), músicas gospel (só falam de religião) e outras;

6) Músicas onde o cantor ou cantora não possui vocação alguma para cantar, nessa categoria, incluem-se (mas não se limitam a) músicas cantadas por muitos cantores de funk, algumas bandas de forró e músicas semelhantes, algumas bandas de rock, etc. Na verdade, essa categoria independe de gênero musical, nela, há geralmente (mas não se limitando a) músicas do ritmo do momento que, pelo fato de ser um gênero de música que está fazendo muito sucesso, pipocam bandas e cantores sem vocação para a música que se aproveitam do sucesso do gênero musical e pegam carona no mesmo a fim de tentar ganhar dinheiro. Essa categoria é um pouco subjetiva, pois um determinado cantor ou cantora, na avaliação de alguns, não tem vocação para cantar, mas para mim ou outras pessoas, tem sim alguma vocação (o que ocorre é que alguns timbres de vozes não agradam a certas pessoas, como o da Joelma da banda Calypso, que, a meu ver, não se encaixa nessa categoria e em nenhuma outra aqui listada, mas há muitos que não curtem a voz dela e a maneira dela cantar);

7) Músicas demasiadamente melancólicas, como (mas não se limitando a) muitos tangos e fados (acredite, a música Everybody Hurts, do REM (e regravada pelo The Corrs), não chega nem perto de tais músicas em nível de melancolia e não se inclui nessa categoria, e muito menos é a música mais melancólica do mundo, como muitos dizem);

8) Músicas demasiadamente bregas, como as do Paulo Sérgio, Amado Batista e semelhantes, muitas delas dos anos 70 (mas há também de outras épocas, e até algumas atuais);

9) Músicas que, por algum motivo em específico, ainda que não se incluam nas categorias acima, eu não curta, são bem raras as músicas inclusas nessa última categoria, e eu não me lembro de nenhuma no momento.

Observação: nas vezes que me referi a funk nos parágrafos acima, me referi ao que atualmente é chamado de funk, que é um ritmo eletrônico brasileiro que se popularizou no início dos anos 2000, principalmente entre o público mais humilde, digamos assim. Na verdade, há várias denominações de funk além dessa, que serão abordadas em um post futuro.

Bom, espero que eu não tenha esquecido nenhuma categoria de música que eu não curta, mas creio que sejam só estas aí, se houver mais alguma, eu edito o post, mas acho que é só isso mesmo.

Então, seu Allan, músicas de Luan Santana, Gustavo Lima, Justin Bieber, Miley Cyrus, KLB e Michel Teló não se incluem em nenhuma das categorias acima, então você curte essas músicas?

Não é que eu curta, de ficar escutando, o que ocorre é que eu não “não curto”, se tiver tocando, não vai ter problema nenhum, digamos que eu curto, mas muito muito muito pouco. Na verdade, Michel Teló eu até curto.

Eu divido as músicas em três categorias principais: A, B e C. Na categoria C, encontram-se as músicas que eu não gosto, que se encaixam em pelo menos uma das subcategorias anteriormente listadas. Na categoria B, encontram-se as tipo a do parágrafo anterior, as músicas que eu não tenho nenhum problema em ouvir, mas não são músicas que eu adore. E na categoria A, são as músicas que eu gosto mesmo.

Vou escrever quais tipos de música eu curto, ou melhor, vou escrever o principal, pois há muita música que eu curto e que se encaixa na categoria A, muita mesmo.

A maioria das músicas que eu curto (mas não todas, obviamente) são cantadas por vozes femininas, muitas delas são músicas do gênero pop, há também músicas mais eletrônicas, rocks moderados, algumas músicas dos anos 80 e 90 (apesar de eu não ser dos anos 80, mas não são todas as dos anos 80 e 90 que eu curto), sambas, pagodes, música baiana, alguns tipos de música sertaneja, músicas de alguns países diferentes, como Alemanha, Rússia, Japão, Itália e outros (uma das últimas descobertas que fiz na Internet foi uma cantora da Eslováquia chamada Petra Kepenova, mas ainda não tive muito tempo de pesquisar mais sobre músicas dela e só ouvi algumas poucas), músicas instrumentais, música clássica, e por aí vai (não acredito que consegui sintetizar tudo o que eu gosto de música em um parágrafo tão curto).

Atualmente, tenho escutado Shakira (estou escrevendo este post ouvindo Shakira), T.a.t.u (apesar da dupla ter se desfeito), Nena (cantora alemã dos anos 80 que canta até hoje, e curto tanto músicas antigas dela quanto novas), Kim Wilde (idem à Nena, apesar da Kim ser inglesa), Ace Of Base (desde o primeiro CD, de 1993, até o último, lançado em 2010, com uma nova formação da banda), The Corrs, Adele, Heart (uma banda de rock formada por garotas), etc. Mas as músicas que eu mais escuto variam de tempos em tempos, e já escutei bastante (ainda escuto, mas com uma frequência um pouco menor, mas pode ser que eu volte a escutar mais vezes, dependendo das minhas vontades musicais) Celine Dion, Avril Lavigne, Kyle Minogue, Kid Abelha, Gwen Stefani, Madonna, Michael Jackson, Sandy e Junior (principalmente na época do auge da dupla, bons tempos eram aqueles), uns pagodes, etc.

Por último, eu irei explicar o porque de todas as músicas existentes serem boas músicas, inclusive as listadas dentre as categorias de músicas que eu não gosto nos parágrafos numerados acima e inclusive as que você, leitor, não gosta. Pode parecer ilógico, mas é a mais pura verdade, acredite se quiser.

Na verdade, a explicação é bastante simples: para cada música, há alguém que goste, toda música tem seu público, toda música há alguém que a classifique na categoria A (supondo que todo mundo fizesse esse mesmo sistema de classificação de músicas que eu). Ou seja, toda música é boa para alguém. Você, ou eu, ou outra pessoa pode não gostar de tal música, mas há alguém que goste da mesma, há alguém que ache a música boa.

Mas, seu Allan, não tem como funk ser uma música boa, esse tipo de música é muito ruim! Ou melhor, funk nem é música, é barulho! Você mesmo escreveu que não gosta dessa porcaria! Como funk pode ser uma música boa?

Quando a gente não gosta de uma determinada música, o problema não está na música, está na gente que não gostou da música. E se a música fosse mesmo ruim, por que há gente que gosta da mesma? Outra coisa: da mesma forma que há quem goste das músicas que você não gosta, há também quem não goste das músicas que você gosta. Se for pensar da forma como está no parágrafo acima, tanto eu quanto você escutamos música ruim, já que há alguém que pensa a mesma coisa acerca das músicas que gostamos.

Espero que tenham gostado do post (se não gostaram, o problema não está no post, está em vocês que não gostaram do mesmo, visto há quem goste), e caso discordem de algo, ou mesmo caso não discordem, ou caso desejem perguntar se eu curto um tipo de música em específico (ou outro tipo de pergunta), escrevam suas considerações na seção de comentários.

Allan Taborda lendo A Moreninha, capítulo 12 (e mais dois vídeos)

Posted in Idiotices on 25/12/2012 by Allan Taborda

Hoje é Natal, dia 25 de Dezembro! Feliz Natal a todos os que estiverem lendo isso (e os que não estiverem lendo também), ainda que leiam isso após o Natal!

O post de hoje é para divulgar três vídeos que eu gravei com a webcam do meu notebook, entre eles, um onde eu leio um capítulo do livro A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo e faço comentários sobre o texto enquanto leio. Esse vídeo possui duração de quase 42 minutos e, apesar de longo e da minha dicção não ser boa, é muito engraçado (ou pelo menos, eu achei engraçado, não sei quanto a você que está lendo isso). Os outros dois vídeos são só testes idiotas feitos na webcam.

Seguem os vídeos abaixo:

Eu lendo A Moreninha, capítulo 12:

Cabelo esquisito:

Félix, o gato branco com olhos verdes:

E um próspero ano novo de 2013 a todos, e que o mesmo seja melhor que esse ano!

São Paulo versus Praia Grande

Posted in Temas polêmicos on 05/12/2012 by Allan Taborda

Ultimamente, não tenho tido muito tempo para escrever nos meus blogs, mas acredito que eu volte a ter tempo a partir de agora. No post de hoje, descreverei os motivos de eu achar que São Paulo é uma cidade melhor para se morar do que Praia Grande (pelo menos para mim). Caso discordem dos meus pontos de vista e/ou desejem contra-argumentar em favor de Praia Grande, vocês podem efetuar comentários ao final deste post.

Cada vez mais pessoas estão vindo morar em Praia Grande e a população da cidade vem subindo a cada ano. Por outro lado, a cidade de São Paulo tem uma tendência de queda em sua população, pelo menos nos últimos tempos. Atraídos pela ideia de morar em um lugar não tão agitado quanto a capital paulista, com praia e mais algumas supostas vantagens, somando ao fato de que imóveis em Praia Grande saem mais baratos do que os de muitas regiões da capital, muitas pessoas, incluindo muitos idosos, optam por sair de São Paulo rumo a esta cidade na qual morei por quase 20 anos.

Cada um tem seus motivos particulares para mudar de cidade e preferir uma ao invés da outra. Eu, que já estou em São Paulo já há algum tempo, acabei vindo parar aqui por um motivo em específico, que é o de que eu passei a trabalhar aqui. Entretanto, acabei descobrindo outros que me fizeram ficar de vez por aqui, indo para Praia Grande apenas para visitar os familiares que ficaram por lá. E, no geral, acabei por concluir que São Paulo é uma cidade melhor para se morar do que Praia Grande.

Como eu disse, eu vim para a capital paulista porque passei a trabalhar aqui. Em Praia Grande, há muito poucas vagas de emprego para profissionais qualificados de um modo geral, não apenas na área da informática, mas em muitas áreas especializadas. Em informática, tirando as vagas de técnicos de hardware que ganham um salário de fome, praticamente não há vagas de emprego, e em desenvolvimento de software, que é a minha área de atuação, menos ainda.

Se um programador opta por trabalhar em Praia Grande, ou ele vai ter que fazer bicos e trabalhar como freelancer, desenvolvendo pequenos sistemas para empresas menores, como por exemplo sistemas de cadastro de clientes para lojas que vendem alguma coisa, ou ele terá que tentar a sorte em algum concurso público da prefeitura ou de algum órgão que, por sorte, esteja oferecendo vagas a essa categoria de profissional.

Em São Paulo, há muitas vagas de emprego para as mais diversas áreas, principalmente as que requerem profissionais qualificados. Em desenvolvimento de software, chovem vagas de emprego, principalmente para as linguagens de programação mais populares. No site Apinfo.com, a grande maioria de vagas são para trabalhar na cidade de São Paulo, com muitas vagas para programador Java, DotNet, PHP e outras plataformas.

Eu não disse que não há empregos em Praia Grande, há empregos na construção civil, vagas para trabalhar no comércio, e outras, mas tais tipos de empregos também existem em São Paulo.

Outro motivo é a infraestrutura de ambas as cidades. Enquanto em Praia Grande há apenas um hospital, que funciona em condições horríveis, bem como as unidades de saúde do município, que não são muitas, em São Paulo há vários hospitais e unidades de saúde. A qualidade dos serviços de saúde também não é 100%, deixando a desejar muitas vezes (isso varia de unidade de saúde para unidade de saúde), mas não é pior do que em Praia Grande, onde as consultas médicas tem que ser remarcadas uma série de vezes devido à falta de médicos (só para citar um exemplo de problema), além de outros problemas já conhecidos da população.

E não é só na infraestrutura da saúde pública que São Paulo é melhor do que Praia Grande, em todas as áreas a infraestrutura de São Paulo é melhor. Há muitos tipos de lugar que existem em São Paulo e que em Praia Grande simplesmente não tem nada, como lojas especializadas e determinadas opções de lazer, por exemplo.

Onde tem loja que vende discos de vinil em Praia Grande? Em São Paulo tem! Lojas de CD em Praia Grande eu só conheço a do hipermercado Extra e as das Lojas Americanas. Em São Paulo, andando pelo centro da cidade a fim de fazer não sei o quê, topei com uma e comprei uns CDs difíceis de achar hoje em dia. E biblioteca? Em São Paulo, tem algumas, com destaque para a que fica localizada próximo ao Metrô Carandiru, e ao lado há um belo parque, o Parque da Juventude. A de Praia Grande, quando eu fui precisar consultar livros para fazer o TCC da faculdade, o máximo que a bibliotecária tinha para me oferecer era um livro velho de Delphi versão 2.0 e só. Zoológico, autódromo e estádio de futebol, esquece, provavelmente nunca vai ter naquela cidade. Comércio popular? Em São Paulo há a 25 de Março, além de outros polos especializados, como a Santa Efigênia, especializada em eletrônicos. Em Praia Grande, só há um pedaço da Avenida Vicente de Carvalho, formado por alguns quarteirões, com lojas mixurucas, além da feira livre que ocorre de fim de semana do outro lado da pista.

Pontos turísticos em São Paulo tem um monte, como o centro histórico, o Theatro Municipal (é assim mesmo que se escreve), que também fica no centro histórico, o Zoológico, o Parque da Juventude e a Biblioteca Municipal, já anteriormente citados, o parque que fica na região da Luz que não sei ao certo o nome (acho que deve ser Parque da Luz ou algo assim), o MASP e muitos outros lugares. Em Praia Grande tem a praia (eu particularmente não vejo graça nisso, mas há quem goste), um teatro (na verdade, o Palácio das Artes) que fica onde o Mourão perdeu as botas, um shopping que fica tão longe quanto (fica perto do Palácio das Artes, e fora esse shopping tem mais um outro menor), tem a Praça das Bolas (ih, esqueci, a prefeitura acabou com a praça), o aeroclube (ah, esqueci que o aeroclube foi fechado e atualmente está em ruínas…), a Praça das Cabeças (se bem que ninguém gosta daquela praça, só o prefeito gosta daquilo) e… Só! Ah, tem também o Forte Itaipu, mas eu não sei se está aberto à visitação pública, tipo, se chegando lá dá para entrar ou não.

O trânsito de São Paulo é bastante caótico, principalmente na chamada hora do rush, onde muitas pessoas precisam ir ou voltar do trabalho em um mesmo horário e por uma mesma via. Praia Grande, no momento, tem um trânsito melhor, mas com cada vez mais gente indo morar nesta cidade, a tendência é piorar, ainda mais com as intervenções desastrosas feitas pela prefeitura na Avenida Presidente Kennedy, que deixou tal avenida uma tremenda duma porcaria, com voltinhas estranhas (foi por causa de uma dessas voltinhas que acabaram com a Praça das Bolas, pois o espaço da voltinha ocupou o da praça), ciclovia no meio da pista (deveria ser nas laterais, no meio pouca gente usa, muitos continuam andando pelas laterais da via) pista estreita em alguns pontos de tal modo que, se um carro andar devagar, atrapalha todo o fluxo de veículos e/ou não é possível se manter em uma faixa, tendo que invadir a faixa lateral, semáforos em cruzamentos com ruas pouquíssimo movimentadas e tempo de sinal vermelho exagerado, pouquíssimo espaço entre a ciclovia e a pista para os pedestres passarem, tendo que muitas vezes dividirem o mesmo espaço das bicicletas, impossibilidade de entrar, sair da avenida ou fazer o retorno sem ser por alguns pontos da mesma, tendo que gastar mais combustível, e outros problemas bizarros na principal avenida da cidade. Em Santos e São Vicente, cidades da mesma região, já há problemas no trânsito, cheguei a ficar preso num congestionamento com minha mãe em São Vicente quando fiz a certificação SCJP (e a história toda foi postada neste blog). Em Praia Grande, em breve, não será diferente, mesmo sem ter muito lugar para ir, como explique nos parágrafos anteriores.

O transporte público praiagrandense possui uma passagem cara demais para o trajeto percorrido, apenas dez centavos a menos que o transporte público de São Paulo (formado não só por ônibus, mas também por metrô e trem), isso se não optar por modalidades mais baratas de tarifas, como a do Cartão Fidelidade, tarifa do madrugador, desconto da linha 9 da CPTM no horário das 9 às 10 da manhã, etc. Aí a tarifa fica mais barata do que a do ônibus de Praia Grande.

Além do preço, os ônibus de vez em quando vem lotados, além de demorarem a chegar. Isso, infelizmente, também ocorre na capital, principalmente na hora do rush. Mas pelo menos tem um monte de mulher bonita no transporte público, em maior quantidade do que na terra do Mourão. Eu, particularmente, não vejo problema em pegar metrô lotado, ainda que a linha vermelha possua uma situação bastante tensa devido ao saturamento da mesma (mas há planos e obras em andamento para tentar mudar isso).

Por fim, ainda que São Paulo não tenha dado sorte com os últimos prefeitos (vamos ver agora com o Fernando Haddad se a cidade deu mais sorte, espero que sim), é possível eleger prefeito e vereadores de qualquer partido, ainda que da oposição, já em Praia Grande, onde o povo é masoquista e as eleições costumam ter suspeitas de fraude de vez em quando (principalmente a de 2008, quando o Boneco Assassino venceu o pleito dessa forma), teremos que aguentar mais quatro anos de Mourão, com apenas dois vereadores da oposição gritando THIS IS SPARTAAAAAAA na câmara de vereadores perante a absoluta maioria de aliados do Mourão. Ah, e um candidato a vereador que reconhecidamente e assumidamente comprou votos na eleição de 2008 se elegeu nesse pleito, e não duvido que tenha comprado votos de novo, principalmente se tratando de uma cidade onde a cultura do povo é de parar de estudar cedo para começar logo a trabalhar. Até um conhecido meu que era da área da informática fez isso e não concluiu o Ensino Médio.

Talvez exista algum outro motivo menos importante que agora eu não me lembre, mas o mais importante é isso. Caso discordem e/ou tenham algo a acrescentar, deixem um comentário.

Por que planos de saúde não valem a pena

Posted in Temas polêmicos on 10/10/2012 by Allan Taborda

Minha mãe vive me dizendo que eu deveria optar por contratar um plano de saúde, especialmente se a empresa onde trabalho oferece desconto em um plano conveniado, com desconto direto na folha de pagamento. Como vantagens, minha mãe cita que eu poderia ser melhor atendido do que se eu fosse atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que eu poderia fazer exames e consultas mais rapidamente (pelo SUS seria mais demorado), que eu poderia incluir familiares como dependentes e que eu poderia precisar no futuro, caso eventualmente necessitasse de algum cuidado médico, dentre outros motivos.

Mas eu nunca optei por contratar um plano de saúde, alegando principalmente que acaba saindo muito caro um plano de saúde, mesmo com um desconto devido ao fato da empresa onde trabalho ter convênio com uma administradora de planos de saúde. Na verdade, o preço que eu iria pagar seria apenas um dos motivos. O principal motivo é que planos de saúde não compensam, e eu irei explicar por quê.

Para começar, uma grande parte dos planos de saúde acabam sendo uma espécie de “SUS pago”: as consultas são marcadas para datas demasiadamente distantes, ocorre demora no atendimento, há falta de médicos (e quando tem médico, muitas vezes o mesmo atende mal) e consultas acabam sendo remarcadas devido à falta dos mesmos, da mesma forma que ocorre com o SUS, só que com o pagamento por parte do paciente pelos serviços prestados. Pode ser que o SUS acabe tendo um serviço pior do que determinado plano de saúde, principalmente nas cidades onde o SUS é pior (a qualidade dos serviços do SUS varia de cidade para cidade), mas ainda assim acaba não sendo vantagem, já o atendimento do plano de saúde é ruim do mesmo jeito.

Recentemente, vemos nos jornais, tanto pela Internet quanto pela TV, talvez até nos jornais impressos, notícias sobre médicos que fazem greve e deixam de atender pelos planos de saúde, sobre o mau atendimento dos mesmos, sobre a proibição de determinados planos de saúde de receberem novos conveniados devido ao serviço deplorável oferecido, e por aí vai. Essas notícias demonstram como está a situação atual dos planos de saúde, que cada vez mais querem lucrar o máximo possível sem investir em melhorias para comportar tantos conveniados.

Outro grande motivo é que o dinheiro gasto com um plano de saúde acaba sendo maior do que se o paciente pagasse individualmente pelas consultas e pelos atendimentos nos quais precisasse. O ideal neste caso seria guardar o dinheiro que seria usado no pagamento das mensalidades de um plano de saúde na poupança e usar parte desse dinheiro quando precisasse de um serviço de saúde, pagando individualmente pelo mesmo, o que sairia bem mais barato. Pagando individualmente pelo serviço possibilitaria a livre escolha do hospital, laboratório ou profissional de saúde que lhe melhor atendesse, sem depender do conjunto limitado de opções providas por cada plano de saúde.

Além disso, a não ser que você seja uma pessoa com saúde debilitada, que precisa de serviços médicos constantemente, não vale a pena pagar uma quantia considerável de dinheiro todo mês para precisar de um serviço médico uma vez na vida e outra na morte, ou quando um time da capital paulista ganha Libertadores.

Se não bastassem esses motivos, muitas vezes um determinado problema de saúde não pode ser tratado usando os serviços do plano de saúde contratado, seja por precisar esperar passar a carência do mesmo, seja pelo problema ser uma doença preexistente, seja pelo problema não ser coberto pelo plano de saúde, seja pela falta de profissionais conveniados próximos ao incauto que assinou o plano de saúde ou por outro motivo absurdo qualquer. Mas a mensalidade sempre é cobrada, independente do usuário usar algum serviço do plano de saúde ou do usuário precisar do serviço e o plano não o atender.

E é por isso que eu não pago plano de saúde e nem aconselho outros a pagarem. Não vale a pena. O post termina aqui. Caso tenham algo a comentar ou discordem de algum ponto (ou de todos eles) de algo que eu escrevi neste post, comentem na parte destinada aos comentários do mesmo.

Por que eu escolhi ser programador / Saber programar em uma ou várias linguagens?

Posted in Atividades profissionais, Temas polêmicos on 02/09/2012 by Allan Taborda

O post de hoje possui dois assuntos, ambos voltados ao desenvolvimento de software. O primeiro é sobre por que eu escolhi ser programador (e por que talvez seria bom você escolher essa profissão). O segundo é sobre saber programar em uma ou em mais linguagens de programação.

Antes de eu entrar na FATEC de Praia Grande e cursar o curso de Tecnologia em Informática com Ênfase em Gestão de Negócios, eu pensava em ser professor de matemática e dar aulas em escolas públicas e particulares, da quinta série até o ensino médio, ou ser técnico de computadores, dando manutenção em PCs, consertando-os, montando-os, resolvendo pepinos no sistema operacional, etc, já que eu tinha feito um curso de hardware numa escola profissionalizante. Aí eu acabei passando no único vestibular que eu tinha feito, que era o da FATEC de Praia Grande (passei em décimo segundo lugar entre 254 candidatos, mesmo sem ter estudado para a prova) e cursei aquele curso, no período da tarde.

No curso, aprendi muitas coisas, como o uso e administração de banco de dados, com ênfase no Oracle e sua linguagem PL/SQL; análise de sistemas, que engloba a elaboração dos requisitos do programa, dois casos de uso e criação de diagramas diversos, incluindo o diagrama UML; lógica de programação e estrutura de dados, ambas as matérias usando a linguagem de programação C++ como base; linguagem de programação Java, tanto para desktop quanto para web; gerência de projetos, com ênfase na metodologia PMI; matérias teóricas acerca de sistemas de informação; planejamento de negócios, onde aprendi a elaborar um plano de negócios a fim de montar um negócio próprio; etc, além de matérias menos importantes, como filosofia, recursos humanos, cálculo numérico, computação gráfica, matemática (matrizes e vetores), estatística, marketing, inglês e espanhol, e outras.

Um profissional formado no curso que eu fiz pode atuar em diversas áreas relacionadas ao conteúdo do curso explanado no parágrafo anterior. Pode atuar tanto na área de gestão de negócios (a metade do curso é formado por matérias relacionadas a gestão de negócios) quanto em profissões voltadas à informática, como programador, analista de sistemas, administrador de banco de dados, etc. Para cada profissão, o profissional deve, além de usar o conhecimento obtido no curso, se aprofundar na área buscando conhecimento de outras fontes (cursos específicos, principalmente), uma vez que o curso de Tecnologia em Informática com Ênfase em Gestão de Negócios (que atualmente chama-se Informática para Gestão de Negócios e teve algumas alterações a fim de melhorar o mesmo) não ensina tudo (nem existe curso que ensine tudo), mas dá uma boa base para ir começando e depois se aprofundar na profissão escolhida.

Dentre essas profissões relacionadas, eu escolhi ser programador. Como no curso houve uma ênfase maior na linguagem de programação Java, foi natural eu escolher programar nessa linguagem. Posteriormente, me aprofundei nos meus conhecimentos em Java obtendo a certificação SCJP (fiz um post sobre a obtenção dessa certificação neste blog inclusive) e estudando por conta própria por livros e tutoriais na Internet. Pretendo no futuro tirar mais certificações Java (a próxima será a SCWCD, que agora é OCWCD, uma vez que a Sun foi comprada pela Oracle), além de fazer cursos com conhecimentos mais avançados.

Mas por que eu decidi ser programador, e não analista de sistemas ou administrador de banco de dados, por exemplo?

O principal motivo é que programar é uma coisa que me dá prazer (tá, sexo também me dá prazer, mas acho muito perigoso trabalhar como profissional do sexo, além da concorrência estar brava nesse ramo). Eu sinto prazer em criar aplicações (e também alterar aplicações já existentes, melhorando-as) e vê-las funcionando bem, fazendo o que foram projetadas para fazer. Gosto tanto de programar que programo não apenas profissionalmente, como também por hobby, desenvolvendo meus projetos pessoais de software, como o Robowebert Player e o AOPT, ambos já citados aqui neste blog.

Outro motivo é a grande quantidade de vagas de emprego existentes no mercado de trabalho. Devido à escassez de profissionais qualificados em desenvolver softwares (e para piorar a situação, há os qualificados que não sabem programar direito), aliada à alta demanda por esses profissionais, uma vez que milhares de sistemas precisam ser desenvolvidos do zero ou alterados a fim de ficarem aos gostos dos clientes, os profissionais que se qualificam têm praticamente emprego garantido (apesar do primeiro emprego como programador ser um pouco mais difícil de se conseguir, devido à falta de experiência e ao fato do fato da maioria dos empregadores exigir experiência anterior, mas há quem contrate programadores sem experiência, além de ser possível obter experiência por conta própria, desenvolvendo sistemas como autônomo, ou começar como estagiário), com um salário maior do que muitas profissões por aí (a não ser que comece como estagiário), ainda que o mesmo não seja tão grande nos primeiros empregos.

Um outro motivo, este um pouco polêmico, pois não é um consenso entre os programadores, é o salário, que eu acho que é um bom salário. Eu não vou dizer o quanto eu ganho, mas é o suficiente para pagar minhas contas e juntar um pouco na poupança. Mas há os que acham que não ganham um bom salário, agora vai saber que salário eles ganham… Já vi gente achar um valor que era mais ou menos o que eu ganhava aviltante (vai saber quais são as necessidades de dinheiro do cara, como ele administra o dinheiro dele…), já vi gente exigindo salários muito altos e irreais e já vi gente se contentando com um pouco mais da metade do que eu ganho atualmente para fazer a mesma coisa que eu faço.

Um programador de início de carreira não vai ganhar um salário tão alto, mas a medida que ele vai ganhando experiência, seu salário vai aumentando, seja com aumento salarial dado pela empresa onde trabalha ou quando esse programador muda de emprego, sendo contratado por uma outra empresa que paga um salário maior do que a empresa anterior, visto que agora possui mais experiência profissional do que quando entrou no emprego anterior.

Ainda na questão do salário, a relação esforço/remuneração, em minha opinião, é melhor do que a de outras profissões relacionadas à informática, como a de técnico de computadores, que é uma relação bem ruim, pois um técnico ganha muito menos e se esforça muito mais do que um programador (eu ensaiei ser técnico e vi o esforço que era, além de assuntar quanto um técnico ganhava), ou a de administrador de servidores.

Um programador, por saber programar, caso tenha alguma necessidade não suprida por algum programa de computador existente, pode criar o seu próprio programa que satisfaça essa sua necessidade, sem depender de algum outro programador ou empresa que desenvolva esse programa. Pode também alterar um programa já existente, adaptando-o às suas necessidades.

São basicamente esses cinco motivos de por que eu escolher ser programador. Talvez haja mais algum outro que eu não me lembre, mas o mais importante é isso.

Emendando um assunto no outro, existe a questão de saber programar em uma ou em mais linguagens de programação. O que seria melhor para o profissional de desenvolvimento de software, saber apenas uma ou saber um monte delas?

No mercado de trabalho, há vagas para trabalhar como programador de várias linguagens de programação, algumas tendo mais vagas que outras (Java, C# e VB.net costumam ter muitas vagas). Sabendo mais de uma, teoricamente, o programador possuirá mais chance e mais qualificação no mercado de trabalho.

Já vi alguns afirmarem que o melhor é saber várias linguagens, pois o mercado de trabalho pode mudar e uma outra linguagem passar a ser mais usada que outra, ou porque sabendo várias, o programador tem mais chance de ser contratado, ou outros motivos. Mas há um porém de saber várias linguagens de programação: você acaba dividindo seus estudos entre várias e não aprofunda seus conhecimentos em nenhuma, muitas vezes sabendo apenas o básico de cada uma delas. Aí não vai adiantar nada saber mais de uma e não saber programar direito em nenhuma, cometendo erros de, por exemplo, na linguagem Java, comparar Strings com dois sinais de igual ao invés de usar o método equals (eu já cheguei a, neste blog, dedicar dois posts para enumerar erros irritantes cometidos por programadores Java, e talvez eu dedique outros no futuro) ou não saber usar uma biblioteca na qual o uso da mesma é melhor do que uma outra que é mais simples e mais arcaica, mas que é a única que o programador sabe (por exemplo, o programador não saber JPA e fazer a persistência dos dados no banco de dados com JDBC, que é bem mais trabalhoso).

Muitas vagas para se trabalhar programando em uma linguagem requerem conhecimentos específicos em frameworks e bibliotecas e um profissional que não se aprofunda nessa linguagem terá menos probabilidade de saber esses conhecimentos específicos.

E não apenas os estudos são divididos entre várias linguagens de programação: a experiência profissional pode acabar também sendo dividida. Há vagas que requerem um ou mais anos de experiência com a linguagem em questão. Se você dividiu sua experiência profissional entre várias linguagens, irá demorar mais para obter os anos de experiência em cada uma das linguagens.

Então o programador deve saber apenas uma linguagem e se aprofundar somente nela? A resposta é: Não. Apesar de as linguagens de programação não ficarem obsoletas e deixarem de ser usadas da noite para o dia e de haver muitos sistemas legados, feitos em linguagens antigas, como Cobol e Clipper, que demandam manutenção por serem usados até os dias de hoje, pode ocorrer de, no futuro, uma determinada linguagem outrora popular deixar de ser tão usada (foi o que ocorreu com o Delphi, por exemplo, que era uma linguagem muito popular aqui no Brasil, mas atualmente não é tão usada pelas empresas ao implementar sistemas novos, a não ser uma ou outra empresa). Além disso, há softwares que são melhor implementados usando determinadas linguagens do que outras devido a particularidades dessas linguagens.

O que eu aconselho é se aprofundar em uma em específico e, após estar bem aprofundado nessa linguagem, começar a aprender uma segunda linguagem (ou até uma terceira linguagem, caso deseje aprender duas de uma vez, aí depende de você), mas sem se estagnar na primeira, pois as plataformas de desenvolvimento de software estão em constante evolução, mesmo linguagens antigas, como C e C++. Se você sabe lógica de programação, já é meio caminho andado para se aprender uma linguagem nova e sua sintaxe (a outra metade do caminho são os conhecimentos específicos que estão além da sintaxe da linguagem). Aí, com o tempo, você vai se aprofundando nessa segunda (ou terceira) linguagem, podendo, dependendo de seus conhecimentos, atuar profissionalmente utilizando as mesmas.

O ideal é saber pelo menos umas duas ou três, mas se você é iniciante no desenvolvimento de software, uma já é mais que o suficiente.

Antes que me perguntem, além do Java, que a linguagem na qual eu programo profissionalmente, eu sei um pouco de C e C++ (estou aprendendo ambas ao mesmo tempo por serem semelhantes, apesar de que, por falta de tempo momentânea, parei de estudá-las), JavaScript (inclusive usando a biblioteca JQuery, a uso bastante no ambiente de trabalho na interação do usuário com o navegador, se bem que JavaScript não é bem uma linguagem de programação como Java, C# e outras), PL/SQL (também não é bem uma linguagem de programação como Java, C# e outras, mas dá para programar nela, tal qual JavaScript, é uma linguagem do banco de dados Oracle) e um pouco (muito pouco) de Delphi/Lazarus. Pretendo me aprofundar nessas linguagens e aprender outras no futuro.

Por hoje é só, até o próximo post.

Minha experiência com um MacBook Pro

Posted in Atividades profissionais, Temas polêmicos on 29/07/2012 by Allan Taborda

Quem me conhece, sabe que eu não sou fã da Apple e de seus produtos. Sempre critiquei a postura dessa empresa com relação às suas restrições absurdas de design e usabilidade, além de suas políticas restritivas tanto em seus produtos, como no que entra ou não na app store do iPhone por exemplo, quanto com relação às ameaças desleais aos seus concorrentes, processando a todo custo os mesmos por violação de supostas patentes, não com intenção de ganhar dinheiro em cima, como faz a Microsoft, mas com a intenção de eliminar os concorrentes do mercado. Isso sem contar nos erros de projeto que têm ficado cada vez mais frequentes, como iPad que esquenta muito e iPhone que pega fogo e tem problema de sinal caso segurado pelo usuário da maneira tradicional (e a Apple, na maioria das vezes, não admite as falhas, fazendo de conta que não existem).

Eu sempre critiquei a Apple (na verdade, nem sempre, só passei a criticar após conhecer melhor a empresa e ouvir falar mais de seus produtos e ver como eles realmente eram, antes disso, eu até achava legal a empresa devido a comentários de terceiros e, devido a esses comentários, tinha uma imagem positiva da Apple), mas até então nunca tive que usar um produto da empresa por um tempo prolongado. Minhas experiências anteriores com produtos da Apple se resumiam a duas vezes que usei o iPad, uma vez a primeira versão do tablet, na Saraiva, localizada no Shopping Metrô Santa Cruz, e a outra vez o iPad 2, na Fast Shop, próxima ao Metrô Carandiru. Nas duas vezes, eu abri alguns programas (não vi nada de mais nos mesmos), mas não consegui fechar nenhum deles por não descobrir de jeito nenhum como fazer isso. Na primeira vez, eu tentei até acabar a bateria do bagulho, na segunda o iPad tinha acesso à Internet e pesquisei no Google como fechar os programas e vi que existem tutoriais completos apenas para fechar programas no iPad (algo que deveria ser simples, como clicar num ícone de fechar o programa), mas acabei achando o tutorial demasiadamente complicado e desisti. O iPhone eu nunca usei (me parece que é praticamente o mesmo sistema operacional do iPad), o iPod menos ainda, e o MacBook eu tinha olhado por cima duas vezes em lojas de eletrônicos e não vi nada de mais, mas também não deu para tirar nenhuma conclusão, a não ser que o sistema operacional parece um “Linux com um ambiente gráfico diferente”.

Dos produtos Apple, o que eu tinha uma imagem menos negativa era justamente o MacBook, bem como o iMac (a diferença é que um é desktop e outro é notebook, mas ambos são “computadores tradicionais” da Apple). Eu tinha uma imagem menos negativa principalmente pelo fato de eu não ser fã de smartphones e tablets, independente de ser da Apple ou não, e ser mais fã de computadores tradicionais (desktops e notebooks). Mas, como eu já havia dito, nunca havia usado um computador da Apple por um tempo prolongado.

Nesta última semana, comecei a trabalhar numa nova empresa. Quando eu comecei a trabalhar, não havia um computador para mim, então a empresa teve que comprar um novo (que não é da Apple e provavelmente virá com Windows). Enquanto o novo computador não chegava, eu usei um outro pertencente a um colega que estava de férias no momento. Este outro computador era um MacBook Pro, o único computador da Apple da empresa (acredito eu). Este MacBook Pro possuía processador Core 2 Duo 2,53 GHz e sistema operacional MacOS X (sistema operacional exclusivo dos computadores da Apple), versão 10.6. Eu aceitei usar aquele notebook e passei a semana toda trabalhando no MacBook Pro. Para quem não sabe, eu sou programador Java. Agora, irei contar como foi essa minha experiência com o MacBook Pro. Vou adiantando desde já que não foi uma boa experiência.

Eu até estou conseguindo realizar meu trabalho, mas com um rendimento bem abaixo do que eu costumo ter quando uso um computador normal, com Windows ou Linux. Não devido a “mudar a cor do pasto”, porque eu costumo me adaptar bem a alterações de interface, como quando eu passei a usar o Gnome no lugar do KDE como ambiente gráfico do Linux e quando testei outros ambientes gráficos e sistemas operacionais, mas devido a vários problemas de usabilidade que encontrei.

Um dos problemas era que os programas tinham teclas de atalho diferentes do que costuma ser o padrão dos programas Windows/Linux. Muitas vezes, as teclas de atalho envolviam o uso de uma tecla que só existe no Mac, a tecla Command, a maioria das vezes substituindo a tecla Ctrl, apesar do Macbook ter a tecla Ctrl, que é usada em outras combinações de atalhos.

Além disso, algumas teclas tradicionais não possuem o mesmo comportamento como em outros computadores, como por exemplo a tecla End, que, quando pressionada, deveria fazer o cursor ir para o fim da linha, mas no MacOS X, faz o cursor ir para o final do documento ou não tem efeito algum. Talvez até exista uma maneira de como fazer o cursor ir para o final da linha (uma combinação de teclas talvez), mas não consegui descobrir e nem pesquisei como (isso é uma coisa que deveria ser algo intuitivo de ser feito).

Ainda com relação às teclas, apesar do MacOS X instalado no equipamento ser em português do Brasil, os dois teclados (o do notebook e outro USB, provavelmente o dono do equipamento não gostava do teclado do mesmo e plugou um USB, também da Apple, feito de alumínio) não possuíam teclas de acentuação e a tecla C cedilha, fazendo com que, quando eu precisasse acentuar as palavras, eu tinha que recorrer ao corretor ortográfico (quando tinha no programa em questão) e torcer para que o corretor corrigisse corretamente, quando não corrigia corretamente, ou quando não tinha corretor ortográfico, eu jogava a palavra no Google para ver se aparecia resultado escrito com acentuação correta ou copiava e colava o caractere acentuado de outro lugar, ou escrevia sem acento mesmo. Na verdade, até tinha alguns acentos no teclado, como o acento circunflexo na tecla 6, ativado em conjunto com a tecla Shift (nos teclados tradicionais, padrão ABNT2, a tecla 6 possui o trema), mas quando pressionadas as teclas com acentos, tanto antes quanto depois da letra a acentuar, o acento não ficava sobre a letra, ou seja, não servia para nada.

O teclado de alumínio USB tinha teclas de funções até o F19 (no do MacBook, só havia até o F12, como os teclados tradicionais). Para que serviam essas teclas de funções extra eu não sei, mas o que tinha de teclas de função de mais, tinha de teclas essenciais de menos. Por exemplo, não havia, além dos acentos e C cedilha, teclas como a Insert e a Print Screen. A tecla Backspace estava com o nome de “Delete”, apesar de ter outra tecla Delete, que era a Delete normal.

O principal problema de usabilidade do sistema operacional era a alternância falha entre os programas abertos, usando as teclas Command e Tab (equivalente à combinação entre as teclas Alt e Tab nos PCs normais). Mesmo quando um programa era fechado, ele ainda constava na lista de programas a alternar, atrapalhando a alternância entre programas e obrigando o usuário a clicar mais vezes no Tab ou a clicar no ícone presente no dock (uma barra de ícones que fica na parte de baixo da tela, com um efeito visual quando se passa o mouse sobre o mesmo). Além disso, o MacOS X trabalha com o conceito de alternância entre programas como um todo, com todas as suas janelas abertas (independente de quantas sejam), não das janelas individualmente, o que atrapalha a alternância entre as mesmas.

Parece que, mesmo após um programa ser fechado, ele continuava aberto em partes, constando na lista de programas a alternar e no menu da barra superior (no MacOS X, os menus ficam integrados à barra superior ao invés de ficarem localizadas nos próprios programas, algo aceitável, porque não atrapalha a usabilidade, apenas se muda o lugar do menu). Para fechar o programa completamente, tinha que se clicar na opção correspondente na barra de menus, e isso não funcionava para todos os programas.

Ainda sobre os programas abertos, não há como saber que programas estão abertos ou não, pois o dock exibe tanto os programas abertos quanto os fechados e não há uma barra de tarefas informando quais são os programas abertos, como ocorre nos outros ambientes gráficos. Só se sabe quais estão abertos minimizando todos eles.

O menu do MacOS X não possui uma lista dos programas instalados. Quando eu precisei de uma calculadora (e a mesma não estava presente no dock), recorri à busca presente no menu. Só depois que eu descobri que, para ver quais eram os programas instalados, tinha que abrir o gerenciador de arquivos, chamado de Finder. É como ter que abrir o Windows Explorer para saber quais são os programas instalados no Windows ou ter que abrir o Nautilus para saber quais são os programas instalados no Linux (ou FreeBSD, ou outro sistema que utilize o X Window System) com Gnome.

O programa responsável por editar arquivos TXT é o Editor de Texto (o nome é esse mesmo), apesar disso, caso o Editor de Texto seja aberto sem abrir um arquivo TXT existente, não há a opção de salvar o arquivo no formato TXT. O Safari, o navegador web padrão do MacOS X, possui problemas de usabilidade diversos, como não ter barra de status ou algo equivalente informando o destino de um link e não ter como voltar ou avançar mais de uma página no histórico de navegação (pelo menos, tinha o Firefox instalado).

Com relação ao hardware, o touchpad (área onde o usuário movimenta o mouse deslizando o dedo, presente na grande maioria dos notebooks) não possuía os dois botões relativos ao clique com os botões esquerdo e direito. O teclado presente no notebook possuía teclas com iluminação embaixo (não vi vantagem nenhuma nisso, a não ser se eu fosse usar o MacBook no escuro). O mesmo teclado possuía um botão que sugere que, ao ser pressionado, o drive de CD abriria (como ocorre nos outros notebooks que possuem essa tecla), apesar disso, aquele MacBook não possuía drive de CD e aquele botão não tinha efeito algum.

Havia um mouse sem fio da Apple (com conexão via bluetooth), o Magic Mouse, que era a única cousa que eu gostei naquele equipamento por possuir, além do scroll vertical, um scroll horizontal, devido ao mouse não possuir uma rodinha, mas sim um sensor no qual o usuário passa o dedo no sentido horizontal ou vertical e faz o efeito do scroll. Apesar disso, uma vez ou outra o scroll horizontal atrapalhava, mas algo totalmente aceitável, nada que comprometa o trabalho.

Pontos positivos do MacBook Pro: o mouse (que na verdade nem faz parte do MacBook, é um acessório externo). Pontos negativos do MacBook Pro: todo o resto. De zero a dez, eu dou nota 1,5 para este que está sendo até o presente momento o pior computador no qual eu já usei até hoje.

Eu, sinceramente, esperava mais do MacBook Pro, ainda mais que muito se ouve que os produtos da Apple, incluindo o MacOS X, são mais fáceis e mais intuitivos de se usar (algo que eu não vi naquele equipamento, muito pelo contrário, o sistema não era lá muito intuitivo, talvez seja porque uma mentira dita muitas vezes acaba sendo aceita como verdade). Para piorar, um MacBook Pro é muito mais caro do que um notebook de configuração similar fabricado por outro fabricante. Não sei o que os fãs da Apple e usuários do MacBook veem no mesmo, caso alguém tenha algo a dizer em defesa desse computador, escreva seu comentário na seção de comentários, expondo seu ponto de vista e/ou defendendo o computador da Apple.

Atualização em 05/08/2012: Após conversar com o dono do MacBook que eu havia usado (desde essa última semana, já estou usando o novo computador que já chegou, e veio com Linux, mais precisamente um Debian Testing customizado), ele me explicou umas coisas sobre o mesmo.

Sobre a acentuação nas palavras, realmente não há como teclar acentos como costuma-se teclar em outros sistemas operacionais, e nem dá para alterar o layout do teclado, mas há teclas de atalho que geram acentos, como por exemplo, Option + C que gera um C cedilha e outras combinações envolvendo a tecla Option com outras letras que geram acentos e, em seguida, o usuário tecla a tecla desejada. Apesar de ser pouco prático, como ele já se acostumou a gerar acentos dessa forma, ele nem acha ruim.

Sobre a tecla Home ir para o início do documento ao invés de ir para o início da linha, me foi explicado que, para ir ao início da linha, tecla-se Command + seta para a esquerda. Isto porque a Apple possui um ponto de vista diferente do que as teclas Home e End deveriam fazer. Como as funções de ir para o início e o final da linha são mais usadas do que as de ir para o início e o final do documento, creio que este ponto de vista acaba por fazer o uso do teclado um pouco menos prático, visto que usa-se mais a ida do cursor para o começo ou o final da linha do que do documento, ou seja, o segundo é que deveria ter combinações de teclas para essas funções, não o primeiro.

Sobre o MacBook não possuir drive de CD, ele possui sim um drive de CD, mas é diferente de qualquer drive de CD que eu já vi. Ele não possui uma bandeja, e sim uma fenda (que eu pensei que seria apenas uma fenda por onde o notebook dissipava calor), onde se introduz o CD ou o DVD (e por onde pode entrar poeira, já que a fenda nunca fica fechada). Aí, para ejetar a mídia óptica, aperta-se o botão do teclado, que também existe no teclado plugado na USB. Sobre o MacBook não possuir botões no touchpad, na verdade ele tem sim, mas não estão visíveis.

Sobre fechar completamente os programas, de fato eles ficam abertos mesmo após clicar no X, em estado de repouso, mas podem ser fechados pelo item correspondente do menu, como eu havia dito no post, ou com a tecla de atalho Command + Q.

Achei essa página acerca das teclas de atalho dos computadores da Apple, para caso alguém fique perdido tendo que usar um desses:

http://support.apple.com/kb/HT1343?viewlocale=pt_BR&locale=pt_BR

Minha técnica para memorizar posições no Classic Simon (jogo de Genius para Android)

Posted in Lazer, Tutoriais on 02/06/2012 by Allan Taborda

Há um pouco mais de dois meses, instalei no meu celular com Android um jogo chamado Classic Simon, disponível no Google Play em https://play.google.com/store/apps/details?id=com.neilneil.android.games.simonclassic&hl=pt_BR ou diretamente pelo celular, pesquisando por “Classic Simon” na loja de aplicativos (o aplicativo é desenvolvido pela Mobikats Ltd). É basicamente um jogo de Genius (ver página da Wikipédia), onde o usuário ganha pontos ao memorizar um determinado número de posições representadas por botões coloridos.

No Classic Simon, além do modo tradicional com quatro botões (Classic), há um modo de nove botões (Super), além de diferentes modos de jogo (quatro velocidades, Magic Memory mode, Chaos mode e dois jogadores) tanto no modo Classic quanto no modo Super. Para quem tem um celular com Android, recomendo fortemente a instalação desse jogo, que é gratuito. Para iPhone, pelo menos até o momento, não há uma versão dele, mas como a Mobikats desenvolve aplicativos também para o iPhone, é possível que exista uma versão dele para o iPhone no futuro (enquanto essa versão não sai, para quem possui iPhone, creio que exista um programa similar na app store da Apple).

Há algum tempo atrás, consegui o meu melhor recorde até o momento, com 95 posições memorizadas, obtendo o segundo lugar entre os recordes globais, que contém os resultados de todos os milhares de jogadores do Classic Simon (o primeiro lugar consta com 119 posições memorizadas e o terceiro com 82). A partida em questão demorou mais de uma hora e meia. É provável que, no futuro, eu melhore ainda mais esse recorde, talvez até alcançando o primeiro lugar no ranking global do aplicativo.

No post de hoje, além de apresentar o Classic Simon, irei explicar a técnica que eu uso para memorizar o maior número de posições possível. A técnica é bem simples, mas muito eficiente.

A primeira e mais importante parte da técnica é a de agrupar as posições em conjuntos de posições, e memorizar esses conjuntos de posições ao invés das posições propriamente ditas. É muito mais fácil memorizar a ordem exata de 6 grupos de 6 posições do que a ordem exata de 36 posições, por exemplo.

A segunda parte da técnica é a de como agrupar as posições em grupos. A cada turno, uma nova posição gerada aleatoriamente pelo jogo é adicionada à sequencia e, a medida que novas posições são adicionadas, novos grupos devem ser formados. Cada grupo deve ter entre três e nove posições (ou até mais de nove posições, caso consiga memorizar grupos maiores).

Para fazer o agrupamento das posições, basta que associe uma sequencia curta a algo de fácil memorização para você. Por exemplo, a sequencia amarelo-azul-verde-vermelho eu chamo de “volta completa”, pois é como se um ponteiro de um relógio desse a volta no mesmo, sendo o painel de quatro botões o relógio. Já a sequencia vermelho-verde-azul-amarelo eu chamo de “volta completa invertida”, pois é a sequencia inversa da “volta completa”. A sequencia amarelo-azul-vermelho-verde eu chamo de “escrita linear”, pois a mesma ocorre da esquerda para a direita, pulando a linha de cima para baixo. A sequencia amarelo-verde–azul-vermelho eu chamo de “X com ligação à direita”, pois é como se traçasse uma linha que resultasse em um X, mas com as duas hastes da direita ligadas. A sequencia amarelo-vermelho-vermelho eu chamo de “ponto de exclamação à esquerda” pelo fato dos botões amarelo e vermelho ficarem à esquerda (por que eu chamo de ponto de exclamação eu não sei, mas eu associo uma posição em cima e duas embaixo como sendo um ponto de exclamação). Há muitas outras sequencias que eu memorizei além dessas.

Além das sequencias memorizadas, existem também as sequencias derivadas das mesmas, que nada mais seriam do que sequencias que diferem de uma já previamente memorizada por apenas uma posição a mais, ou pela repetição da primeira ou da última posição. Uma sequencia derivada também pode ser uma sequencia memorizada repetida duas ou mais vezes, contando como uma única sequencia, essa nova sequencia é derivada da que se repetiu.

Enquanto as últimas posições sorteadas não formam um grupo completo (por exemplo, se houver apenas uma ou duas posições após a formação do último grupo), as mesmas devem ser memorizadas individualmente, e sempre que uma nova posição é sorteada, você deve dizer em pensamento, em tom “vibrante” (como se falasse em voz alta meio que gritando, só que em pensamento) a cor da posição em questão para que a mesma não seja esquecida instantes depois, enquanto você se preocupa em memorizar os grupos anteriores.

Assim que houver três posições sorteadas que não foram agrupadas, você deve associar um grupo às mesmas a fim de não ficar muitas posições a serem memorizadas individualmente. Este grupo poderá crescer, se você ver que consegue memorizar um grupo maior, adicionando a nova posição a este grupo recém-formado.

Uma dica importante é prestar atenção nas repetições feitas pelo jogo a fim de mostrar as posições anteriores à nova cor sorteada para a próxima posição, tais repetições ajudam o jogador a memorizar as posições (ou os grupos de posições) pelo fato das mesmas se repetirem a cada novo sorteio de cor para cada nova posição. Essas repetições não ocorrem no modo Magic Memory, que apresenta apenas a cor da posição seguinte, sem exibir as repetições.

Basicamente, a minha técnica é essa. Espero que eu tenha sido bem claro neste post. Em caso de dúvidas quanto a essa minha técnica, escrevam as mesmas nos comentários.